CR 20482 - DECISAO
A Corte entendeu que a intimação prévia efetuada por via postal, ainda que o aviso de recebimento tenha sido assinado por terceiro, é válida quando não há prejuízo para a parte, e que não houve ofensa à soberania, à dignidade da pessoa humana ou à ordem pública; assim, os argumentos da curadora especial não foram suficientes para impedir a concessão do exequatur, que foi deferido, com remessa da diligência ao juízo federal competente nos termos do art. 216-V do RISTJ.
- Parties
- Requerido: Eduardo Nunes da Silva; Curadora Especial (opôs‑se À Concessão Do Exequatur): Defensoria Pública da União; Não Se Opôs À Concessão Do Exequatur: Ministério Público Federal; Justiça Requerente (autoridade Estrangeira Que Formulou a Carta Rogatória): Justiça portuguesa
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 14 May 2025
- Procedural Posture
- Carta Rogatória / Decisão Sobre Concessão Do Exequatur E Remessa Para Cumprimento (decisão)
- Outcome
- Exequatur concedido.
- Legal Topics
- Exequatur, Intimação Prévia, Carta Rogatória, Art. 216 Q, 216 V, 216 O E 216 P Do RISTJ, Nulidade Processual
Case Brief
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Parties
Eduardo Nunes da Silva
Requerido
Defensoria Pública da União
Curadora Especial (opôs‑se À Concessão Do Exequatur)
Ministério Público Federal
Não Se Opôs À Concessão Do Exequatur
Justiça portuguesa
Justiça Requerente (autoridade Estrangeira Que Formulou a Carta Rogatória)
Procedural Posture
Carta Rogatória / Decisão Sobre Concessão Do Exequatur E Remessa Para Cumprimento (decisão)
Legal Issues
- 1 validade da intimação prévia por via postal com aviso de recebimento assinado por terceiro
- 2 possibilidade de nulidade sem prejuízo (pas de nullité sans grief)
- 3 compatibilidade da carta rogatória com a soberania nacional, dignidade da pessoa humana e ordem pública
Ratio Decidendi
A Corte entendeu que a intimação prévia efetuada por via postal, ainda que o aviso de recebimento tenha sido assinado por terceiro, é válida quando não há prejuízo para a parte, e que não houve ofensa à soberania, à dignidade da pessoa humana ou à ordem pública; assim, os argumentos da curadora especial não foram suficientes para impedir a concessão do exequatur, que foi deferido, com remessa da diligência ao juízo federal competente nos termos do art. 216-V do RISTJ.
Court Disposition
Exequatur concedido.
Orders
- Remeta-se a comissão à Justiça Federal, Seção Judiciária do Estado de Goiás, para as providências cabíveis.
- Cumpra-se em 60 dias.
Full Case Text
Judgment text and source record
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