AREsp 2939764 - DECISAO
Conheceu-se do agravo. O reexame de fatos e provas em recurso especial é vedado pela Súmula 7/STJ; contudo, a jurisprudência desta Corte firmou que é abusiva a recusa de operadoras de planos de saúde em custear medicamentos antineoplásicos registrados na ANVISA e prescritos por médico, ainda que off-label ou utilizados experimentalmente, e que a Lei 14.307/2022 reforça a obrigatoriedade de cobertura desses medicamentos, razão pela qual o acórdão recorrido que determinou o fornecimento do medicamento Darolutamida não merece reforma; por isso, conhece-se parcialmente do recurso especial e nega-se provimento à parte conhecida.
- Parties
- Autor: SÉRGIO IDAL ROSENBERG; Agravante / Réu: GEAP AUTOGESTÃO EM SAÚDE
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 15 August 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça (decisão Sobre Agravo E Recurso Especial)
- Outcome
- Conheço do agravo. Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa extensão, negado provimento.
- Legal Topics
- Fornecimento De Medicamento, Planos De Saúde, Medicamento Antineoplásico, Rol Da ANS, Off Label, Súmula 7/stj, Tutela De Urgência, Danos Morais, Honorários Advocatícios
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
SÉRGIO IDAL ROSENBERG
Autor
GEAP AUTOGESTÃO EM SAÚDE
Agravante / Réu
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça (decisão Sobre Agravo E Recurso Especial)
Legal Issues
- 1 inadmissibilidade de reexame de fatos e provas em recurso especial (Súmula 7/STJ)
- 2 obrigatoriedade de custeio de medicamentos antineoplásicos registrados na ANVISA prescritos por médico, mesmo off-label
- 3 irrelevância da natureza do rol da ANS para tratamentos oncológicos
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo. O reexame de fatos e provas em recurso especial é vedado pela Súmula 7/STJ; contudo, a jurisprudência desta Corte firmou que é abusiva a recusa de operadoras de planos de saúde em custear medicamentos antineoplásicos registrados na ANVISA e prescritos por médico, ainda que off-label ou utilizados experimentalmente, e que a Lei 14.307/2022 reforça a obrigatoriedade de cobertura desses medicamentos, razão pela qual o acórdão recorrido que determinou o fornecimento do medicamento Darolutamida não merece reforma; por isso, conhece-se parcialmente do recurso especial e nega-se provimento à parte conhecida.
Court Disposition
Conheço do agravo. Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa extensão, negado provimento.
Orders
- Mantida a determinação de fornecimento do medicamento Darolutamida nos termos do acórdão recorrido
- Majoram-se os honorários advocatícios para R$ 5.040,00
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment