RHC 209018 - DECISAO
O recurso foi negado porque a prisão preventiva estava devidamente fundamentada com base em elementos concretos extraídos dos autos (gravidade concreta, modus operandi, periculosidade e presença de testemunhas, inclusive menores), preenchendo os requisitos do art. 312 do CPP; a pronúncia posterior tornou prejudicada a alegação de inépcia da denúncia quanto à qualificadora de feminicídio; e a jurisprudência do STJ admite a incidência da qualificadora de feminicídio em contexto de violência doméstica sem necessidade de demonstração de desprezo explícito do agente, além de considerar insuficientes as medidas cautelares diversas no caso concreto.
- Parties
- Paciente/recorrente/impetrante: LUCAS NOE ANGELO; Órgão Prolator Do Acórdão/impetrado: Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo; Parte Interessada/órgão Ministerial Que Opinou: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 09 April 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Recurso Em Habeas Corpus Interposto Ao Superior Tribunal De Justiça, Decisão Denegatória (nego Provimento Ao Recurso)
- Outcome
- Nego provimento ao recurso.
- Legal Topics
- Feminicídio, Prisão Preventiva, Inépcia Da Denúncia, Pronúncia, Medidas Cautelares
Case Brief
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Parties
LUCAS NOE ANGELO
Paciente/recorrente/impetrante
Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo
Órgão Prolator Do Acórdão/impetrado
Ministério Público Federal
Parte Interessada/órgão Ministerial Que Opinou
Procedural Posture
Habeas Corpus / Recurso Em Habeas Corpus Interposto Ao Superior Tribunal De Justiça, Decisão Denegatória (nego Provimento Ao Recurso)
Legal Issues
- 1 presença dos requisitos do art. 312 do CPP para decretação/manutenção da prisão preventiva
- 2 alegação de inépcia da denúncia quanto à qualificadora de feminicídio
- 3 prejudicialidade do trancamento da ação penal após pronúncia
Ratio Decidendi
O recurso foi negado porque a prisão preventiva estava devidamente fundamentada com base em elementos concretos extraídos dos autos (gravidade concreta, modus operandi, periculosidade e presença de testemunhas, inclusive menores), preenchendo os requisitos do art. 312 do CPP; a pronúncia posterior tornou prejudicada a alegação de inépcia da denúncia quanto à qualificadora de feminicídio; e a jurisprudência do STJ admite a incidência da qualificadora de feminicídio em contexto de violência doméstica sem necessidade de demonstração de desprezo explícito do agente, além de considerar insuficientes as medidas cautelares diversas no caso concreto.
Court Disposition
Nego provimento ao recurso.
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
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