REsp 1938732 - DECISAO

REsp 1938732 - DECISAO

O recurso foi conhecido em parte e negado provimento porque o acórdão recorrido demonstrou que, à data da tradição (08/12/2012), não havia restrição no Detran/PR, a exigibilidade do débito encontrava-se suspensa por parcelamento administrativo e não há prova de conluio (consilium fraudis); a alegação de omissão via art.1.022 do CPC/2015 era genérica e insuficiente para o conhecimento; e o reexame de provas é vedado em recurso especial, além de ser aplicável, por analogia, a súmula do STF sobre fundamentação deficiente; por fim, foram majorados os honorários recursais em 10% nos termos do art.85, §11, do CPC/2015.

Parties
Recorrente: FAZENDA NACIONAL; Executado: Hélio Sakaguti; Embargante/terceiro Adquirente: Bruno César Novo
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
08 June 2021
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão Monocrática Conhecimento Em Parte E Nega Provimento
Outcome
Conheço em parte e nego provimento ao recurso especial
Legal Topics
Fraude À Execução, Embargos De Terceiro, Honorários Advocatícios Recursais, Inscrição Em Dívida Ativa, Transferência De Veículos

Case Brief

Summary, issues, holding and outcome

More case intelligence is available

Unlock the full research layer for this judgment.

Full judgment text Downloadable case file Legal principles 4 Authorities cited 12 Party arguments 2
Sign in to unlock

Parties

FAZENDA NACIONAL

Recorrente

Hélio Sakaguti

Executado

Bruno César Novo

Embargante/terceiro Adquirente

Procedural Posture

Recurso Especial / Decisão Monocrática Conhecimento Em Parte E Nega Provimento

  1. 1 configuração de fraude à execução na alienação de veículo
  2. 2 presunção relativa vs absoluta de fraude
  3. 3 boa-fé do adquirente diante da ausência de registro de ônus no DETRAN

Ratio Decidendi

O recurso foi conhecido em parte e negado provimento porque o acórdão recorrido demonstrou que, à data da tradição (08/12/2012), não havia restrição no Detran/PR, a exigibilidade do débito encontrava-se suspensa por parcelamento administrativo e não há prova de conluio (consilium fraudis); a alegação de omissão via art.1.022 do CPC/2015 era genérica e insuficiente para o conhecimento; e o reexame de provas é vedado em recurso especial, além de ser aplicável, por analogia, a súmula do STF sobre fundamentação deficiente; por fim, foram majorados os honorários recursais em 10% nos termos do art.85, §11, do CPC/2015.

Court Disposition

Conheço em parte e nego provimento ao recurso especial

Orders

  • Majorar em 10% o montante dos honorários advocatícios fixado na instância ordinária (art.85, §11, CPC/2015)
  • Publique-se e intime-se