EREsp 1995880 - ACORDAO
Conforme o acórdão recorrido e precedentes do STJ, a fraude à execução restou configurada porque a alienação do imóvel ocorreu após medidas cautelares que davam conhecimento do risco de insolvência do devedor; havia indícios robustos de simulação e ausência de comprovação de pagamento, e as conclusões concretas sobre má-fé e simulação assentam em elementos fático-probatórios que não podem ser reexaminados no recurso especial por força da Súmula 7, razão pela qual o recurso especial foi conhecido em parte e desprovido e a tutela de urgência revogada.
- Parties
- Recorrente: ESUS BRASIL PARTICIPAÇÕES S.A.; Recorrido: José Paulo de Souza; Interessado: Apparecido Albergoni; Interessado: Grupo Fotoplan; Primeiro Embargante: Abdul; Primeiro Embargante: Silvana; Primeiro Embargante: Suleiman; Primeiro Embargante: Anita; Primeiro Embargante: Suleimen Khaled el Hage
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 21 June 2024
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Acórdão (julgamento)
- Outcome
- Recurso especial conhecido em parte e desprovido; tutela de urgência revogada.
- Legal Topics
- Fraude À Execução, Embargos De Terceiro, Liquidação De Sentença, Simulação, Citação Em Ação Cautelar, Dissolução Parcial De Sociedade, Súmula 375 Do STJ, Súmula 7 Do STJ, Honorários Advocatícios
Case Brief
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Parties
ESUS BRASIL PARTICIPAÇÕES S.A.
Recorrente
José Paulo de Souza
Recorrido
Apparecido Albergoni
Interessado
Grupo Fotoplan
Interessado
Abdul
Primeiro Embargante
Silvana
Primeiro Embargante
Suleiman
Primeiro Embargante
Anita
Primeiro Embargante
Suleimen Khaled el Hage
Primeiro Embargante
Procedural Posture
Recurso Especial / Acórdão (julgamento)
Legal Issues
- 1 Configuração da fraude à execução perante alienação após citação válida em ação cautelar
- 2 Presença de má-fé e atos de simulação pelos adquirentes
- 3 Adequação da fundamentação do acórdão recorrido (art. 489 e 1.022 do CPC)
Ratio Decidendi
Conforme o acórdão recorrido e precedentes do STJ, a fraude à execução restou configurada porque a alienação do imóvel ocorreu após medidas cautelares que davam conhecimento do risco de insolvência do devedor; havia indícios robustos de simulação e ausência de comprovação de pagamento, e as conclusões concretas sobre má-fé e simulação assentam em elementos fático-probatórios que não podem ser reexaminados no recurso especial por força da Súmula 7, razão pela qual o recurso especial foi conhecido em parte e desprovido e a tutela de urgência revogada.
Court Disposition
Recurso especial conhecido em parte e desprovido; tutela de urgência revogada.
Orders
- Negado provimento ao recurso especial na parte conhecida
- Revogada a tutela de urgência deferida às fls. 1.303-1.305
Full Case Text
Judgment text and source record
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