HC 674023 - DECISAO
O habeas corpus não foi conhecido por configurar inadmissível reiteração, pois a matéria já havia sido objeto do HC n. 633.320/PB, sendo aplicável o entendimento consolidado sobre a impossibilidade de reexame em razão da reiteração, nos termos do art. 34, XX, do RISTJ.
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- Parties
- Paciente: CARMÉSIO CLAUDINO LEONARDO; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba; Manifestante: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 06 October 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento
- Outcome
- não conheço do presente habeas corpus
- Legal Topics
- Fixação Da Pena, Princípio Non Reformatio in Pejus, Reiteração De Pedido, Habeas Corpus, Pena Base, Tráfico De Entorpecentes, Associação Para O Tráfico
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Parties
CARMÉSIO CLAUDINO LEONARDO
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba
Autoridade Coatora
Ministério Público Federal
Manifestante
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 violação do princípio non reformatio in pejus pela alteração da fundamentação da pena-base pelo Tribunal de origem
- 2 inadmissibilidade por reiteração de pedido em habeas corpus
- 3 alteração da pena-base pelo Tribunal de origem em apelação
Ratio Decidendi
O habeas corpus não foi conhecido por configurar inadmissível reiteração, pois a matéria já havia sido objeto do HC n. 633.320/PB, sendo aplicável o entendimento consolidado sobre a impossibilidade de reexame em razão da reiteração, nos termos do art. 34, XX, do RISTJ.
Court Disposition
não conheço do presente habeas corpus
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se dehabeas corpussem pedido de liminarimpetrado em favor de CARMÉSIO CLAUDINO LEONARDO em que se aponta como autoridade coatora o Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba (Apelação n. 100000-06.2008.815.0011). O paciente foi condenado, em primeiro grau, às penas de 12 anos de reclusão e de 1.200 dias-multa, pela prática dos delitos previstos nos arts. 33 e 35da Lei n. 11.343/2006. As penas-baseforam fixadas, respectivamente, em 7 anos de reclusão e em 500 dias-multa e em 5 anos e 700 dias-multa. Não incidiram circunstâncias atenuantes nemagravantes ou causas de aumento ou de diminuição de pena. Em apelação, o Tribunal de origem, de ofício, alterou a pena-base do delito de associação para o tráfico, diante da valoração negativa de apenas uma circunstância judicial, fixando-a em 4 anos, o que resultou na condenação final de 11 anos de reclusão e de 1.200 dias-multa. A defesa aponta existência de constrangimento ilegal pelaviolação do princípio danon reformatio in pejus, porquantoo Tribunal estadual utilizou fundamentos diversos daqueles que constavam da sentença condenatória para manter a exasperação da pena-base quanto ao delito de tráfico de entorpecentes. Requer a concessão da ordempara redimensionar "a fixação da pena-base, decotando a vetorial da culpabilidade por ofensa ao princípio non bis in idem, além disso, aplicando-se a fração de 1/6 em decorrência da majoração pelas circunstâncias dos antecedentes e quantidade da droga" (fl. 9). As informações foram prestadas às fls. 56-79. O Ministério Público Federal manifestou-se pelo não conhecimento dowrit(fls. 83-87). É o relatório. Decido. Owritnão merece prosperar. A matéria aqui suscitada é também objeto do HC n.633.320/PB. Constata-se, assim, a inadmissível reiteração, consoante o entendimento pacífico do Superior Tribunal de Justiça. Veja-se oseguinte precedente: REGIMENTAL NOHABEAS CORPUS. INDEFERIMENTO LIMINAR. REITERAÇÃO DE PEDIDO. NULIDADE DO PAD. OITIVA DE TESTEMUNHAS SEM A PRESENÇA DA DEFESA TÉCNICA. RECONHECIMENTO EM HC ANTERIOR. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME. AGRAVO DESPROVIDO. I - Inviável o reexame da alegada nulidade do PAD que reconheceu a prática de falta grave pelo paciente, no curso da execução penal, quando a matéria foi apreciada emhabeas corpus anteriormente julgado, no qual foi decretada a nulidade do procedimento administrativo em razão da oitiva de testemunhas sem que estivesse presente a Defesa técnica. II - Configurada a inadmissível reiteração de pedido, owritnão pode prosseguir, nos termos do art. 210, do RISTJ. Agravo regimental desprovido. (AgRg no HC n. 444.220/SP, relator Ministro Felix Fischer, Quinta Turma, DJe de 23/5/2018.) Ante o exposto,com fundamento no art. 34, XX, do RISTJ, não conheço do presentehabeas corpus. Publique-se. Intimem-se. Cientifique-se o Ministério Público Federal. Após o trânsito em julgado, remetam-se os autos ao arquivo.