REsp 2193276 - ACORDAO
Negou-se provimento ao agravo interno porque o recurso especial não indicou de forma clara e precisa quais dispositivos de lei federal teriam sido ofendidos, configurando fundamentação recursal deficiente e atraindo o óbice da Súmula 284/STF; ademais, a tentativa de apontar dispositivo de lei apenas no agravo...
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- Parties
- Agravante: MILENIUM ADMINISTRADORA DE BENS LTDA.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 September 2025
- Procedural Posture
- Agravo Interno No Recurso Especial / Decisão Colegiada (segunda Turma) Sessão Virtual 21/08/2025 a 27/08/2025
- Outcome
- Agravo interno desprovido (negado provimento ao agravo interno)
- Legal Topics
- Fraude À Execução, Adjudicação, Fundamentação Recursal Deficiente, Súmula 284/stf, Inovação Recursal (alegação Tardia)
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Parties
MILENIUM ADMINISTRADORA DE BENS LTDA.
Agravante
Procedural Posture
Agravo Interno No Recurso Especial / Decisão Colegiada (segunda Turma) Sessão Virtual 21/08/2025 a 27/08/2025
Legal Issues
- 1 Ausência de apontamento claro do dispositivo de lei federal supostamente ofendido no recurso especial
- 2 Impossibilidade de alegar pela primeira vez em agravo interno dispositivo de lei federal (inovação recursal)
- 3 Incidência da Súmula 284/STF em caso de fundamentação deficiente do recurso especial
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo interno porque o recurso especial não indicou de forma clara e precisa quais dispositivos de lei federal teriam sido ofendidos, configurando fundamentação recursal deficiente e atraindo o óbice da Súmula 284/STF; ademais, a tentativa de apontar dispositivo de lei apenas no agravo interno constitui inovação recursal e está preclusa.
Court Disposition
Agravo interno desprovido (negado provimento ao agravo interno)
Orders
- Negar provimento ao agravo interno.
Full Case Text
Judgment text and source record
2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEGUNDA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 21/08/2025 a 27/08/2025, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Francisco Falcão, Maria Thereza de Assis Moura, Teodoro Silva Santos e Afrânio Vilela votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Afrânio Vilela. EMENTA AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO FISCAL. AUSÊNCIA DE APONTAMENTO CLARO DE DISPOSITIVO DE LEI FEDERAL QUE TERIA SIDO OFENDIDO E OBJETO DE DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL. FUNDAMENTAÇÃO RECURSAL DEFICIENTE. SÚMULA 284 /STF. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. De acordo com a orientação do Superior Tribunal de Justiça, o conhecimento de recurso especial exige a indicação precisa dos dispositivos de lei federal que, supostamente, seriam objeto do suscitado dissídio interpretativo, ou teriam sido ofendidos no julgamento da segunda instância. Ausente tal requisito, revela-se "a deficiência de fundamentação da insurgência especial, atraindo o impedimento da Súmula 284/STF" (AgInt no AREsp n. 1.796.195/PR, relator Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma, julgado em 11/11/2024, DJe de 14/11/2024). 2. Não se conhece da ofensa a dispositivos de lei federal apontada apenas neste momento processual, pois "a alegação tardia de tese em agravo interno configura inovação recursal, insuscetível de exame diante da preclusão consumativa" (AgInt no AREsp n. 1.431.906/SP, Relator o Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, julgado em 11/3/2024, DJe de 18/3/2024). 3. Agravo interno desprovido.
RELATÓRIO Trata-se de agravo interno interposto por MILENIUM ADMINISTRADORA DE BENS LTDA. contra a decisão desta relatoria de fls. 96-99 (e-STJ), que não conheceu do recurso especial. O recurso especial foi fundado nas alíneas a e c do permissivo constitucional, no qual se insurgiu contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região assim ementado (e-STJ, fl. 46): AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO FISCAL. BEM DO EXECUTADO ADJUDICADO EM OUTRO PROCESSO DE EXECUÇÃO APÓS A INSCRIÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO EM DÍVIDA ATIVA. HIPÓTESE TIDA COMO FRAUDE À EXECUÇÃO FISCAL NA FORMA DO ARTIGO 185 DO CTN. RESERVA DE BENS DO EXECUTADO. NÃO DEMONSTRAÇÃO. No recurso especial, a recorrente apontou, além de divergência jurisprudencial, violação a dispositivo legal. Esclareceu que se opôs ao acórdão por considerar a ocorrência de fraude à execução, em razão de a adjudicação em outro processo executivo ter ocorrido após a inscrição do crédito tributário em dívida ativa. Afirmou ser incabível a decretação de fraude à execução quando a alienação do bem se dá através de adjudicação pelo credor, em processo executivo diverso. Logo, informou que não houve a alienação do bem por iniciativa do devedor, mas sim em face de expropriação através de adjudicação. Suscitou que, no caso de adjudicação do bem em processo executivo, não há como ser reconhecida a ocorrência de fraude à execução, conforme a tranquila jurisprudência sobre a questão controvertida. Requereu o provimento do recurso especial (e-STJ, fls. 53-66). Admitido o recurso especial, foi julgado monocraticamente por esta relatoria. Na decisão, estabeleceu-se a inviabilidade de conhecimento da pretensão (e-STJ, fls. 90-96). Veja-se a ementa: RECURSO ESPECIAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO FISCAL. AUSÊNCIA DE APONTA MENTO CLARO DE DISPOSITIVO DE LEI FEDERAL QUE TERIA SIDO OFENDIDO E OBJETO DE DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL. FUNDAMENTAÇÃO RECURSAL DEFICIENTE. SÚMULA 284 /STF. RECURSO ESPECIAL NÃO CONHECIDO. Questionando esse julgado, protocola a insurgente agravo interno. Reforça as teses do recurso especial acima sumariadas. Aduz que o acórdão que negou provimento ao agravo de instrumento, atacado pelo recurso especial, fundamenta-se em uma única razão de decidir, a qual toma como base um único dispositivo legal, qual seja, o art. 185 do CTN. Destaca ser equivocada a aplicação da Súmula 284/STF, tendo em vista a demonstração no recurso especial de qual foi o artigo de lei malferido pelo julgamento de segunda instância. Pugna pelo provimento do recurso (e-STJ, fls. 105-114). Contraminuta não apresentada (e-STJ, fl. 120). É o relatório. EMENTA AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO FISCAL. AUSÊNCIA DE APONTAMENTO CLARO DE DISPOSITIVO DE LEI FEDERAL QUE TERIA SIDO OFENDIDO E OBJETO DE DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL. FUNDAMENTAÇÃO RECURSAL DEFICIENTE. SÚMULA 284 /STF. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. De acordo com a orientação do Superior Tribunal de Justiça, o conhecimento de recurso especial exige a indicação precisa dos dispositivos de lei federal que, supostamente, seriam objeto do suscitado dissídio interpretativo, ou teriam sido ofendidos no julgamento da segunda instância. Ausente tal requisito, revela-se "a deficiência de fundamentação da insurgência especial, atraindo o impedimento da Súmula 284/STF" (AgInt no AREsp n. 1.796.195/PR, relator Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma, julgado em 11/11/2024, DJe de 14/11/2024). 2. Não se conhece da ofensa a dispositivos de lei federal apontada apenas neste momento processual, pois "a alegação tardia de tese em agravo interno configura inovação recursal, insuscetível de exame diante da preclusão consumativa" (AgInt no AREsp n. 1.431.906/SP, Relator o Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, julgado em 11/3/2024, DJe de 18/3/2024). 3. Agravo interno desprovido. VOTO Reexaminando a controvérsia, não se observam razões para o provimento do agravo interno. Com efeito, de acordo com a orientação do Superior Tribunal de Justiça, o conhecimento de recurso especial exige a indicação precisa dos dispositivos de lei federal que, supostamente, seriam objeto do suscitado dissídio interpretativo, ou teriam sido ofendidos no julgamento da segunda instância. Ausente tal requisito, revela-se "a deficiência de fundamentação da insurgência especial, atraindo o impedimento da Súmula 284/STF" (AgInt no AREsp n. 1.796.195/PR, relator Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma, julgado em 11/11/2024, DJe de 14/11/2024). No caso, não há menção clara dos dispositivos de lei federal maculados na petição de apelo excepcional, isto é, a insurgente não aponta objetivamente quais sustentariam sua pretensão. É certo que a efetivação do cotejo analítico ou o desrespeito aventado deve ser delimitado já na petição do recurso especial, não cabendo eventual correção em momento posterior, inclusive em agravo em recurso especial ou mesmo em agravo interno. Dessa forma, é mesmo de rigor a incidência do verbete sumular n. 284 da Suprema Corte. A referência a artigo de lei que fora objeto de ofensa ou divergência, no recurso especial, não pode ser genérica ou implícita, mas sim clara e objetiva, o que não aconteceu. É sabido que "o especial é recurso de fundamentação vinculada, não lhe sendo aplicável o brocardo e, portanto, ao relator, por esforço iura novit curia hermenêutico, não cabe extrair da argumentação qual dispositivo teria sido supostamente contrariado a fim de suprir deficiência da fundamentação recursal, cuja responsabilidade é inteiramente do recorrente" (AgInt no REsp n. 2.138.478/SC, relator Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, julgado em 4/12/2024, DJEN de 9/12/2024). Confira-se: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. RAZÕES DO AGRAVO QUE NÃO IMPUGNAM, ESPECIFICAMENTE, TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE NÃO ADMITIU O RECURSO ESPECIAL, AUTÔNOMOS OU NÃO. ART. 932, III, DO CPC/2015 E SÚMULA 182/STJ, POR ANALOGIA. AGRAVO INTERNO NÃO PROVIDO. I. Agravo interno aviado contra decisão que julgara Agravo em Recurso Especial interposto contra decisum publicado na vigência do CPC/2015. II. Nos termos da jurisprudência atual e consolidada desta Corte, incumbe ao agravante infirmar, especificamente, todos os fundamentos da decisão que inadmitiu o Recurso Especial, autônomos ou não, demonstrando o seu desacerto, de modo a justificar o processamento do apelo nobre, sob pena de não ser conhecido o Agravo em Recurso Especial (art. 932, III, do CPC vigente). Nesse sentido: STJ, EAREsp 701.404/SC, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, Rel. p/ acórdão Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, CORTE ESPECIAL, DJe de 30/11/2018; EAREsp 831.326/SP, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, Rel. p/ acórdão Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, CORTE ESPECIAL, DJe de 30/11/2018; EAREsp 746.775/PR, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, Rel. p/ acórdão Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, CORTE ESPECIAL, DJe de 30/11/2018; AgInt nos EAREsp 1.074.493/RS, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, CORTE ESPECIAL, DJe de 20/08/2019; AgInt no AREsp 1.505.281/RJ, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, DJe de 19/12/2019; AgInt no AREsp 1.579.338/SP, Rel. Ministro SÉRGIO KUKINA, PRIMEIRA TURMA, DJe de 01/07/2020; AgRg nos EAREsp 1.642.060/SC, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, CORTE ESPECIAL, DJe de 16/09/2020; AgInt nos EDcl no AREsp 1.693.577/RS, Rel. Ministro OG FERNANDES, SEGUNDA TURMA, DJe de 17/11/2020. III. Conforme entendimento sedimentado pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça, "a decisão que não admite o recurso especial tem como escopo exclusivo a apreciação dos pressupostos de admissibilidade recursal. Seu dispositivo é único, ainda quando a fundamentação permita concluir pela presença de uma ou de várias causas impeditivas do julgamento do mérito recursal, uma vez que registra, de forma unívoca, apenas a inadmissão do recurso. Não há, pois, capítulos autônomos nesta decisão. A decomposição do provimento judicial em unidades autônomas tem como parâmetro inafastável a sua parte dispositiva, e não a fundamentação como um elemento autônomo em si mesmo, ressoando inequívoco, portanto, que a decisão agravada é incindível e, assim, deve ser impugnada em sua integralidade, nos exatos termos das disposições legais e regimentais" (STJ, EAREsp 701.404/SC, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, Rel. p/ acórdão Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, CORTE ESPECIAL, DJe de 30/11/2018). IV. No caso, por simples cotejo entre o decidido e as razões do Agravo em Recurso Especial verifica-se a ausência de impugnação específica de todos os fundamentos da decisão que, em 2º Grau, inadmitira o Especial, o que atrai a aplicação do disposto no art. 932, III, do CPC/2015 - vigente à época da publicação da decisão então agravada e da interposição do recurso -, que faculta ao Relator "não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida", bem como do teor da Súmula 182 do Superior Tribunal de Justiça, por analogia. V. Com efeito, nos termos da jurisprudência do STJ, "o recurso especial além de particularizar os artigos de lei federal que se reputam ofendidos pelo acórdão recorrido, deve fazer uma exposição clara e objetiva da irresignação, a fim de permitir a correta análise da temática em discussão. E mais, as alegações devem ser fundamentadas, havendo uma concatenação lógica demonstrando de forma objetiva e clara como o acórdão recorrido teria violado tal dispositivo. Incidência da Súmula 284/STF" (STJ, AgRg no Ag 474.354/SP, Rel. Ministro FRANCISCO FALCÃO, PRIMEIRA TURMA, DJU de 07/04/2003). De fato, "o especial é recurso de fundamentação vinculada, não lhe sendo aplicável o brocardo iura novit curia e, portanto, ao relator, por esforço hermenêutico, não cabe extrair da argumentação qual dispositivo teria sido supostamente contrariado a fim de suprir deficiência da fundamentação recursal, cuja responsabilidade é inteiramente do recorrente" (STJ, AgInt no AREsp 1.411.032/SP, Relator Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, DJe de 30/9/2019). Assim, não basta, a fim de rechaçar a incidência da Súmula 284/STF, a mera alegação de que "a ausência de indicação expressa do dispositivo legal violado não é, por si só, motivo para deixar de conhecer da matéria". VI. Cabe esclarecer, por fim, que, segundo a jurisprudência do STJ, "o disposto no art. 932, parágrafo único, do Código de Processo Civil de 2015 não é aplicável na hipótese de incidência da Súmula 182 do Superior Tribunal de Justiça" (STJ, AgInt no AREsp 1.545.065/SP, Rel. Ministro OG FERNANDES, SEGUNDA TURMA, DJe de 11/12/2019). No mesmo sentido: "Esta Corte, ao interpretar o comando previsto no art. 932, parágrafo único, do CPC (o qual traz disposição similar ao § 3º do art. 1.029 do mesmo Código de Ritos), firmou o entendimento de que este dispositivo só se aplica aos casos de regularização de vício estritamente formal, não se prestando para complementar a fundamentação de recurso já interposto (AgInt no REsp n. 1.745.552/MG, Relator Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado em 19/2/2019, DJe 26/2/2019). Por esses motivos, é descabido intimar a parte para aditamento do agravo em recurso especial" (STJ, AgInt no AgInt no AREsp 1.649.648/ES, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA TURMA, DJe de 30/11/2020). VII. Agravo interno improvido. (AgInt no AREsp n. 2.178.287/TO, relatora Ministra Assusete Magalhães, Segunda Turma, julgado em 13/2/2023, DJe de 17/2/2023.) Não custa lembrar que "a jurisprudência deste STJ orienta-se no sentido de que, quando não há indicação particularizada do dispositivo de lei federal supostamente interpretado de maneira divergente, aplica-se, por analogia, o óbice da Súmula 284/STF, sendo firme, outrossim, o entendimento de que o dissídio jurisprudencial invocado em embargos de divergência deve ser demonstrado da mesma maneira que no recurso especial interposto sob o fundamento da alínea c do inciso III do art. 105 da Constituição Federal" (AgInt nos EDcl nos EREsp n. 1.732.598/RS, relator Ministro Afrânio Vilela, Primeira Seção, julgado em 19/11/2024, DJe de 25/11/2024). Por fim, não se conhece da ofensa a dispositivos de lei federal apontada apenas neste momento processual, pois "a alegação tardia de tese em agravo interno configura inovação recursal, insuscetível de exame diante da preclusão consumativa" (AgInt no AREsp n. 1.431.906/SP, Relator o Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, julgado em 11/3/2024, DJe de 18/3/2024). Ante o exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto.