AREsp 1514160 - ACORDAO
Negou-se provimento ao agravo interno porque o acórdão recorrido estava fundamentado na forma exigida pelo Tema 339/STF, a questão da admissibilidade é infraconstitucional conforme Tema 181/STF (logo não há repercussão geral) e as agravantes não impugnaram de forma específica todos os fundamentos da decisão de...
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- Parties
- Agravante: MARIA CRISTINA DE AZEVEDO COUTINHO; Agravante: LILIANE FABRE DA SILVA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 12 November 2021
- Procedural Posture
- Agravo Interno / Corte Especial Julgamento
- Outcome
- Negado provimento ao agravo interno
- Legal Topics
- Fundamentação Das Decisões Judiciais, Repercussão Geral, Pressupostos De Admissibilidade, Recurso Extraordinário, Agravo Interno
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Parties
MARIA CRISTINA DE AZEVEDO COUTINHO
Agravante
LILIANE FABRE DA SILVA
Agravante
Procedural Posture
Agravo Interno / Corte Especial Julgamento
Legal Issues
- 1 Aplicação do Tema 339/STF sobre exigência de fundamentação (art. 93, IX, CF)
- 2 Natureza infraconstitucional dos pressupostos de admissibilidade e ausência de repercussão geral (Tema 181/STF)
- 3 Requisito de impugnação específica dos fundamentos da decisão de inadmissão
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo interno porque o acórdão recorrido estava fundamentado na forma exigida pelo Tema 339/STF, a questão da admissibilidade é infraconstitucional conforme Tema 181/STF (logo não há repercussão geral) e as agravantes não impugnaram de forma específica todos os fundamentos da decisão de inadmissão (ausência de prequestionamento e incidência da Súmula 7/STJ), razão pela qual o recurso extraordinário não foi processado.
Court Disposition
Negado provimento ao agravo interno
Orders
- Negar provimento ao agravo interno
Full Case Text
Judgment text and source record
2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da CORTE ESPECIAL do Superior Tribunal de Justiça, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Francisco Falcão, Nancy Andrighi, Laurita Vaz, João Otávio de Noronha, Maria Thereza de Assis Moura, Herman Benjamin, Og Fernandes, Luis Felipe Salomão, Mauro Campbell Marques, Benedito Gonçalves, Raul Araújo e Maria Isabel Gallotti votaram com o Sr. Ministro Relator. Não participou do julgamento o Sr. Ministro Paulo de Tarso Sanseverino. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Humberto Martins.
RELATÓRIO Trata-se de agravo interno interposto por MARIA CRISTINA DE AZEVEDO COUTINHO eLILIANE FABRE DA SILVAcontra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário, assim ementada (e-STJ fl. 931): RECURSO EXTRAORDINÁRIO. FALTA DE FUNDAMENTAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. NÃO OCORRÊNCIA. TEMA 339/STF. PREENCHIMENTO DOS PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE RECURSAL. TEMA 181/STF. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. SEGUIMENTO NEGADO. Sustentam os agravantes que não se aplicam ao caso os Temas de Repercussão Geral números 181 e 339 do Supremo Tribunal Federal. Alegam estar caracterizada a repercussão geral da matéria e apontam a ofensa aos arts. 5º, inciso XXXV, e 93, inciso IX, ambos da Constituição Federal. Afirmam que"inexistem óbices para que se reconheça neste momento processual a perda superveniente do interesse de agir, interesse processual do agravado, ante o fato das agravantes ocuparem nos dias atuais um único cargo público cada na estrutura da Prefeitura Municipal de Mimoso do Sul/ES" (e-STJ fl. 945). Asseveram que foram infirmados concretamente todos os fundamentos da decisão proferida pela Corte a quo, devendo o agravo em recurso especial ser conhecido. Requerem, ao final, o provimento do agravo para que seja determinado o processamento do recurso extraordinário. Contraminuta às fls. 957-961. É o relatório. EMENTA AGRAVO INTERNO. NEGATIVA DE SEGUIMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. FALTA DE FUNDAMENTAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. NÃO OCORRÊNCIA. TEMA 339/STF. PREENCHIMENTO DOS PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE RECURSAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. TEMA 181/STF. DESPROVIMENTO DO RECLAMO. 1. As decisões judiciais devem ser fundamentadas, ainda que de forma sucinta, não se exigindo análise pormenorizada de cada prova ou alegação das partes, nem que sejam corretos os seus fundamentos (Tema 339/STF). 2. A insurgência quanto ao preenchimento dos pressupostos de admissibilidade de recurso de competência deste Superior Tribunal de Justiça tem natureza infraconstitucional, sem repercussão geral (Tema 181/STF). 3. Agravo interno não provido. VOTO Inicialmente, tendo em vista que a decisão impugnada foi publicada em 2.8.2021 (e-STJ fl. 937), cumpre atestar a tempestividade da insurgência, pois interposta no dia 20.8.2021 (e-STJ fl. 955), ou seja, dentro do prazo recursal. Não obstante as razões declinadas pelas agravantes, a decisão monocrática deve ser mantida. Isso porque, ao interpretar o art. 93, inciso IX, da Constituição Federal, o Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que, para que uma decisão judicial seja considerada motivada, não se exige o exame pormenorizado de cada alegação ou prova trazida pelas partes, tampouco que sejam corretos os seus fundamentos. Nesse sentido é o Tema 339/STF, segundo o qual "o artigo 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão" (QO no Ag n.791.292/PE). Confira-se, por oportuno, a ementa do acórdão: Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3º e 4º). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O a rt. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral. (AI 791.292 QO-RG, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, julgado em 23/06/2010, REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJe-149 DIVULG 12-08-2010 PUBLIC 13-08-2010 EMENT VOL-02410-06 PP-01289 RDECTRAB v. 18, n. 203, 2011, pp. 113-118) Na espécie, da leitura do julgado questionado, constata-se que foram declinadas as razões pelas quais o colegiado acolheu os embargos de declaração, com efeitos modificativos, para reconhecer a tempestividade recursal e não conhecer do agravo em recurso especial, valendo destacar os seguintes excertos (e-STJ fls. 875-877): "As embargantes, aduzindo a ocorrência de obscuridade, alegam que a situação em apreço não envolve feriado local, mas sim a remessa dos autos físicos digitalizados de maneira incompleta pelo Tribunal de origem, tornando prejudicada a análise de tempestividade do agravo em recurso especial interposto pela via postal. Afirmam que somente com a decisão proferida no âmbito desta Corte tomaram conhecimento desse fato e, na primeira oportunidade, buscaram suprí-lo, anexando cópia da página não virtualizada. Ressaltam que apesar dos documentos apresentados (página não digitalizada e cópias do AR e do comprovante do cliente), a comprovar que o recurso foi postado no dia 17/12/2018, dentro do prazo para interposição do agravo em recurso especial, cuja contagem teve início em 27/11/2018, a intempestividade foi mantida na apreciação dos embargos de declaração e no julgamento do agravointerno. O eminente relator apresentou voto acolhendo parcialmente os embargos de declaração com efeitos modificativos. Como cediço, na dicção do artigo 1.022 do CPC/2015, cabem embargos de declaração contra qualquer decisão judicial para esclarecer obscuridade, eliminar contradição, suprir omissão de ponto ou questão sobre a qual devia se pronunciar o juiz de ofício ou a requerimento, bem como para corrigir erro material. In casu, observa-se que a Presidência desta Corte, às fls. 743-744, não conheceu do agravo em recurso especial interposto pelas ora embargantes, em razão da sua intempestividade, e os embargos de declaração opostos contra referida decisão foram rejeitados às fls. 768-770. Distribuído o feito à relatoria do Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, o colegiado da Primeira Turma negou provimento ao agravo interno e, desse modo, confirmou a intempestividade recursal reconhecida no caso concreto. É de ver-se, contudo, que as embargantes comprovaram, oportunamente, que o agravo em recurso especial foi protocolado tempestivamente via postal e que houve falha na remessa dos autos a esta Corte. De fato, o exame dos autos evidencia que a parte recorrente foi intimada da decisão agravada em 27/11/2018 (fl. 676) e que o agravo em recurso especial foi tempestivamente interposto, via postal, em 17/12/2018 (fls. 754-758). Reconhecida, assim, a tempestividade recursal, procedo o exame do agravo em recurso especial, o qual, no entanto, não comporta conhecimento. Vejamos. Segundo estabelecem os artigos 932, III, do CPC/2015 e 253, parágrafo único, I, do RI/STJ (redação dada pela Emenda Regimental n. 22, de 2016), compete ao agravante impugnar especificamente os fundamentos da decisão que obstou o recurso especial na origem. Assim, além da manifestação do inconformismo, inerente ao ato de irresignação, impõe-se ao recorrente o ônus de contrapor-se, de forma clara e específica, aos fundamentos da decisão agravada, conforme determina a lei processual civil e o princípio da dialeticidade. Com efeito, encontra-se consolidado nesta Corte o entendimento de que incumbe ao agravante infirmar, especificamente, todos os fundamentos da decisão que não admitiu o processamento do recurso especial. A propósito: EAREsp 701.404/SC, Rel. Ministro João Otávio de Noronha, Rel. p/ Acórdão Ministro Luis Felipe Salomão, Corte Especial, DJe 30/11/2018. No caso em apreço, verifica-se que a decisão de não admissão do recurso especial contém os seguintes fundamentos: (i) ausência de prequestionamento; e (ii) incidência da Súmula 7/STJ. Ocorre que as agravantes não impugnaram, especificamente, referidos fundamentos, o que acarreta o não conhecimento do agravo. Nesse sentido: AgInt no AREsp 1.276.237/RS, Rel. Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, DJe 19/12/2018; AgInt no AREsp 718.118/MT, Rel. Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, DJe 18/12/2018; AgInt no AREsp 1.345.064/SP, Rel. Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, DJe 13/12/2018. Com essas considerações, pedindo as mais respeitosas vênias ao eminente Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, acolho os embargos declaração, com efeitos modificativos, reconhecendo a tempestividade recursal, para não conhecer do agravo em recurso especial." Da mesma forma, foram apresentados os motivos para a rejeição dos embargos de declaração opostos na sequência (e-STJ fl. 909): Nos termos do que dispõe o artigo 1.022 do CPC/2015, cabem embargos de declaração contra qualquer decisão judicial para esclarecer obscuridade, eliminar contradição, suprir omissão de ponto ou questão sobre a qual devia se pronunciar o juiz de ofício ou a requerimento, bem como para corrigir erro material. Na espécie, observa-se que o acórdão embargado não conheceu do agravo em recurso especial interposto pela ora embargante em razão da ausência de impugnação específica dos fundamentos da decisão de inadmissão do apelo nobre, quais sejam, (i) ausência de prequestionamento e (ii) incidência da Súmula 7/STJ. A matéria objeto da controvérsia, como visto, encontra-se devidamente fundamentada e motivada, de modo que a pretensão das embargantes evidencia mero inconformismo, na medida em que, sob a pecha de omissão e obscuridade, objetiva o reexame dos seus argumentos, com o intuito claro de atribuir efeito infringente ao decisum, hipótese, porém, a que não se destina o recurso integrativo. Ademais, é vedado a esta Corte apreciar a violação de dispositivos constitucionais, ainda que para fins de prequestionamento, uma vez que o julgamento de matéria de índole constitucional é reservado ao Supremo Tribunal Federal. Advirta-se, por fim, que eventual oposição de novos embargos de declaração sem argumentação plausível para o recurso, apenas para solicitar rejulgamento da controvérsia, pode ensejar a aplicação da multa prevista no artigo 1.026, § 2º, do CPC/2015. Conclui-se, portanto, que os acórdãos encontram-se em consonância com a jurisprudência fixada pela Suprema Corte em repercussão geral, no Tema 339/STF, cumprindo registrar que, nos termos da orientação firmada pelo Pretório Excelso, não se exige que os fundamentos das decisões estejam corretos. Nesse sentido: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO INTERNO. (..) FUNDAMENTAÇÃO SUFICIENTE. QUESTÃO DE ORDEM NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 791.292 - TEMA 339. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. (..) 5. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é pacífica no sentido de que cumpre a regra do art. 93, IX, da CF a decisão judicial que seja fundamentada, ainda que de modo sucinto, sendo desnecessário o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas dos autos (AI 791.292 - Tema 339 da sistemática da repercussão geral). (..) 7. Agravo a que se nega provimento. (Rcl 41510 ED, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 18/08/2020, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-218 DIVULG 31-08-2020 PUBLIC 01- 09-2020.) No mesmo diapasão: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. TEMA 339 DA REPERCUSSÃO GERAL. DECISÃO RECORRIDA EM CONFORMIDADE COM A JURISPRUDÊNCIA DO STF. 1. No julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339), o Supremo Tribunal Federal assentou que o inciso IX do art. 93 da CF/1988 exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente. 2. Decisão recorrida em conformidade com a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 3. Agravo interno a que se nega provimento. Na forma do art. 1.021, §§ 4º e 5º, do Código de Processo Civil de 2015, em caso de votação unânime, fica condenado o agravante a pagar ao agravado multa de um por cento do valor atualizado da causa, cujo depósito prévio passa a ser condição para a interposição de qualquer outro recurso (à exceção da Fazenda Pública e do beneficiário de gratuidade da justiça, que farão o pagamento ao final). (ARE 1266033 AgR, Relator(a): Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, julgado em 05/08/2020, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-204 DIVULG 14-08-2020 PUBLIC 17-08-2020.) Finalmente, observa-se que o acórdão objeto do recurso extraordinário acolheu os embargos de declaração, com efeitos modificativos, para reconhecer a tempestividade recursal e não conhecer do agravo em recurso especialem razão da deficiência da impugnação recursal, que não refutou especificamente todos os fundamentos da decisão atacada. No RE n. 598.365 RG/MG, julgado na sistemática da repercussão geral, definiu-se que "a questão do preenchimento dos pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros Tribunais tem natureza infraconstitucional e a ela são atribuídos os efeitos da ausência de repercussão geral" (Tema 181/STF). A propósito: PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. A questão alusiva ao cabimento de recursos da competência de outros Tribunais se restringe ao âmbito infraconstitucional. Precedentes. Não havendo, em rigor, questão constitucional a ser apreciada por esta nossa Corte, falta ao caso "elemento de configuração da própria repercussão geral", conforme salientou a ministra Ellen Gracie, no julgamento da Repercussão Geral no RE 584.608. (RE 598.365 RG, Relator(a): Min. AYRES BRITTO, julgado em 14/08/2009, DJe-055 DIVULG 25-03-2010 PUBLIC 26-03-2010 EMENT VOL-02395-06 PP-01480 RDECTRAB v. 17, n. 195, 2010, pp. 213-218) No mesmo diapasão: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. OBJETO RECURSAL REJEITADO PELO STF. RE 598.365-RG/MG (TEMA 181). QUESTÃO CONSTITUCIONAL IMPUGNADA ORIGINARIAMENTE. NÃO OCORRÊNCIA. PRECLUSÃO. 1. O objeto deste recurso diz respeito a tema cuja existência de repercussão geral foi rejeitada por esta Corte na análise do RE 598.365-RG/MG, Rel. Min. AYRES BRITTO, tema 181, por se tratar de questão infraconstitucional. 2. Esta Corte firmou entendimento no sentido de que a questão constitucional que serviu de fundamento ao acórdão do juízo de segundo grau deve ser atacada em momento próprio, sob pena de preclusão, apenas sendo admissível recurso extraordinário de acórdão de recurso especial quando, no julgamento deste, originar-se a matéria constitucional impugnada. Precedentes. 3. Agravo interno a que se nega provimento. (ARE 768.691 ED, Relator(a): Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, julgado em 15/06/2018, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-153 DIVULG 31-07-2018 PUBLIC 01-08-2018) Com igual orientação: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENHORA. BEM DE FAMÍLIA. SÚMULA 279 DO STF. REQUISITO DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO DE CORTE DIVERSA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. É inadmissível o recurso extraordinário quando para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, seja necessário o reexame das provas dos autos. Incidência da Súmula 279 do STF. 2. Carece de repercussão geral a discussão acerca dos pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de cortes diversas (Tema 181, RE 598.365). 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC. Verba honorária majorada em (um quarto), nos termos do art. 85, § 11, devendo ser observados os §§ 2º e 3º, CPC. (ARE 1.015.880 AgR, Relator(a): Min. EDSON FACHIN, Segunda Turma, julgado em 29/09/2017, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-247 DIVULG 26-10-2017 PUBLIC 27-10-2017) Por conseguinte, não tendo o acórdão recorrido ultrapassado o juízo de admissibilidade, não há repercussão geral, consoante o Tema 181/STF. Ante o exposto, nega-se provimento ao agravo interno. É o voto.