REsp 2148327 - DECISAO
Havendo alienação do bem após a inscrição do débito em dívida ativa e diante do entendimento consolidado no STJ de que, nas execuções fiscais, a fraude à execução prevista no art. 185 do CTN possui presunção absoluta, não se exige prova de má-fé do adquirente; assim, a alienação realizada foi ineficaz perante a execução fiscal e o recurso especial não mereceu provimento.
- Parties
- Recorrente: ERY ARRUDA AZEVEDO; Recorrido: Fazenda Nacional; Corresponsavel: EDY NELSON ARRUDA AZEVEDO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 July 2024
- Procedural Posture
- Recurso Especial (originado De Embargos De Terceiro Em Execução Fiscal) / Julgamento De Recurso Especial No Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- CONHEÇO EM PARTE do recurso especial e, nessa extensão, NEGO-LHE PROVIMENTO
- Legal Topics
- Fraude À Execução, Execução Fiscal, Embargos De Terceiro, Súmula 375/stj, Art. 185 Do CTN, Lei Complementar 118/2005, Penhora De Direitos Hereditários
Case Brief
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Parties
ERY ARRUDA AZEVEDO
Recorrente
Fazenda Nacional
Recorrido
EDY NELSON ARRUDA AZEVEDO
Corresponsavel
Procedural Posture
Recurso Especial (originado De Embargos De Terceiro Em Execução Fiscal) / Julgamento De Recurso Especial No Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 aplicabilidade da Súmula 375 às execuções fiscais
- 2 caracterização da fraude à execução após inscrição em dívida ativa
- 3 necessidade (ou não) de prova de má-fé do adquirente
Ratio Decidendi
Havendo alienação do bem após a inscrição do débito em dívida ativa e diante do entendimento consolidado no STJ de que, nas execuções fiscais, a fraude à execução prevista no art. 185 do CTN possui presunção absoluta, não se exige prova de má-fé do adquirente; assim, a alienação realizada foi ineficaz perante a execução fiscal e o recurso especial não mereceu provimento.
Court Disposition
CONHEÇO EM PARTE do recurso especial e, nessa extensão, NEGO-LHE PROVIMENTO
Orders
- Nego provimento ao recurso especial em sua extensão conhecida
- Majoro em 10% o valor já arbitrado a título de honorários, nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, observados os limites legais e eventual concessão de gratuidade de justiça
Full Case Text
Judgment text and source record
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