HC 865459 - DECISAO
Concedeu-se a ordem porque, na hipótese, a prisão da paciente foi decretada automaticamente em razão da condenação pelo Tribunal do Júri à pena superior a 15 anos, com fundamento no art. 492, I, "e", do CPP; entretanto, o entendimento do Superior Tribunal de Justiça é no sentido de que a execução provisória da pena nesse contexto viola a presunção de inocência, de modo que a prisão antes do trânsito em julgado somente pode ocorrer mediante decisão individualizada que demonstre os requisitos do art. 312 do CPP. Assim, assegurou-se o direito de aguardar em liberdade o trânsito em julgado, ressalvada a existência de motivos concretos e contemporâneos para a prisão preventiva.
- Parties
- Paciente: Ana Luiza Ferreira; Órgão Coator: Tribunal de Justiça de São Paulo
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 23 July 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão
- Outcome
- Ordem concedida para assegurar à paciente o direito de aguardar em liberdade o trânsito em julgado da condenação, ressalvada a existência de motivos concretos, novos ou contemporâneos que justifiquem a necessidade da prisão preventiva.
- Legal Topics
- Execução Provisória Da Pena, Prisão Preventiva, Tribunal Do Júri, Princípio Da Presunção De Inocência, Recursos E Trânsito Em Julgado
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
Ana Luiza Ferreira
Paciente
Tribunal de Justiça de São Paulo
Órgão Coator
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão
Legal Issues
- 1 possibilidade de execução automática da pena com base no art. 492, I, "e", do Código de Processo Penal
- 2 legalidade da decretação automática da prisão preventiva após condenação pelo Tribunal do Júri
- 3 necessidade de decisão individualizada e demonstração dos requisitos do art. 312 do CPP para prisão antes do trânsito em julgado
Ratio Decidendi
Concedeu-se a ordem porque, na hipótese, a prisão da paciente foi decretada automaticamente em razão da condenação pelo Tribunal do Júri à pena superior a 15 anos, com fundamento no art. 492, I, "e", do CPP; entretanto, o entendimento do Superior Tribunal de Justiça é no sentido de que a execução provisória da pena nesse contexto viola a presunção de inocência, de modo que a prisão antes do trânsito em julgado somente pode ocorrer mediante decisão individualizada que demonstre os requisitos do art. 312 do CPP. Assim, assegurou-se o direito de aguardar em liberdade o trânsito em julgado, ressalvada a existência de motivos concretos e contemporâneos para a prisão preventiva.
Court Disposition
Ordem concedida para assegurar à paciente o direito de aguardar em liberdade o trânsito em julgado da condenação, ressalvada a existência de motivos concretos, novos ou contemporâneos que justifiquem a necessidade da prisão preventiva.
Orders
- Concedo a ordem para assegurar à paciente o direito de aguardar em liberdade o trânsito em julgado da condenação, ressalvada a existência de motivos concretos, novos ou contemporâneos que justifiquem a necessidade da prisão preventiva (ref. Ação Penal n. 0017908-80.2012.8.26.0477), ratificada a liminar anteriormente...
- Comunique, com urgência, às instâncias ordinárias.
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment