CR 19830 - DECISAO

CR 19830 - DECISAO

Concedeu-se o exequatur porque, conforme jurisprudência pacífica do STJ, a intimação prévia por via postal é válida ainda que o aviso de recebimento tenha sido assinado por terceiro; não se demonstrou prejuízo processual (pas de nullité sans grief), a parte interessada tomou conhecimento posteriormente por meio de oficial de justiça, e a carta rogatória não atenta contra a soberania nacional, a dignidade da pessoa humana ou a ordem pública, fundamentando-se nos arts. 216-Q, 216-O e 216-P do RISTJ.

Parties
Juízo Rogante: Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa - Juízo Local Criminal de Almada, Juiz 1; Curadora Especial (opôs Se À Concessão Do Exequatur): Defensoria Pública da União; Manifestante (opinou Pela Concessão Do Exequatur): Ministério Público Federal
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
07 March 2025
Procedural Posture
Carta Rogatória / Decisão Sobre Exequatur
Outcome
Exequatur concedido
Legal Topics
Exequatur, Intimação Postal, Nulidade Processual, Regimento Interno Do STJ (ristj)

Case Brief

Summary, issues, holding and outcome

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Parties

Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa - Juízo Local Criminal de Almada, Juiz 1

Juízo Rogante

Defensoria Pública da União

Curadora Especial (opôs Se À Concessão Do Exequatur)

Ministério Público Federal

Manifestante (opinou Pela Concessão Do Exequatur)

Procedural Posture

Carta Rogatória / Decisão Sobre Exequatur

  1. 1 Validade da intimação prévia por via postal recebida por terceiro
  2. 2 Existência de nulidade processual com prejuízo (pas de nullité sans grief)
  3. 3 Compatibilidade da carta rogatória com soberania nacional, dignidade da pessoa humana e ordem pública

Ratio Decidendi

Concedeu-se o exequatur porque, conforme jurisprudência pacífica do STJ, a intimação prévia por via postal é válida ainda que o aviso de recebimento tenha sido assinado por terceiro; não se demonstrou prejuízo processual (pas de nullité sans grief), a parte interessada tomou conhecimento posteriormente por meio de oficial de justiça, e a carta rogatória não atenta contra a soberania nacional, a dignidade da pessoa humana ou a ordem pública, fundamentando-se nos arts. 216-Q, 216-O e 216-P do RISTJ.

Court Disposition

Exequatur concedido

Orders

  • Remeta-se a comissão à Justiça Federal, Seção Judiciária do Estado de Minas Gerais, para as providências cabíveis.
  • Recomenda-se que, na hipótese de não se localizar a parte interessada, o Juízo promova diligências junto a órgãos públicos e concessionárias de serviços públicos para obtenção do endereço atualizado.