CR 15506 - DECISAO

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Concedeu-se o exequatur porque o pedido de cooperação foi encaminhado pela autoridade central de Portugal, o que garante a presunção de autenticidade dos documentos e afasta a exigência de chancela consular; além disso, questões relativas à validade da citação na ação penal estrangeira são de mérito da justiça rogante e não podem ser objeto de impugnação no processo de exequatur, nos termos do art. 216-Q do RISTJ, e não se verificou ofensa à soberania, dignidade humana ou ordem pública.

Parties
Interessado: Hélio Ferreira Braga; Curadora Especial: Defensoria Pública da União; Ministerio Publico: Ministério Público Federal; Justiça Rogante: Tribunal Judicial da Comarca de Sintra
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
08 February 2021
Procedural Posture
Carta Rogatória / Concessão Do Exequatur
Outcome
Exequatur concedido.
Legal Topics
Exequatur, Carta Rogatória, Citação, Chancela Consular, Autoridade Central, Presunção De Autenticidade

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Parties

Hélio Ferreira Braga

Interessado

Defensoria Pública da União

Curadora Especial

Ministério Público Federal

Ministerio Publico

Tribunal Judicial da Comarca de Sintra

Justiça Rogante

Procedural Posture

Carta Rogatória / Concessão Do Exequatur

  1. 1 existência de prova de citação válida no processo estrangeiro
  2. 2 necessidade de chancela consular em pedidos de cooperação internacional
  3. 3 competência do STJ no processo de exequatur e seus limites

Ratio Decidendi

Concedeu-se o exequatur porque o pedido de cooperação foi encaminhado pela autoridade central de Portugal, o que garante a presunção de autenticidade dos documentos e afasta a exigência de chancela consular; além disso, questões relativas à validade da citação na ação penal estrangeira são de mérito da justiça rogante e não podem ser objeto de impugnação no processo de exequatur, nos termos do art. 216-Q do RISTJ, e não se verificou ofensa à soberania, dignidade humana ou ordem pública.

Court Disposition

Exequatur concedido.

Orders

  • Concedo o exequatur.
  • Devolvam-se os autos à Justiça rogante por intermédio da autoridade central competente (art. 216-X do RISTJ), independentemente do trânsito em julgado.