REsp 2228796 - DECISAO
O recurso foi conhecido em parte e negado provimento: o Tribunal entendeu que não há omissão no acórdão recorrido, que a Lei Estadual n. 15.717/2021 determinou a sucessão da Portos RS à SUPRG em direitos e obrigações, tornando desnecessária a substituição da CDA para redirecionamento da execução em razão da sucessão empresarial; aplicou-se, por analogia, o Código Civil para fundamentar a responsabilização da sucessora, e afastou-se a pretensão de redirecionamento ao Estado por ausência de fundamento federal apto a infirmar o acórdão; também foi decidido que as questões de direito local e de fato não são reexamináveis em Recurso Especial, com aplicação das súmulas pertinentes.
- Parties
- Recorrente: PORTO RS - AUTORIDADE PORTUARIA DOS PORTOS DO RIO GRANDE DO SUL S.A.; Recorrido: ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 28 August 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Decisão De Mérito (conhecimento Parcial E Denegação De Provimento)
- Outcome
- Conheço em parte do Recurso Especial e nego-lhe provimento.
- Legal Topics
- Execução Fiscal, Sucessão Empresarial, Legitimidade Passiva, Redirecionamento Da Execução, Embargos De Declaração, Omissão, Honorários Advocatícios
Case Brief
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Parties
PORTO RS - AUTORIDADE PORTUARIA DOS PORTOS DO RIO GRANDE DO SUL S.A.
Recorrente
ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Recorrido
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão De Mérito (conhecimento Parcial E Denegação De Provimento)
Legal Issues
- 1 Se a Portos RS sucedeu a SUPRG em direitos e obrigações e pode ser responsabilizada por multa administrativa originária da SUPRG
- 2 Se é necessária a substituição/emenda da Certidão de Dívida Ativa (CDA) para redirecionamento da execução em caso de sucessão empresarial
- 3 Aplicabilidade do art. 133 do CTN a multa administrativa imposta por agência reguladora e, subsidiariamente, aplicação analógica dos dispositivos do Código Civil (arts. 1.116, 1.142, 1.145, 1.146)
Ratio Decidendi
O recurso foi conhecido em parte e negado provimento: o Tribunal entendeu que não há omissão no acórdão recorrido, que a Lei Estadual n. 15.717/2021 determinou a sucessão da Portos RS à SUPRG em direitos e obrigações, tornando desnecessária a substituição da CDA para redirecionamento da execução em razão da sucessão empresarial; aplicou-se, por analogia, o Código Civil para fundamentar a responsabilização da sucessora, e afastou-se a pretensão de redirecionamento ao Estado por ausência de fundamento federal apto a infirmar o acórdão; também foi decidido que as questões de direito local e de fato não são reexamináveis em Recurso Especial, com aplicação das súmulas pertinentes.
Court Disposition
Conheço em parte do Recurso Especial e nego-lhe provimento.
Orders
- Conheço em parte do Recurso Especial e nego-lhe provimento.
- Publique-se e intimem-se.
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