RHC 201392 - DECISAO
Negou-se provimento ao recurso ordinário porque, diante da condenação pelo Tribunal do Júri a pena superior a 15 anos, a execução provisória da pena encontra suporte legal no art. 492, I, "e", do CPP e foi confirmada pela jurisprudência do STF no RE 1.235.340/SC (Tema 1.068), que reconheceu a soberania dos veredictos do júri e autorizou a execução imediata da pena, inexistindo declaração de inconstitucionalidade que justificasse afastar a aplicação do dispositivo; assim, a prisão para imediato cumprimento da pena não violou o princípio da presunção de inocência nem exigiu a análise dos requisitos do art. 312 do CPP.
- Parties
- Recorrente/paciente: MARLON DA SILVA DA CONCEIÇÃO; Órgão Julgador De Origem: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 November 2024
- Procedural Posture
- Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça (negado Provimento)
- Outcome
- Nego provimento ao recurso ordinário em habeas corpus.
- Legal Topics
- Execução Provisória Da Pena, Princípio Da Presunção De Inocência, Tribunal Do Júri, Habeas Corpus, Prisão Preventiva, Art. 492, I, "e", Do CPP, Repercussão Geral Tema 1.068
Case Brief
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Parties
MARLON DA SILVA DA CONCEIÇÃO
Recorrente/paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS
Órgão Julgador De Origem
Procedural Posture
Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça (negado Provimento)
Legal Issues
- 1 legalidade da execução provisória da pena imposta pelo Tribunal do Júri
- 2 possibilidade de o condenado recorrer em liberdade após condenação pelo júri
- 3 fundamentação exigida para a decretação da prisão preventiva e requisitos do art. 312 do CPP
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao recurso ordinário porque, diante da condenação pelo Tribunal do Júri a pena superior a 15 anos, a execução provisória da pena encontra suporte legal no art. 492, I, "e", do CPP e foi confirmada pela jurisprudência do STF no RE 1.235.340/SC (Tema 1.068), que reconheceu a soberania dos veredictos do júri e autorizou a execução imediata da pena, inexistindo declaração de inconstitucionalidade que justificasse afastar a aplicação do dispositivo; assim, a prisão para imediato cumprimento da pena não violou o princípio da presunção de inocência nem exigiu a análise dos requisitos do art. 312 do CPP.
Court Disposition
Nego provimento ao recurso ordinário em habeas corpus.
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
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