REsp 2092522 - ACORDAO

REsp 2092522 - ACORDAO

Conhecer parcialmente do recurso e dar-lhe parcial provimento para reconhecer violação ao art. 489, § 1º, IV, do CPC e aos arts. 1.013, §§ 1º e 2º, do CPC, anulando a parte do acórdão recorrido que deixou de analisar teses defensivas relevantes (existência de contrato com terceiro e violação da boa-fé objetiva) e...

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Parties
Recorrente: JULIANO COUTO; Recorrido: Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
17 November 2025
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento Colegiado (acórdão) Pelo Superior Tribunal De Justiça
Outcome
Recurso parcialmente provido
Legal Topics
Fiança Em Contrato De Locação, Responsabilidade Do Fiador, Omissão Judicial, Boa Fé Objetiva (duty to Mitigate the Loss), Fundamentação Judicial, Prorrogação De Locação
Direito Civil Direito Processual Civil Fiança Em Contrato De Locação Responsabilidade Do Fiador Omissão Judicial Boa Fé Objetiva (duty to Mitigate the Loss) Fundamentação Judicial Prorrogação De Locação

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Parties

JULIANO COUTO

Recorrente

Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais

Recorrido

Procedural Posture

Recurso Especial / Julgamento Colegiado (acórdão) Pelo Superior Tribunal De Justiça

  1. 1 Extensão da responsabilidade do fiador até a entrega das chaves e aplicação do art. 39 da Lei nº 8.245/1991
  2. 2 Se a prorrogação por prazo indeterminado configura aditamento contratual ou continuidade da relação locatícia
  3. 3 Omissão do Tribunal de origem em não analisar teses defensivas (existência de contrato com terceiro; violação da boa-fé objetiva/duty to mitigate the loss)

Ratio Decidendi

Conhecer parcialmente do recurso e dar-lhe parcial provimento para reconhecer violação ao art. 489, § 1º, IV, do CPC e aos arts. 1.013, §§ 1º e 2º, do CPC, anulando a parte do acórdão recorrido que deixou de analisar teses defensivas relevantes (existência de contrato com terceiro e violação da boa-fé objetiva) e determinando o retorno dos autos ao Tribunal de origem para novo julgamento; manteve-se, contudo, o entendimento de que a responsabilidade do fiador se estende até a entrega das chaves quando assim previsto contratualmente e em conformidade com o art. 39 da Lei nº 8.245/1991, não sendo aplicável a Súmula 214/STJ à prorrogação tácita por prazo indeterminado.

Court Disposition

Recurso parcialmente provido

Orders

  • Anular o acórdão recorrido na parte em que deixou de analisar as teses defensivas
  • Determinar o retorno dos autos ao Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais para novo julgamento