AREsp 2477442 - DECISAO
Houve fraude praticada por terceiros mediante engenharia social, mas também verificada falha de segurança e omissão da instituição financeira na detecção e prevenção de operações atípicas; por isso reconheceu-se culpa concorrente entre cliente e banco, com repartição do prejuízo em 50% para cada parte. A revisão desse conclusão demandaria reexame do conjunto fático-probatório, o que é vedado pela Súmula 7/STJ, e não restou demonstrado dissídio jurisprudencial apto a autorizar a reforma segundo o art.105, III, "c" da CF; assim, negou-se provimento ao agravo.
- Parties
- Autor: MARCO AURELIO DE MENEZES TEMOTEO; Recorrente / Requerido: BRB - BANCO DE BRASÍLIA S.A.; Requerido: CARTÃO BRB S/A
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 16 February 2024
- Procedural Posture
- Agravo Nos Próprios Autos (agravo Em Recurso Especial) / Decisão Do STJ Agravo No Próprio Autos Conhecido E Negado Provimento
- Outcome
- Nego provimento ao agravo em recurso especial
- Legal Topics
- Fraudes Bancárias, Responsabilidade Objetiva Do Fornecedor, Culpa Concorrente, Falha Na Prestação De Serviços, Controle E Monitoramento De Operações Atípicas, Indenização Por Danos Materiais E Morais, Súmulas E Precedentes Do STJ
Case Brief
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Parties
MARCO AURELIO DE MENEZES TEMOTEO
Autor
BRB - BANCO DE BRASÍLIA S.A.
Recorrente / Requerido
CARTÃO BRB S/A
Requerido
Procedural Posture
Agravo Nos Próprios Autos (agravo Em Recurso Especial) / Decisão Do STJ Agravo No Próprio Autos Conhecido E Negado Provimento
Legal Issues
- 1 Responsabilidade da instituição financeira por operações realizadas por terceiros mediante fraude
- 2 Verificação de culpa exclusiva da vítima versus culpa concorrente
- 3 Aplicabilidade da Súmula 7 do STJ ao revolvimento do acervo fático-probatório
Ratio Decidendi
Houve fraude praticada por terceiros mediante engenharia social, mas também verificada falha de segurança e omissão da instituição financeira na detecção e prevenção de operações atípicas; por isso reconheceu-se culpa concorrente entre cliente e banco, com repartição do prejuízo em 50% para cada parte. A revisão desse conclusão demandaria reexame do conjunto fático-probatório, o que é vedado pela Súmula 7/STJ, e não restou demonstrado dissídio jurisprudencial apto a autorizar a reforma segundo o art.105, III, "c" da CF; assim, negou-se provimento ao agravo.
Court Disposition
Nego provimento ao agravo em recurso especial
Orders
- Nego provimento ao agravo em recurso especial
- Majoro os honorários advocatícios em 20% do valor arbitrado em favor da parte recorrida
Full Case Text
Judgment text and source record
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