HC 952846 - DECISAO
O habeas corpus não foi conhecido por ausência de exaurimento de instância, tendo em vista que a decisão impugnada foi proferida monocraticamente pelo desembargador do Tribunal de origem, sendo necessário que a matéria seja submetida ao colegiado daquele Tribunal; por esse motivo, negou-se a concessão liminar com...
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- Parties
- Paciente: GERSON MOREIRA MOROZEWSKY; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RONDÔNIA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 16 October 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Liminar Indeferida
- Outcome
- Habeas Corpus indeferido liminarmente
- Legal Topics
- Fundamentação Da Sentença, Princípio Da Publicidade, Detração Penal, Regime Prisional, Reincidência, Confissão Como Atenuante, Exaurimento De Instância, Impetração Contra Decisão Monocrática
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Parties
GERSON MOREIRA MOROZEWSKY
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RONDÔNIA
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Liminar Indeferida
Legal Issues
- 1 constrangimento ilegal por ausência de fundamentação da sentença
- 2 violação do princípio da publicidade por não anexação de mídia
- 3 não consideração da confissão como atenuante
Ratio Decidendi
O habeas corpus não foi conhecido por ausência de exaurimento de instância, tendo em vista que a decisão impugnada foi proferida monocraticamente pelo desembargador do Tribunal de origem, sendo necessário que a matéria seja submetida ao colegiado daquele Tribunal; por esse motivo, negou-se a concessão liminar com fundamento no RISTJ e na jurisprudência do STJ.
Court Disposition
Habeas Corpus indeferido liminarmente
Orders
- Indefiro liminarmente o Habeas Corpus.
- Cientifique-se o Ministério Público Federal.
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de Habeas Corpus impetrado em favor de GERSON MOREIRA MOROZEWSKY em que se aponta como aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RONDÔNIA (HC n. 0816100-71.2024.8.22.0000). Consta dos autos que o paciente foi condenado à pena de 4 (quatro) anos e 1 (um) mês de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do delito capitulado no art. 155, caput, e art. 155, § 5º , do Código Penal, na forma do art. 71 do CP. Alega o impetrante a ocorrência de constrangimento ilegal decorrente da decisão monocrática que não conheceu do writ impetrado na origem. Em suas razões, sustenta a ocorrência de constrangimento ilegal, devido à ausência de fundamentação da sentença condenatória e considerando-se a violação do princípio constitucional da publicidade, em razão da não anexação da mídia contendo o relatório e a fundamentação da sentença. Defende que "o argumento de que a simples anexação tardia da mídia contendo a fundamentação da sentença resolveria o problema do processo é incorreto e insuficiente" (fl. 13). Alega que "o réu confessou voluntariamente o crime, mas o magistrado de primeiro grau não levou em conta essa atenuante no momento de calcular a pena, o que aumentou indevidamente a sanção aplicada " (fl. 6), bem como aduz que a reincidência, por si só, não é obstáculo para a fixação de um regime prisional mais brando. Salienta que o tempo de prisão provisória deveria ter sido computado na pena final por meio da detração penal. Requer, em suma, a imediata soltura do paciente ou a readequação do regime prisional para o semiaberto para o início de cumprimento da pena . É o relatório. Decido. O writ não merece prosperar. A decisão combatida foi proferida monocraticamente pelo Desembargador relator na origem, não havendo, pois, deliberação colegiada do Tribunal a quo sobre a matéria trazida na presente impetração, o que inviabiliza o seu conhecimento por esta Corte Superior devido à ausência de exaurimento de instância. Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. INTERPOSIÇÃO DE DOIS RECURSOS. PRINCÍPIO DA UNIRRECORRIBILIDADE E DA PRECLUSÃO CONSUMATIVA. INVIABILIDADE DE ANÁLISE DO ÚLTIMO. TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. WRIT CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA. QUESTÃO NÃO APRECIADA PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. NECESSIDADE DE INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. .. 2. Não é cabível a impetração de habeas corpus contra decisão monocrática de desembargador, sendo necessária a interposição de recurso para submissão do decisum ao colegiado competente a fim de que ocorra o exaurimento de instância (art. 105, II, a, da Constituição Federal). .. (AgRg no HC n. 743.582/SP, Rel. Ministro João Otávio de Noronha, Quinta Turma, DJe de 17.6.2022.) EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EM HABEAS CORPUS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE. WRIT IMPETRADO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA. NÃO CABIMENTO. 1. Esta Corte entende que não é cabível a impetração do writ contra decisão monocrática proferida pelo Tribunal de origem, tendo em vista ser necessária a interposição do recurso adequado para a submissão do respectivo decisum ao colegiado daquele Tribunal, de modo a exaurir referida instância. Precedentes do STJ. 2. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento. (EDcl no RHC n. 160.065/PE, Rel. Ministro Olindo Menezes (Desembargador Convocado do TRF 1ª Região), Sexta Turma, DJe de 11.3.2022.) Ante o exposto, com fundamento no art. 21-E, IV, c/c o art. 210, ambos do RISTJ, indefiro liminarmente o presente Habeas Corpus. Cientifique-se o Ministério Público Federal. Publique-se. Intimem-se. EMENTA