REsp 2056005 - ACORDAO
O agravo interno foi improvido porque, nos autos, houve demonstração de fraude por furto eletrônico de dados e falha do sistema de prevenção à fraude do banco ao autorizar renovação de empréstimo de alto valor, diversas transferências e criação de chave Pix no mesmo dia, movimentações fora do perfil da cliente, caracterizando fortuito interno e responsabilizando objetivamente a instituição financeira; ademais, não foi necessário reexaminar o acervo fático-probatório a que se refere a Súmula 7/STJ para decidir pela manutenção da decisão que reconheceu a responsabilidade do banco.
- Parties
- Agravante: BANCO DO ESTADO DE SERGIPE S.A.; Agravada: Maria de Lourdes Santos Cerqueira
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 20 March 2024
- Procedural Posture
- Agravo Interno Em Recurso Especial / Julgamento Em Sessão Virtual Pela Terceira Turma (decisão Colegiada)
- Outcome
- Agravo interno improvido (negado provimento ao recurso)
- Legal Topics
- Fraude Bancária, Responsabilidade Objetiva, Fortuito Interno, Fortuito Externo, Culpa Exclusiva Do Consumidor, Dever De Segurança Das Instituições Financeiras, Prevenção De Fraudes Tecnológicas, Súmula 479/stj, Súmula 7/stj
Case Brief
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Parties
BANCO DO ESTADO DE SERGIPE S.A.
Agravante
Maria de Lourdes Santos Cerqueira
Agravada
Procedural Posture
Agravo Interno Em Recurso Especial / Julgamento Em Sessão Virtual Pela Terceira Turma (decisão Colegiada)
Legal Issues
- 1 se a instituição financeira responde objetivamente por fraudes realizadas por terceiros quando a correntista forneceu código/senha
- 2 se a fraude configurou fortuito interno ou fortuito externo
- 3 se a culpa exclusiva da vítima afasta a responsabilidade objetiva do banco
Ratio Decidendi
O agravo interno foi improvido porque, nos autos, houve demonstração de fraude por furto eletrônico de dados e falha do sistema de prevenção à fraude do banco ao autorizar renovação de empréstimo de alto valor, diversas transferências e criação de chave Pix no mesmo dia, movimentações fora do perfil da cliente, caracterizando fortuito interno e responsabilizando objetivamente a instituição financeira; ademais, não foi necessário reexaminar o acervo fático-probatório a que se refere a Súmula 7/STJ para decidir pela manutenção da decisão que reconheceu a responsabilidade do banco.
Court Disposition
Agravo interno improvido (negado provimento ao recurso)
Orders
- Negar provimento ao agravo interno interposto pelo BANCO DO ESTADO DE SERGIPE S.A.
- Manter o acórdão recorrido que reconheceu a responsabilidade objetiva do Banco do Estado de Sergipe S.A. e restabeleceu a sentença de primeiro grau
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