REsp 1957222 - DECISAO
Houve parcial provimento do recurso especial para reconhecer que a operadora de plano de saúde pode recusar o custeio de medicamento importado e sem registro na ANVISA até a data do seu registro; contudo, uma vez obtido o registro pela ANVISA (no caso, posterior ao ajuizamento), subsiste o dever de fornecimento do fármaco, sujeitando-se o caso à modulação dos efeitos em razão da data de propositura da ação (18/12/2014).
- Parties
- Recorrente (ré/operadora De Plano De Saúde): AMIL ASSISTÊNCIA MÉDICA INTERNACIONAL S.A.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 04 October 2021
- Procedural Posture
- Recurso Especial Interposto Contra Acórdão Em Ação De Obrigação De Fazer (plano De Saúde) / Decisão De Mérito Pelo Superior Tribunal De Justiça, Parcial Provimento Ao Recurso Especial
- Outcome
- Recurso especial parcialmente provido; demanda originária julgada parcialmente procedente
- Legal Topics
- Fornecimento De Medicamento, Planos De Saúde, Registro Na ANVISA, Recurso Repetitivo (tema 990), Modulação De Efeitos
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
AMIL ASSISTÊNCIA MÉDICA INTERNACIONAL S.A.
Recorrente (ré/operadora De Plano De Saúde)
Procedural Posture
Recurso Especial Interposto Contra Acórdão Em Ação De Obrigação De Fazer (plano De Saúde) / Decisão De Mérito Pelo Superior Tribunal De Justiça, Parcial Provimento Ao Recurso Especial
Legal Issues
- 1 Dever de custeio por plano de saúde de medicamento importado, não nacionalizado e sem registro na ANVISA à época do ajuizamento
- 2 Aplicação do entendimento do Tema 990 (REsp 1.712.163/SP e REsp 1.726.563/SP) e necessidade de modulação de efeitos
- 3 Efeito do registro superveniente do medicamento pela ANVISA sobre obrigação de custeio
Ratio Decidendi
Houve parcial provimento do recurso especial para reconhecer que a operadora de plano de saúde pode recusar o custeio de medicamento importado e sem registro na ANVISA até a data do seu registro; contudo, uma vez obtido o registro pela ANVISA (no caso, posterior ao ajuizamento), subsiste o dever de fornecimento do fármaco, sujeitando-se o caso à modulação dos efeitos em razão da data de propositura da ação (18/12/2014).
Court Disposition
Recurso especial parcialmente provido; demanda originária julgada parcialmente procedente
Orders
- Reconhecer o dever de fornecimento do medicamento apenas após o registro na ANVISA
- Manter parcialmente o acórdão recorrido nos termos do voto do relator
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment