RHC 225303 - DECISAO
Negou-se provimento ao recurso porque a prisão foi reconhecida como flagrante impróprio nos termos do art. 302, III, do CPP em razão de diligências coordenadas e contínuas iniciadas imediatamente após o crime e do comportamento do recorrente ao tentar destruir o celular; a apreensão do aparelho foi legítima (art.6º, II e III, CPP) e o acesso aos dados contou com autorização judicial, afastando ilicitude; além disso, a prisão preventiva foi devidamente fundamentada nos arts.312 e 313 do CPP pela gravidade do crime, risco de reiteração e periculosidade, de modo que não houve constrangimento ilegal a ser reparado.
- Parties
- Recorrente: DIOGO SOARES E SILVA; Órgão Julgador De Origem: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARÁ; Manifestante (opinião Pelo Não Provimento): MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 December 2025
- Procedural Posture
- Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Julgamento De Mérito No Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- nega provimento ao recurso ordinário em habeas corpus
- Legal Topics
- Flagrante Impróprio (art. 302, III, Cpp), Apreensão De Celular (art. 6º, Incs. II E III, Quebra De Sigilo Telemático E Autorização Judicial, Teoria Dos Frutos Da Árvore Envenenada, Conversão Em Prisão Preventiva (arts. 312 E 313, Medidas Cautelares Alternativas (art. 319
Case Brief
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Parties
DIOGO SOARES E SILVA
Recorrente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARÁ
Órgão Julgador De Origem
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Manifestante (opinião Pelo Não Provimento)
Procedural Posture
Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Julgamento De Mérito No Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 nulidade do auto de prisão em flagrante por ausência de estado de flagrância (art. 302 CPP)
- 2 ilicitude da apreensão do aparelho celular e da quebra de sigilo telemático (fishing expedition)
- 3 contaminação das provas derivadas (teoria dos frutos da árvore envenenada)
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao recurso porque a prisão foi reconhecida como flagrante impróprio nos termos do art. 302, III, do CPP em razão de diligências coordenadas e contínuas iniciadas imediatamente após o crime e do comportamento do recorrente ao tentar destruir o celular; a apreensão do aparelho foi legítima (art.6º, II e III, CPP) e o acesso aos dados contou com autorização judicial, afastando ilicitude; além disso, a prisão preventiva foi devidamente fundamentada nos arts.312 e 313 do CPP pela gravidade do crime, risco de reiteração e periculosidade, de modo que não houve constrangimento ilegal a ser reparado.
Court Disposition
nega provimento ao recurso ordinário em habeas corpus
Orders
- Nego provimento ao recurso ordinário em habeas corpus.
- Publique-se.
Full Case Text
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