RHC 200532 - DECISAO
Nego provimento ao recurso porque a jurisprudência do STJ admite a execução provisória da pena imposta pelo Tribunal do Júri nos termos do art. 492, I, e, do CPP, aplicando-se a presunção de validade da norma enquanto não houver decisão do STF em sentido contrário (Tema 1.068), sendo a condenação do recorrente de 16 anos suficiente para autorizar a execução provisória sem que se lhe aplique os requisitos da prisão preventiva do art. 312 do CPP; além disso, eventual alegado descumprimento de decisão do STF em Reclamação deve ser arguido perante o próprio Supremo Tribunal Federal.
- Parties
- Recorrente: Maurício Borges Sampaio; Órgão Recorrido: Tribunal de Justiça do Estado de Goiás; Manifestante: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 30 May 2025
- Procedural Posture
- Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Julgamento De Mérito Pelo Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- nego provimento ao recurso em habeas corpus
- Legal Topics
- Execução Provisória Da Pena, Tribunal Do Júri, Constitucionalidade De Norma Processual Penal, Prisão Preventiva, Presunção De Inocência, Tema 1068 Da Repercussão Geral Do STF, Art. 492, I, E, Do CPP
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
Maurício Borges Sampaio
Recorrente
Tribunal de Justiça do Estado de Goiás
Órgão Recorrido
Ministério Público Federal
Manifestante
Procedural Posture
Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Julgamento De Mérito Pelo Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 se a execução provisória da pena imposta pelo Tribunal do Júri configura constrangimento ilegal
- 2 constitucionalidade do art. 492, I, e, do CPP (Tema 1.068 do STF)
- 3 se a execução provisória depende dos requisitos da prisão preventiva do art. 312 do CPP
Ratio Decidendi
Nego provimento ao recurso porque a jurisprudência do STJ admite a execução provisória da pena imposta pelo Tribunal do Júri nos termos do art. 492, I, e, do CPP, aplicando-se a presunção de validade da norma enquanto não houver decisão do STF em sentido contrário (Tema 1.068), sendo a condenação do recorrente de 16 anos suficiente para autorizar a execução provisória sem que se lhe aplique os requisitos da prisão preventiva do art. 312 do CPP; além disso, eventual alegado descumprimento de decisão do STF em Reclamação deve ser arguido perante o próprio Supremo Tribunal Federal.
Court Disposition
nego provimento ao recurso em habeas corpus
Orders
- Liminar indeferida.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment