AREsp 2638068 - DECISAO
O tribunal concluiu que o atraso de aproximadamente três anos na regularização registral e administrativa do imóvel não configurou evento excepcional, imprevisível ou extraordinário apto a caracterizar força maior diante da praxe dos serviços públicos, de modo que a cláusula suspensiva não justificou a manutenção do contrato. Assim, por autorresponsabilidade do promitente vendedor ao assumir prazos curtos e pela ausência de força maior anormal, operou-se o implemento da condição resolutiva em 30/04/2015, determinando-se a resolução do contrato, a restituição das arras corrigidas desde essa data e a aplicação da taxa SELIC como juros moratórios desde a citação na execução; conheceu-se do...
- Parties
- Promitente Compradora / Agravante: ESHO EMPRESA DE SERVIÇOS HOSPITALARES S.A.; Promitente Vendedora / Recorrido: Planície Empreendimentos e Participações Ltda.; Sócio, Avalista / Recorrido: Francisco Alves Machado Neto
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 09 May 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Juízo Prévio De Admissibilidade / Recurso Especial Conhecida E Provida
- Outcome
- Conheço do agravo e dou provimento ao recurso especial
- Legal Topics
- Força Maior, Condição Resolutiva, Mora, Promessa De Compra E Venda, Honorários Advocatícios, Juros SELIC, Admissibilidade De Recurso Especial, Interpretação Contratual
Case Brief
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Parties
ESHO EMPRESA DE SERVIÇOS HOSPITALARES S.A.
Promitente Compradora / Agravante
Planície Empreendimentos e Participações Ltda.
Promitente Vendedora / Recorrido
Francisco Alves Machado Neto
Sócio, Avalista / Recorrido
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Juízo Prévio De Admissibilidade / Recurso Especial Conhecida E Provida
Legal Issues
- 1 verificação de ocorrência de caso fortuito/força maior em razão da morosidade da Administração Pública (art. 393 CC)
- 2 eficácia suspensiva de cláusula contratual de força maior (cláusula 4.5)
- 3 implemento de condição resolutiva e resolução do contrato (cláusula 6.3; arts. 121,127,128 CC)
Ratio Decidendi
O tribunal concluiu que o atraso de aproximadamente três anos na regularização registral e administrativa do imóvel não configurou evento excepcional, imprevisível ou extraordinário apto a caracterizar força maior diante da praxe dos serviços públicos, de modo que a cláusula suspensiva não justificou a manutenção do contrato. Assim, por autorresponsabilidade do promitente vendedor ao assumir prazos curtos e pela ausência de força maior anormal, operou-se o implemento da condição resolutiva em 30/04/2015, determinando-se a resolução do contrato, a restituição das arras corrigidas desde essa data e a aplicação da taxa SELIC como juros moratórios desde a citação na execução; conheceu-se do...
Court Disposition
Conheço do agravo e dou provimento ao recurso especial
Orders
- Determina a continuidade da ação de execução de título extrajudicial
- Reconhece a implementação da condição resolutiva em 30/04/2015 e determina a restituição das arras (R$9.595.790,00) corrigidas desde 30/04/2015, com juros de mora incidindo a partir da citação na execução, aplicando-se a taxa SELIC
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