REsp 1693334 - ACORDAO
O Tribunal decidiu que, embora o juiz tenha poderes instrutórios (art. 130 e art. 399, II, CPC/73), tal dever não é absoluto: para que o julgador promova diligências de ofício é necessário um mínimo juízo de convicção e existência de elementos probatórios e atuação ativa do autor; como o MPF deixou de diligenciar e não trouxe provas mínimas de conluio, não houve cerceamento de defesa e seria indevida a remessa de volta para produzir provas antigas, o que implicaria revolvimento de matéria fática vedado pela Súmula 7/STJ, motivo pelo qual o recurso especial foi negado.
- Parties
- Recorrente: Ministério Público Federal; Recorrida: WHITE MARTINS GASES INDUSTRIAIS LTDA; Recorrida: LINDE GASES LTDA (sucessora de AGA S/A)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 14 December 2021
- Procedural Posture
- Ação Civil Pública / Recurso Especial (julgado)
- Outcome
- Recurso especial não provido
- Legal Topics
- Formação De Cartel, Ônus Da Prova, Poderes Instrutórios Do Juiz, Boa Fé Objetiva Processual, Lealdade Processual, Cerceamento De Defesa, Súmula 7/stj, Enunciado Administrativo 2/stj
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
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Parties
Ministério Público Federal
Recorrente
WHITE MARTINS GASES INDUSTRIAIS LTDA
Recorrida
LINDE GASES LTDA (sucessora de AGA S/A)
Recorrida
Procedural Posture
Ação Civil Pública / Recurso Especial (julgado)
Legal Issues
- 1 competência e limites do juiz para diligenciar de ofício e requisitar procedimentos administrativos (art. 399, II, CPC/73)
- 2 elementos probatórios necessários para caracterização de cartel e vínculo causal com dano à ordem econômica
- 3 dever de lealdade processual e atuação do autor na produção de provas
Ratio Decidendi
O Tribunal decidiu que, embora o juiz tenha poderes instrutórios (art. 130 e art. 399, II, CPC/73), tal dever não é absoluto: para que o julgador promova diligências de ofício é necessário um mínimo juízo de convicção e existência de elementos probatórios e atuação ativa do autor; como o MPF deixou de diligenciar e não trouxe provas mínimas de conluio, não houve cerceamento de defesa e seria indevida a remessa de volta para produzir provas antigas, o que implicaria revolvimento de matéria fática vedado pela Súmula 7/STJ, motivo pelo qual o recurso especial foi negado.
Court Disposition
Recurso especial não provido
Orders
- Negado provimento ao recurso especial.
Full Case Text
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