HC 869643 - DECISAO
Reconsiderou-se a decisão agravada porque o Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Tema 1.068 (RE n. 1.235.340/SC), interpretou conforme a Constituição o art. 492 do CPP, com a redação da Lei n. 13.964/2019, admitindo a imediata execução da condenação imposta pelo Tribunal do Júri independentemente do quantum da pena; assim, não há constrangimento ilegal na determinação da execução provisória da pena imposta ao paciente, condenado a 18 anos e 6 meses por homicídio qualificado/feminicídio, e o habeas corpus não deve ser conhecido.
- Parties
- Agravante: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA; Paciente: JOSÉ NATALICIO RUFINO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 14 January 2025
- Procedural Posture
- Agravo Regimental Em Habeas Corpus / Decisão De Reconsideração Pelo Relator (agravo Regimental)
- Outcome
- Agravo regimental desprovido. Reconsiderada a decisão agravada para não conhecer do habeas corpus e restabelecer a prisão do paciente.
- Legal Topics
- Execução Provisória Da Pena, Prisão Preventiva, Tribunal Do Júri, Presunção De Inocência, Art. 492, I, "e", Do CPP, Repercussão Geral (tema 1.068)
Case Brief
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Parties
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA
Agravante
JOSÉ NATALICIO RUFINO
Paciente
Procedural Posture
Agravo Regimental Em Habeas Corpus / Decisão De Reconsideração Pelo Relator (agravo Regimental)
Legal Issues
- 1 possibilidade de execução provisória da pena imposta pelo Tribunal do Júri com recurso pendente
- 2 fundamentação da prisão preventiva e requisitos do art. 312 do CPP
- 3 interpretação e validade da alínea e do inciso I do art. 492 do CPP à luz do julgamento do STF no Tema 1.068
Ratio Decidendi
Reconsiderou-se a decisão agravada porque o Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Tema 1.068 (RE n. 1.235.340/SC), interpretou conforme a Constituição o art. 492 do CPP, com a redação da Lei n. 13.964/2019, admitindo a imediata execução da condenação imposta pelo Tribunal do Júri independentemente do quantum da pena; assim, não há constrangimento ilegal na determinação da execução provisória da pena imposta ao paciente, condenado a 18 anos e 6 meses por homicídio qualificado/feminicídio, e o habeas corpus não deve ser conhecido.
Court Disposition
Agravo regimental desprovido. Reconsiderada a decisão agravada para não conhecer do habeas corpus e restabelecer a prisão do paciente.
Orders
- Não conhecer do habeas corpus
- Reestabelecer a prisão do paciente
Full Case Text
Judgment text and source record
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