HC 684254 - ACORDAO
O Superior Tribunal de Justiça concluiu que o precedente da Questão de Ordem na AP 937/RJ do STF não se aplicou expressamente a magistrados e membros do Ministério Público, limitando-se a autoridades detentoras de mandatos eletivos; diante de precedentes do STJ e da necessidade de preservar a imparcialidade do órgão julgador/acusador e o princípio da isonomia, manteve-se o entendimento de que promotores integrantes de carreira (ainda que em disponibilidade compulsória ou quando o delito não guarde relação com o cargo) possuem prerrogativa de foro perante o Tribunal de Justiça estadual prevista no art. 96, III, da CF, devendo assim ser denegada a ordem de habeas corpus.
- Parties
- Paciente: ANDRE LUIS GARCIA DE PINHO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 29 November 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Denegatória (quinta Turma Do Stj)
- Outcome
- Ordem denegada
- Legal Topics
- Foro Por Prerrogativa De Função, Foro Privilegiado, Competência, Tribunal Do Júri, Ministério Público, Magistratura, Disponibilidade Compulsória, QO Na AP 937/rj, Repercussão Geral (tema 1147)
Case Brief
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Parties
ANDRE LUIS GARCIA DE PINHO
Paciente
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Denegatória (quinta Turma Do Stj)
Legal Issues
- 1 Competência para julgamento de promotor de justiça acusado de crime comum não relacionado ao exercício do cargo
- 2 Aplicabilidade do entendimento firmado na Questão de Ordem na AP 937/RJ a magistrados e membros do Ministério Público
- 3 Prevalência do foro por prerrogativa de função previsto no art. 96, III, da CF sobre a competência do Tribunal do Júri
Ratio Decidendi
O Superior Tribunal de Justiça concluiu que o precedente da Questão de Ordem na AP 937/RJ do STF não se aplicou expressamente a magistrados e membros do Ministério Público, limitando-se a autoridades detentoras de mandatos eletivos; diante de precedentes do STJ e da necessidade de preservar a imparcialidade do órgão julgador/acusador e o princípio da isonomia, manteve-se o entendimento de que promotores integrantes de carreira (ainda que em disponibilidade compulsória ou quando o delito não guarde relação com o cargo) possuem prerrogativa de foro perante o Tribunal de Justiça estadual prevista no art. 96, III, da CF, devendo assim ser denegada a ordem de habeas corpus.
Court Disposition
Ordem denegada
Orders
- Ordem denegada
Full Case Text
Judgment text and source record
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