RHC 142111 - DECISAO
O Tribunal concluiu que, no caso concreto, o rol de testemunhas foi apresentado na resposta à acusação elaborada pela Defensoria Pública após sua nomeação, nos termos do art. 396, §2º, do CPP, razão pela qual não há intempestividade a justificar a preclusão; por conseguinte, o indeferimento do pedido de oitiva das testemunhas foi ilegal e o recurso foi provido para que o juízo de origem admita o rol apresentado.
- Parties
- Paciente: FRANCISCO DAS CHAGAS OLIVEIRA PINHEIRO; Parte Interessada: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 26 February 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Recurso Em Habeas Corpus Interposto Ao Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Recurso provido
- Legal Topics
- Falso Testemunho, Rol De Testemunhas, Preclusão, Resposta À Acusação, Cerceamento De Defesa, Dilação Probatória
Case Brief
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Parties
FRANCISCO DAS CHAGAS OLIVEIRA PINHEIRO
Paciente
Ministério Público Federal
Parte Interessada
Procedural Posture
Habeas Corpus / Recurso Em Habeas Corpus Interposto Ao Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 Caracterização de intempestividade do rol de testemunhas apresentado pela defesa
- 2 Aplicabilidade do art. 396-A do CPP à defesa apresentada pela Defensoria Pública após nomeação
- 3 Possibilidade de indeferimento do rol por preclusão quando a defesa é apresentada tardiamente por defensor nomeado
Ratio Decidendi
O Tribunal concluiu que, no caso concreto, o rol de testemunhas foi apresentado na resposta à acusação elaborada pela Defensoria Pública após sua nomeação, nos termos do art. 396, §2º, do CPP, razão pela qual não há intempestividade a justificar a preclusão; por conseguinte, o indeferimento do pedido de oitiva das testemunhas foi ilegal e o recurso foi provido para que o juízo de origem admita o rol apresentado.
Court Disposition
Recurso provido
Orders
- Determinar que o Juízo Federal da 4ª Vara da Seção Judiciária do Amapá admita o rol de testemunhas indicado pela defesa na resposta à acusação no Ação Penal n. 0008482-85.2017.4.01.3100.
- Comunicar-se ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região e ao Juízo de primeiro grau.
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