AREsp 2814897 - DECISAO
Reconsiderou-se a decisão monocrática que não conheceu do recurso especial por força da Súmula 182/STJ, determinando a devolução dos autos ao tribunal de origem para que, após a publicação do acórdão do recurso paradigma (Tema 1.039) e em observância ao art. 1.040 do CPC/2015, o tribunal de origem negue seguimento...
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- Parties
- Agravante: NEONIZIA ROQUE DE FREITAS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 25 June 2025
- Procedural Posture
- Agravo Interno / Agravo Interno Interposto Contra Decisão De E STJ Fls. 3267/3268 Que Não Conheceu Do Recurso Especial Por Incidência Da Súmula 182 Do STJ
- Outcome
- RECONSIDEROU a decisão de e-STJ fls. 3.267/3.268, tornando-a sem efeito, e DETERMINOU a DEVOLUÇÃO dos autos ao Tribunal de origem, com a respectiva baixa
- Legal Topics
- Fixação Do Termo Inicial Da Prescrição, Pretensão Indenizatória, Contratos Do Sistema Financeiro De Habitação, Recursos Repetitivos, Juízo De Retratação, Súmula 182/stj, Afetação Ao Tema 1.039
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Parties
NEONIZIA ROQUE DE FREITAS
Agravante
Procedural Posture
Agravo Interno / Agravo Interno Interposto Contra Decisão De E STJ Fls. 3267/3268 Que Não Conheceu Do Recurso Especial Por Incidência Da Súmula 182 Do STJ
Legal Issues
- 1 Fixação do termo inicial da prescrição da pretensão indenizatória em face de seguradora nos contratos, ativos ou extintos, do Sistema Financeiro de Habitação (Tema 1.039)
- 2 Incidência da Súmula 182 do STJ como fundamento para não conhecer do recurso especial
- 3 Necessidade de aguardar julgamento do paradigma representativo na sistemática dos recursos repetitivos e observância do art. 1.040 do CPC/2015
Ratio Decidendi
Reconsiderou-se a decisão monocrática que não conheceu do recurso especial por força da Súmula 182/STJ, determinando a devolução dos autos ao tribunal de origem para que, após a publicação do acórdão do recurso paradigma (Tema 1.039) e em observância ao art. 1.040 do CPC/2015, o tribunal de origem negue seguimento ao recurso se a decisão recorrida coincidir com a orientação do Tribunal Superior ou proceda ao juízo de retratação se divergir, assegurando o esgotamento da instância ordinária e evitando desmembramento e violação do princípio da unirrecorribilidade.
Court Disposition
RECONSIDEROU a decisão de e-STJ fls. 3.267/3.268, tornando-a sem efeito, e DETERMINOU a DEVOLUÇÃO dos autos ao Tribunal de origem, com a respectiva baixa
Orders
- Determinar a devolução dos autos ao Tribunal de origem para que, após a publicação do acórdão do recurso representativo da controvérsia e em observância ao art. 1.040 do CPC/2015: a) negue seguimento ao recurso se a decisão recorrida coincidir com a orientação emanada pelo Tribunal Superior; b) proceda ao juízo de...
- Retirar o presente feito da pauta de julgamentos que teve início em 10/06/2025.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo interno interposto por NEONIZIA ROQUE DE FREITAS que desafia decisão de e-STJ fls. 3267/3268, que não conheceu do recurso especial, por incidência da Súmula 182 do STJ. No presente agravo interno, a parte agravante sustenta a regularidade do recurso e, ao final, reitera os argumentos anteriormente expendidos. Requer, assim, a reconsideração da decisão impugnada ou a sua submissão ao Órgão colegiado. É o relatório. Exerço juízo de retratação. A Corte Especial do STJ decidiu afetar à sistemática dos recursos repetitivos o REsp 1.799.288/PR e o REsp 1.803.225/PR, com a seguinte tese controvertida (Tema 1.039): Fixação do termo inicial da prescrição da pretensão indenizatória em face de seguradora nos contratos, ativos ou extintos, do Sistema Financeiro de Habitação. Ressalte-se que o STJ já expressou o seu entendimento de que a discussão sobre a falta de interesse processual decorrente da liquidação do contrato de financiamento habitacional (hipótese dos autos) e sua relação com a cobertura securitária está abarcada pelo tema em destaque. Nesse sentido: AgInt nos EDcl no AREsp 2.079.383/RS, rel. Min. FRANCISCO FALCÃO, Segunda Turma, DJe 28/2/2024). Dessa forma, encontrando-se o tema afetado à sistemática dos recursos repetitivos, esta Corte Superior orienta que os recursos que tratam da mesma controvérsia devem aguardar o julgamento do paradigma representativo no Tribunal de origem, viabilizando, assim, o juízo de conformação hoje disciplinado pelo art. 1.040 do CPC/2015. A esse respeito, confiram-se os seguintes precedentes: EDcl no REsp 1.456.224/MS, rel. Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, DJe 05/02/2016; AgRg no AgRg no AREsp 552.103/RS, rel. Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe 28/11/2014; AgRg no AREsp 153.829/PI, rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 23/5/2012. Nesse mesmo sentido, as seguintes decisões monocráticas: REsp 1.588.019/GO, rel. Ministro Regina Helena Costa, DJe 17/03/2016; REsp 1.502.464/RS, AREsp 848.627/PB, REsp 1.574.944/PB; e AREsp 779.676/PB, todos da relatoria do em. Ministro BENEDITO GONÇALVES, DJe 02/12/2015, 08/03/2016, 04/03/2016 e 03/02/2016, respectivamente. Somente depois de realizada essa providência, que representa o exaurimento da instância ordinária, é que o recurso especial deverá ser encaminhado para esta Corte Superior, para que aqui possam ser analisadas as questões jurídicas nele suscitadas e que não ficaram prejudicadas pelo novo pronunciamento do Tribunal a quo. Registre-se que essa medida visa evitar também o desmembramento do apelo especial e, em consequência, eventual ofensa ao princípio da unirrecorribilidade ou unicidade recursal. Cumpre consignar, por fim, que as questões urgentes serão dirimidas na Corte de origem, de acordo com a parte final do § 5º do inciso III do art. 1.029 do CPC/2015, que dispõe: "o pedido de concessão de efeito suspensivo a recurso extraordinário ou a recurso especial poderá ser formulado por requerimento dirigido: III - ao presidente ou vice-presidente do tribunal local, no caso de o recurso ter sido sobrestado nos termos do art. 1.037" (QO no REsp 1.657.156, rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, Primeira Seção, DJe 31/05/2017). Nesse mesmo sentido, no julgamento da AC 2177 MC-QO/PE, o Supremo Tribunal Federal entendeu que "compete ao tribunal de origem apreciar ações cautelares, ainda que o recurso extraordinário já tenha obtido o primeiro juízo positivo de admissibilidade, quando o apelo extremo estiver sobrestado em face do reconhecimento da existência de repercussão geral da matéria constitucional nele tratada". Ante o exposto, RECONSIDERO a decisão de e-STJ fls. 3.267/3.268, tornando-a sem efeito, e DETERMINO a DEVOLUÇÃO dos autos ao Tribunal de origem, com a respectiva baixa, para que, após a publicação do acórdão a ser proferido no recurso representativo da controvérsia e em observância ao art. 1.040 do CPC/2015: a) negue seguimento ao rec urso se a decisão recorrida coincidir com a orientação emanada pelo Tribunal Superior; ou b) proceda ao juízo de retratação na hipótese de o acórdão vergastado divergir da decisão sobre o tema repetitivo. Retire-se o presente feito da pauta de julgamentos que teve início em 10/06/2025. Publique-se. Intimem-se. EMENTA