HC 1086120 - DECISAO

HC 1086120 - DECISAO

Embora o habeas corpus não deva ser conhecido quando utilizado como substituto de recurso próprio, verifica-se flagrante ilegalidade na imputação da falta disciplinar grave ao paciente, pois o Tribunal de origem baseou-se em atos de terceiro e em presunções, sem elementos concretos que demonstrem a participação do reeducando; tal responsabilização viola o princípio da intranscendência penal (art. 5º, XLV, CF), razão pela qual, não obstante o não conhecimento da impetração como via recursal, a ordem foi concedida de ofício para restabelecer a absolvição do Juízo da execução.

Parties
Paciente: CRISTIAN RICARDO DE SOUZA; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO; Agravante: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
06 May 2026
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Do Superior Tribunal De Justiça (não Conhecimento Com Concessão De Ordem De Ofício)
Outcome
Habeas corpus não conhecido; ordem concedida de ofício para restabelecer a decisão do Juízo da execução que absolveu o paciente da falta disciplinar grave.
Legal Topics
Falta Disciplinar, Princípio Da Intranscendência Penal, Responsabilização Por Ato De Terceiro, Cabimento Do Habeas Corpus Como Substituto De Recurso Próprio

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Parties

CRISTIAN RICARDO DE SOUZA

Paciente

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO

Autoridade Coatora

MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO

Agravante

Procedural Posture

Habeas Corpus / Decisão Do Superior Tribunal De Justiça (não Conhecimento Com Concessão De Ordem De Ofício)

  1. 1 cabimento do habeas corpus como substituto de recurso próprio
  2. 2 responsabilização do apenado por ato de terceiro sem prova concreta
  3. 3 necessidade de prova concreta de participação para configuração de falta disciplinar grave

Ratio Decidendi

Embora o habeas corpus não deva ser conhecido quando utilizado como substituto de recurso próprio, verifica-se flagrante ilegalidade na imputação da falta disciplinar grave ao paciente, pois o Tribunal de origem baseou-se em atos de terceiro e em presunções, sem elementos concretos que demonstrem a participação do reeducando; tal responsabilização viola o princípio da intranscendência penal (art. 5º, XLV, CF), razão pela qual, não obstante o não conhecimento da impetração como via recursal, a ordem foi concedida de ofício para restabelecer a absolvição do Juízo da execução.

Court Disposition

Habeas corpus não conhecido; ordem concedida de ofício para restabelecer a decisão do Juízo da execução que absolveu o paciente da falta disciplinar grave.

Orders

  • Não conhecer do habeas corpus como sucedâneo de recurso próprio
  • Conceder a ordem de ofício para restabelecer a decisão do Juízo da execução que absolveu o paciente da falta disciplinar grave