AREsp 2691592 - ACORDAO

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O Tribunal manteve que o acórdão do Tribunal de origem não padeceu de omissão, pois enfrentou as questões suscitadas; concluiu que as notas fiscais de venda a outros revendedores não são documentos comuns entre as partes e estão protegidas por sigilo fiscal (art. 2º, II, Portaria nº 2.344/2011), cuja quebra só se justifica em hipótese de interesse público (art. 198, §1º, CTN); assim, não houve violação do art. 1.022, II, do CPC nem justificativa para determinar a exibição das notas fiscais referidas, motivo pelo qual o agravo interno foi desprovido.

Parties
Agravada: Vibra Energia S.A.; Agravante: Posto Consolação Ltda.; Agravante: Marcus Motta Arantes; Agravante: Regina Célia de Mello Motta Arantes
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
20 February 2025
Procedural Posture
Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Colegiado (negado Provimento)
Outcome
Negado provimento ao agravo interno
Legal Topics
Exibição De Documentos, Sigilo Fiscal, Omissão (art. 1.022, II, Cpc), Ônus Da Prova, Perícia Contábil

Case Brief

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Parties

Vibra Energia S.A.

Agravada

Posto Consolação Ltda.

Agravante

Marcus Motta Arantes

Agravante

Regina Célia de Mello Motta Arantes

Agravante

Procedural Posture

Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Colegiado (negado Provimento)

  1. 1 Se o acórdão do Tribunal de origem incorreu em omissão nos termos do art. 1.022, II, do CPC
  2. 2 Pertinência da exibição de documentos fiscais protegidos por sigilo (art. 399, III, do CPC; Portaria nº 2.344/2011, art. 2º, II)
  3. 3 Se as notas fiscais de venda a terceiros são documentos comuns entre as partes ou estão protegidas por sigilo fiscal

Ratio Decidendi

O Tribunal manteve que o acórdão do Tribunal de origem não padeceu de omissão, pois enfrentou as questões suscitadas; concluiu que as notas fiscais de venda a outros revendedores não são documentos comuns entre as partes e estão protegidas por sigilo fiscal (art. 2º, II, Portaria nº 2.344/2011), cuja quebra só se justifica em hipótese de interesse público (art. 198, §1º, CTN); assim, não houve violação do art. 1.022, II, do CPC nem justificativa para determinar a exibição das notas fiscais referidas, motivo pelo qual o agravo interno foi desprovido.

Court Disposition

Negado provimento ao agravo interno

Orders

  • Negar provimento ao agravo interno
  • Partes cientificadas de que a apresentação de recursos manifestamente inadmissíveis ou protelatórios poderá ensejar imposição de multa nos termos dos arts. 1.021, §4º, e 1.026, §2º, do CPC