REsp 2119696 - DECISAO

REsp 2119696 - DECISAO

Aplicam-se ao caso as disposições da Lei nº 13.988/2020 e as cláusulas específicas do plano de recuperação judicial que regem os créditos das agências reguladoras, as quais preveem que transação aceita não implica novação (art. 12, §3º) e permitem condicionar a transação à manutenção de garantias (art. 14, II); por isso, não é cabível o desentranhamento unilateral da carta de fiança apresentada em execução fiscal, devendo prevalecer a decisão da AGU/PGF e as cláusulas contratuais e do plano recuperacional que mantêm as garantias.

Parties
Recorrente: Banco Santander (Brasil) S.A.; Recorrida: Telemar/Oi S.A.
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
06 October 2025
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento De Recurso Especial (conhecido Em Parte E Negado Provimento)
Outcome
Conheço em parte do recurso especial e, na parte conhecida, nego-lhe provimento
Legal Topics
Execução Fiscal, Recuperação Judicial, Transação Administrativa, Carta De Fiança, Novação, Manutenção De Garantias

Case Brief

Summary, issues, holding and outcome

More case intelligence is available

Unlock the full research layer for this judgment.

Full judgment text Downloadable case file Legal principles 4 Authorities cited 20 Party arguments 2
Sign in to unlock

Parties

Banco Santander (Brasil) S.A.

Recorrente

Telemar/Oi S.A.

Recorrida

Procedural Posture

Recurso Especial / Julgamento De Recurso Especial (conhecido Em Parte E Negado Provimento)

  1. 1 possibilidade de desentranhamento unilateral de carta de fiança apresentada em execução fiscal
  2. 2 incidência da Lei nº 13.988/2020 sobre transações envolvendo créditos da Fazenda Pública e seu confronto com dispositivos do Código Civil (art. 844, §1º)
  3. 3 se a transação implica novação dos créditos abrangidos

Ratio Decidendi

Aplicam-se ao caso as disposições da Lei nº 13.988/2020 e as cláusulas específicas do plano de recuperação judicial que regem os créditos das agências reguladoras, as quais preveem que transação aceita não implica novação (art. 12, §3º) e permitem condicionar a transação à manutenção de garantias (art. 14, II); por isso, não é cabível o desentranhamento unilateral da carta de fiança apresentada em execução fiscal, devendo prevalecer a decisão da AGU/PGF e as cláusulas contratuais e do plano recuperacional que mantêm as garantias.

Court Disposition

Conheço em parte do recurso especial e, na parte conhecida, nego-lhe provimento

Orders

  • Embargos de declaração rejeitados
  • Publique-se