HC 995002 - DECISAO
A posse de aparelho celular por reeducando, mesmo durante trabalho externo e fora do estabelecimento prisional, enquadra-se como falta grave nos termos do art. 50, VII, da Lei de Execução Penal, autorizando a regressão de regime e a interrupção do marco para progressão; contudo, a homologação de nova falta grave baseada em suposta prática de novo crime doloso depende de prova suficiente da materialidade e autoria (inquérito policial ou elementos probatórios consistentes), inexistentes no caso, razão pela qual apenas a falta relativa ao celular foi mantida e não se homologou a segunda falta.
- Parties
- Reeducando/paciente: RAYLANDER DA SILVA PIEDADE; Agravante: MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 15 April 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão
- Outcome
- Indeferido liminarmente o Habeas Corpus; recursos improvidos; mantida a decisão monocrática que reconheceu falta grave por posse de aparelho celular e determinou regressão de regime e interrupção do marco para progressão.
- Legal Topics
- Falta Grave, Posse De Aparelho Celular, Trabalho Externo, Regressão De Regime, Marco Temporal Para Progressão, Homologação De Falta Grave Por Novo Crime Doloso, Prova, Habeas Corpus
Case Brief
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Parties
RAYLANDER DA SILVA PIEDADE
Reeducando/paciente
MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL
Agravante
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão
Legal Issues
- 1 Se a posse de aparelho celular pelo reeducando durante o trabalho externo configura falta grave
- 2 Se a apreensão de substância análoga à maconha caracteriza a prática de novo crime doloso, justificando a homologação de outra falta grave
Ratio Decidendi
A posse de aparelho celular por reeducando, mesmo durante trabalho externo e fora do estabelecimento prisional, enquadra-se como falta grave nos termos do art. 50, VII, da Lei de Execução Penal, autorizando a regressão de regime e a interrupção do marco para progressão; contudo, a homologação de nova falta grave baseada em suposta prática de novo crime doloso depende de prova suficiente da materialidade e autoria (inquérito policial ou elementos probatórios consistentes), inexistentes no caso, razão pela qual apenas a falta relativa ao celular foi mantida e não se homologou a segunda falta.
Court Disposition
Indeferido liminarmente o Habeas Corpus; recursos improvidos; mantida a decisão monocrática que reconheceu falta grave por posse de aparelho celular e determinou regressão de regime e interrupção do marco para progressão.
Orders
- Indefiro liminarmente o presente Habeas Corpus.
- Recursos improvidos, mantendo-se intacta a decisão monocrática.
Full Case Text
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