HC 1052331 - DECISAO
A ordem foi denegada porque o Supremo Tribunal Federal, no RE 1.235.340/SC (Tema 1.068), autorizou a execução imediata da pena imposta pelo Tribunal do Júri independentemente do quantum da pena, e conferiu interpretação conforme à Constituição ao art. 492, I, "e", do CPP (com referência à Lei n. 13.964/2019), sem modulação de efeitos; assim, a decisão de primeiro grau que autorizou o réu a recorrer em liberdade, sem enfrentar a autoridade do entendimento vinculante, não evidencia constrangimento ilegal que justifique a concessão do habeas corpus.
- Parties
- Paciente: REGINALDO CIRQUEIRA CALDAS; Impetrante: Ministério Público do Estado do Tocantins; Órgão Julgador: Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins; Defensor Público: Defensoria Pública; Manifestante: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 30 January 2026
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Mérito No Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- ordem denegada
- Legal Topics
- Execução Provisória Da Pena, Tribunal Do Júri, Presunção De Inocência, Repercussão Geral (tema 1.068), Fundamentação Da Custódia Preventiva, Medidas Cautelares Diversas Da Prisão (art. 319 Cpp)
Case Brief
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Parties
REGINALDO CIRQUEIRA CALDAS
Paciente
Ministério Público do Estado do Tocantins
Impetrante
Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins
Órgão Julgador
Defensoria Pública
Defensor Público
Ministério Público Federal
Manifestante
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Mérito No Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 Se a execução provisória da pena imposta pelo Tribunal do Júri pode ser obstada com fundamento na ausência de requisitos da prisão preventiva após parcial trânsito em julgado e à luz do Tema 1.068 do STF
- 2 Se a interpretação conferida ao art. 492, I, "e", do CPP autoriza a imediata execução da pena independentemente do total da reprimenda
- 3 Se a aplicação da tese vinculante do STF exige modulação de efeitos para casos anteriores à vigência da norma
Ratio Decidendi
A ordem foi denegada porque o Supremo Tribunal Federal, no RE 1.235.340/SC (Tema 1.068), autorizou a execução imediata da pena imposta pelo Tribunal do Júri independentemente do quantum da pena, e conferiu interpretação conforme à Constituição ao art. 492, I, "e", do CPP (com referência à Lei n. 13.964/2019), sem modulação de efeitos; assim, a decisão de primeiro grau que autorizou o réu a recorrer em liberdade, sem enfrentar a autoridade do entendimento vinculante, não evidencia constrangimento ilegal que justifique a concessão do habeas corpus.
Court Disposition
ordem denegada
Orders
- Ordem denegada.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
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