AREsp 3167957 - DECISAO
Conheceu-se do agravo e não se conheceu do recurso especial porque o recorrente não demonstrou de modo específico a violação dos dispositivos alegados (aplicando-se a Súmula 284/STF por analogia) e, quanto ao mérito da alegada fraude à execução, o acórdão recorrido assentou que não houve registro de penhora na matrícula nem prova de má-fé do adquirente, sendo tais pontos fáticos cuja revisão é vedada pelo óbice da Súmula 7/STJ; ademais, o reconhecimento da fraude exige registro prévio ou má-fé (Súmula 375/STJ), e o Decreto n. 93.240/1986 não se enquadra como lei federal para fins de recurso especial.
- Parties
- Agravante: RONALDO BARBOSA DE OLIVEIRA FILHO; Executada: DGL EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA; Embargante / Terceiro Adquirente: SANDRA CRISTINA CAMILLO; Credor Fiduciário: BANCO INTER S/A
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 June 2026
- Procedural Posture
- Agravo / Julgamento Do Agravo/decisão Sobre Admissibilidade Do Recurso Especial
- Outcome
- Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
- Legal Topics
- Fraude À Execução, Embargos De Terceiro, Alienação Fiduciária, Admissibilidade De Recurso Especial, Súmulas Do STJ E STF, Averbação De Penhora
Case Brief
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Parties
RONALDO BARBOSA DE OLIVEIRA FILHO
Agravante
DGL EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA
Executada
SANDRA CRISTINA CAMILLO
Embargante / Terceiro Adquirente
BANCO INTER S/A
Credor Fiduciário
Procedural Posture
Agravo / Julgamento Do Agravo/decisão Sobre Admissibilidade Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 Se a alienação fiduciária do imóvel configura fraude à execução na ausência de averbação de penhora
- 2 Se a boa-fé do terceiro adquirente afasta a configuração da fraude à execução
- 3 Admissibilidade do recurso especial quanto à indicação e fundamentação dos dispositivos legais tidos por violados
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo e não se conheceu do recurso especial porque o recorrente não demonstrou de modo específico a violação dos dispositivos alegados (aplicando-se a Súmula 284/STF por analogia) e, quanto ao mérito da alegada fraude à execução, o acórdão recorrido assentou que não houve registro de penhora na matrícula nem prova de má-fé do adquirente, sendo tais pontos fáticos cuja revisão é vedada pelo óbice da Súmula 7/STJ; ademais, o reconhecimento da fraude exige registro prévio ou má-fé (Súmula 375/STJ), e o Decreto n. 93.240/1986 não se enquadra como lei federal para fins de recurso especial.
Court Disposition
Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
Orders
- Não conhecer do recurso especial.
- Majoro os honorários fixados em desfavor da parte recorrente para 12% sobre o valor atualizado da causa.
Full Case Text
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