AREsp 2434084 - DECISAO
Porquanto o acórdão recorrido apresentou fundamentação suficiente nos termos do Tema 339 do STF — que admite fundamentação sucinta sem exigir exame pormenorizado de cada alegação — não ficou caracterizada ofensa ao art. 93, IX, da CF, razão pela qual se negou seguimento ao recurso extraordinário com base no art....
Source-derived case information.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 20 August 2024
- Procedural Posture
- Recurso Extraordinário / Nego Seguimento
- Outcome
- Nego seguimento ao recurso extraordinário.
- Legal Topics
- Fundamentação Das Decisões Judiciais, Repercussão Geral, Negativa De Seguimento, Dosimetria Da Pena
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Procedural Posture
Recurso Extraordinário / Nego Seguimento
Legal Issues
- 1 ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal
- 2 necessidade de fundamentação detalhada versus fundamentação sucinta
- 3 apreciação das alegações relativas à dosimetria da pena
Ratio Decidendi
Porquanto o acórdão recorrido apresentou fundamentação suficiente nos termos do Tema 339 do STF — que admite fundamentação sucinta sem exigir exame pormenorizado de cada alegação — não ficou caracterizada ofensa ao art. 93, IX, da CF, razão pela qual se negou seguimento ao recurso extraordinário com base no art. 1.030, I, a, do CPC.
Court Disposition
Nego seguimento ao recurso extraordinário.
Orders
- Nego seguimento ao recurso extraordinário.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça assim ementado: PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. INSERÇÃO DE DADOS FALSOS EM SISTEMA DE INFORMAÇÃO. REALIZAÇÃO DE SERVIÇOS COMUNITÁRIOS POR CONDENADOS. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. I - A ausência de impugnação aos fundamentos da decisão agravada que não conheceu do agravo em recurso especial atrai a incidência do óbice da Súmula n.182, STJ. II - Neste agravo regimental, a insurgente, sem rebater todos os fundamentos da decisão agravada, aduziu ter indicado "claramente a necessidade de reforma do acórdão, inclusive demonstrando divergência jurisprudencial da matéria aventada" (fl. 857), além de reiterar os argumentos apresentados no apelo nobre. Contudo, nada foi tratado nas razões do agravo regimental acerca da ausência de impugnação aos óbices das Súmulas n. 7 e 83, STJ. Agravo regimental não conhecido. Os embargos de declaração opostos na sequência foram rejeitados. A parte recorrente alega a existência de repercussão geral da matéria debatida e de contrariedade, no acórdão impugnado, ao art. 93, IX, da Constituição Federal. Nesse sentido, argumenta ter havido afronta ao dever de fundamentação das decisões judiciais, porquanto o acórdão recorrido não teria apreciado as alegações relacionadas à dosimetria da pena suscitadas em seus recursos. Requer, ao final, a admissão do recurso, bem como a remessa dos autos ao Supremo Tribunal Federal. É o relatório. Quanto à questão da adequada fundamentação das decisões judiciais, a Suprema Corte, ao apreciar o Tema n. 339, sob o regime da repercussão geral, firmou a seguinte tese vinculante: O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas. Por isso, para que um acórdão ou decisão seja considerado fundamentado, conforme definido pelo STF, não é necessário que tenham sido apreciadas todas as alegações feitas pelas partes, desde que haja motivação considerada suficiente para a solução da controvérsia. Nesse contexto, a caracterização de ofensa ao art. 93, IX, da CF não está relacionada ao acerto ou desacerto atribuído ao julgado, ainda que a parte recorrente considere sucinta ou incompleta a análise das alegações recursais. No caso dos autos, foram apresentados, de forma satisfatória, os fundamentos da conclusão alcançada no julgado recorrido, que não conheceu do recurso dirigido a esta Corte Superior, o que inviabiliza o exame pretendido pela parte recorrente, relacionado às questões de mérito submetidas ao STJ. Portanto, demonstrado que houve prestação jurisdicional compatível com a tese fixada pelo STF no Tema n. 339 sob o regime da repercussão geral, é inviável o prosseguimento do recurso extraordinário, que deve ter o seguimento negado. Ante o exposto, com amparo no art. 1.030, I, a, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. Anoto que contra decisões que negam seguimento a recurso extraordinário não é cabível agravo em recurso extraordinário (previsto no art. 1.042 do CPC), conforme disposto no § 2º do art. 1.030 do CPC. Publique-se. Intimem-se. EMENTA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. FUNDAMENTAÇÃO DO JULGADO RECORRIDO. SUFICIÊNCIA. TEMA N. 339 DO STF. CONFORMIDADE COM A TESE FIXADA EM REPERCUSSÃO GERAL. ART. 1.030, I, A, DO CPC. NEGATIVA DE SEGUIMENTO.