AREsp 1824476 - DECISAO
O acórdão recorrido está em consonância com a jurisprudência do STJ, motivo pelo qual os juros remuneratórios sobre expurgos inflacionários em caderneta de poupança cessam a incidir na data de encerramento da conta; na ausência de comprovação do encerramento pela instituição financeira, considera-se como termo final...
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- Parties
- Exequente: IGNEZ THEREZINHA FERNANDES MOREIRA (herdeira de ALBERTO FERNANDES)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 11 May 2021
- Procedural Posture
- Agravo De Instrumento / Decisão Que Nega Provimento Ao Agravo
- Outcome
- Nego provimento ao agravo.
- Legal Topics
- Expurgos Inflacionários, Juros Remuneratórios, Caderneta De Poupança, Termo Final, Coisa Julgada
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Parties
IGNEZ THEREZINHA FERNANDES MOREIRA (herdeira de ALBERTO FERNANDES)
Exequente
Procedural Posture
Agravo De Instrumento / Decisão Que Nega Provimento Ao Agravo
Legal Issues
- 1 alegada contrariedade aos arts. 502, 503, 507, 508 e 509 do Código de Processo Civil
- 2 alegação de ofensa à coisa julgada
- 3 se os juros remuneratórios incidem até o pagamento ou até o encerramento da conta poupança
Ratio Decidendi
O acórdão recorrido está em consonância com a jurisprudência do STJ, motivo pelo qual os juros remuneratórios sobre expurgos inflacionários em caderneta de poupança cessam a incidir na data de encerramento da conta; na ausência de comprovação do encerramento pela instituição financeira, considera-se como termo final a data da citação na ação civil pública.
Court Disposition
Nego provimento ao agravo.
Orders
- Intimem-se.
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo interposto pela parte exequente - IGNEZ THEREZINHA FERNANDES MOREIRA (herdeira de ALBERTO FERNANDES) - contra a decisão (e-STJ fls. 239-240) que não admitiu seu recurso especial, manejado em face de acórdão assim ementado: AGRAVO DE INSTRUMENTO - EXPURGOS INFLACIONÁRIOS AÇÃO CIVIL PÚBLICA JUROS REMUNERATÓRIOS TERMO FINAL Data do encerramento da conta-poupança Extinta a obrigação principal, não mais se justifica a subsistência dos juros remuneratórios, estes considerados frutos civis que representam prestações acessórias Prova de extinção que incumbe à instituição financeira, sob pena de adotar-se como marco final de incidência a data da citação nos autos da ação civil pública que originou o cumprimento de sentença Precedentes do STJ.Agravo desprovido. Em seu recurso especial, a parte agravante alega que o acórdão recorrido contrariou os artigos 502, 503, 507, 508 e 509 do Código de Processo Civil (CPC). Reclama de ofensa à coisa julgada. Sustenta a incidência de juros remuneratórios até o pagamento do débito. Inicialmente, anoto que, tendo sido extinto o contrato, com o saque integral dos valores depositados e o encerramento da conta bancária, cessa a incidência de juros remuneratórios. Nesse sentido: AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA NO RECURSO ESPECIAL, POR CONVERSÃO DO AGRAVO. POSSIBILIDADE. TERMO FINAL. EXPURGOS INFLACIONÁRIOS. ENTENDIMENTO FIRMADO PELA SEGUNDA SEÇÃO DESTA CORTE SUPERIOR. 1. O relator, monocraticamente e no Superior Tribunal de Justiça, poderá dar ou negar provimento ao recurso quando houver entendimento dominante acerca do tema. Enunciado Sumular nº 568/STJ. 2. De acordo com a jurisprudência do STJ, os juros remuneratórios incidentes sobre os expurgos inflacionários em caderneta de poupança incidem até a data do encerramento da conta bancária. Precedentes. 3. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. (AgInt no REsp 1609421/MS, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, TERCEIRA TURMA, julgado em 13/09/2016, DJe 29/09/2016) PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE CONHECE DO AGRAVO PARA PROVER O RECURSO ESPECIAL. POSSIBILIDADE. CONSONÂNCIA DO ACÓRDÃO RECORRIDO COM O ENTENDIMENTO DESTA CORTE. SÚMULA 83/STJ. AGRAVO NÃO PROVIDO. 2. A decisão recorrida foi publicada antes da entrada em vigor da Lei 13.105 de 2015, estando o recurso sujeito aos requisitos de admissibilidade do Código de Processo Civil de 1973, conforme Enunciado Administrativo 2/2016 do Plenário do Superior Tribunal de Justiça (AgRg no AREsp 849.405/MG, Quarta Turma, Julgado em 5/4/2016). 2. Conforme a lei processual civil (artigo 544, § 4º, II, "c", do CPC de 1.973), é possível ao relator, monocraticamente, conhecer do agravo para dar provimento ao recurso especial. 3. De acordo com a jurisprudência do STJ, os juros remuneratórios incidentes sobre os expurgos inflacionários em caderneta de poupança incidem até a data do encerramento da conta bancária ou, no caso de ausência de comprovação pelo banco do momento em que a poupança chegou ao seu termo, serão devidos até a citação ocorrida da ação civil pública. Precedentes. 4. Agravo regimental não provido. (AgRg no AREsp 696.333/MS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado em 19/04/2016, DJe 27/04/2016) AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMPUGNAÇÃO AO CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. EXPURGOS INFLACIONÁRIOS. CADERNETA DE POUPANÇA. TERMO FINAL DOS JUROS REMUNERATÓRIOS. ENCERRAMENTO DA CONTA. DECISÃO SINGULAR QUE CONHECE DO AGRAVO PARA PROVER O RECURSO ESPECIAL. POSSIBILIDADE. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. 1. Em demanda relativa a contrato de caderneta de poupança, a jurisprudência do STJ orienta que, uma vez extinto o contrato, com o saque integral dos recursos e o encerramento da conta, cessa a incidência de juros remuneratórios. Precedentes. 2. Nos termos do art. 544, § 4º, inciso II, alínea "c", do CPC, é possível ao relator conhecer do agravo para prover o recurso especial, por decisão singular. 3. Incidem as Súmulas 282 e 356 do STF quanto ao tema suscitado em contrarrazões ao recurso especial, porquanto não foi enfrentado pelo tribunal de origem. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. (AgRg no AREsp 681.579/MS, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA, julgado em 04/08/2015, DJe 12/08/2015) AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. CIVIL E PROCESSO CIVIL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. FASE DE CUMPRIMENTO INDIVIDUAL DE SENTENÇA. EXPURGOS INFLACIONÁRIOS. CADERNETA DE POUPANÇA. TERMO FINAL DOS JUROS REMUNERATÓRIOS. ENCERRAMENTO DA CONTA POUPANÇA. AGRAVO REGIMENTAL PROVIDO. 1. Os juros remuneratórios incidem até a data de encerramento da conta poupança porque (1) após o seu encerramento não se justifica a incidência de juros, já que o poupador não mais estará privado da utilização de seu capital; e, (2) os juros são frutos civis e representam prestações acessórias ligadas à obrigação principal. Como acessória, a prestação de juros remuneratórios não subsiste com a extinção do negócio jurídico. 2. Agravo regimental provido. (AgRg no REsp 1505007/MS, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA, julgado em 12/05/2015, DJe 18/05/2015). Processual civil. Recurso especial adesivo. Caderneta de poupança. Juros contratuais. I. - Admitido o recurso especial principal, e oferecidas as contra-razões do recurso especial adesivo, pode o exame de admissibilidade deste ser feito nesta instância superior, em homenagem ao princípio da economia processual. Precedente. II. - Encerradas as contas da caderneta de poupança antes da propositura da ação, os juros contratuais são devidos até aquela data. III. - Recurso especial não conhecido. (REsp 337.433/PR, Rel. Ministro ANTÔNIO DE PÁDUA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA, julgado em 04/11/2003, DJ 01/12/2003, p. 347) No caso, o acórdão recorrido decidiu a questão em consonância com a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ora demonstrada. Incide, portanto, a Súmula 83 do STJ. Em face do exposto, nego provimento ao agravo. Intimem-se.