REsp 1874851 - ACORDAO
Negou-se provimento ao agravo regimental porque o acórdão recorrido apresentou fundamentação suficiente nos termos do Tema 339/STF; as questões relativas ao preenchimento dos pressupostos de admissibilidade são de natureza infraconstitucional e, portanto, não ostentam repercussão geral (Tema 181/STF), impedindo o...
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- Parties
- Agravante: PAULO AUGUSTO MILANI
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 16 August 2021
- Procedural Posture
- Agravo Regimental / Julgamento Na Corte Especial (decisão Que Negou Provimento)
- Outcome
- Agravo regimental não provido (negado provimento).
- Legal Topics
- Fundamentação De Decisões Judiciais, Repercussão Geral, Pressupostos De Admissibilidade, Negativa De Seguimento, Tema 339/stf, Tema 181/stf, Prequestionamento, Inovação Recursal
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Parties
PAULO AUGUSTO MILANI
Agravante
Procedural Posture
Agravo Regimental / Julgamento Na Corte Especial (decisão Que Negou Provimento)
Legal Issues
- 1 se o acórdão recorrido carecia de fundamentação nos termos do art. 93, IX, da CF
- 2 se havia repercussão geral na matéria relativa ao preenchimento dos pressupostos de admissibilidade de recurso
- 3 se as teses apontadas estavam prequestionadas e se houve inovação recursal ou protelação
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo regimental porque o acórdão recorrido apresentou fundamentação suficiente nos termos do Tema 339/STF; as questões relativas ao preenchimento dos pressupostos de admissibilidade são de natureza infraconstitucional e, portanto, não ostentam repercussão geral (Tema 181/STF), impedindo o exame do mérito constitucional indicado; além disso, parte das teses não foi prequestionada ou constituía inovação recursal, configurando óbices processuais ao conhecimento do recurso.
Court Disposition
Agravo regimental não provido (negado provimento).
Orders
- Negado provimento ao agravo regimental.
Full Case Text
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2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da CORTE ESPECIAL do Superior Tribunal de Justiça, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Francisco Falcão, Nancy Andrighi, Laurita Vaz, João Otávio de Noronha, Maria Thereza de Assis Moura, Herman Benjamin, Og Fernandes, Luis Felipe Salomão, Mauro Campbell Marques, Benedito Gonçalves, Raul Araújo, Paulo de Tarso Sanseverino e Maria Isabel Gallotti votaram com o Sr. Ministro Relator. Licenciado o Sr. Ministro Felix Fischer. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Humberto Martins. EMENTA AGRAVO REGIMENTAL. NEGATIVA DE SEGUIMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. FALTA DE FUNDAMENTAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. NÃO OCORRÊNCIA. TEMA 339/STF. PREENCHIMENTO DOS PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE RECURSAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. TEMA 181/STF. DESPROVIMENTO DO RECLAMO. 1. As decisões judiciais devem ser fundamentadas, ainda que de forma sucinta, não se exigindo a análise pormenorizada de cada prova ou alegação das partes, nem que sejam corretos os seus fundamentos (Tema 339/STF). 2. A insurgência quanto ao preenchimento dos pressupostos de admissibilidade de recurso de competência deste Superior Tribunal de Justiça tem natureza infraconstitucional, sem repercussão geral (Tema 181/STF). 3. Agravo regimental não provido.
RELATÓRIO Trata-se de agravo regimental interposto por PAULO AUGUSTO MILANI contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário, assim ementada (e-STJ fl. 1114): RECURSO EXTRAORDINÁRIO. FALTA DE FUNDAMENTAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. NÃO OCORRÊNCIA. TEMA 339/STF. PREENCHIMENTO DOS PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE RECURSAL. TEMA 181/STF. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. SEGUIMENTO NEGADO. Insiste o agravante nas violações da Constituição Federal, bem como na existência de repercussão geral, argumentando não serem aplicáveis os Temas 339 e 181 do Supremo Tribunal Federal. Para tanto, reforça a ausência de fundamentação do decisum atacado quanto aos argumentos mencionados no recurso extraordinário pelo insurgente. Destaca que não foram analisados por esta Corte os pleitos de reconhecimento de crime único, inaplicabilidade ou desproporcionalidade da causa de aumento da pena e reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva. Requer o provimento da insurgência para fins de reforma da decisão agravada. Contrarrazões às e-STJ fls. 1141/1143. É o relatório. EMENTA AGRAVO REGIMENTAL. NEGATIVA DE SEGUIMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. FALTA DE FUNDAMENTAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. NÃO OCORRÊNCIA. TEMA 339/STF. PREENCHIMENTO DOS PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE RECURSAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. TEMA 181/STF. DESPROVIMENTO DO RECLAMO. 1. As decisões judiciais devem ser fundamentadas, ainda que de forma sucinta, não se exigindo a análise pormenorizada de cada prova ou alegação das partes, nem que sejam corretos os seus fundamentos (Tema 339/STF). 2. A insurgência quanto ao preenchimento dos pressupostos de admissibilidade de recurso de competência deste Superior Tribunal de Justiça tem natureza infraconstitucional, sem repercussão geral (Tema 181/STF). 3. Agravo regimental não provido. VOTO Inicialmente, tendo em vista que a decisão impugnada foi publicada em 05.5.2021 (e-STJ fl. 1121), cumpre atestar a tempestividade da insurgência, pois interposta no dia 10.5.2021 (e-STJ fl. 1134), ou seja, dentro do prazo recursal. Não obstante as razões declinadas pelo agravante, a decisão monocrática deve ser mantida. Isso porque, ao interpretar o art. 93, inciso IX, da Constituição Federal, o Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que, para que uma decisão judicial seja considerada motivada, não se exige o exame pormenorizado de cada alegação ou prova trazida pelas partes, tampouco que sejam corretos os seus fundamentos. Nesse sentido é o Tema 339/STF, segundo o qual "o artigo 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão" (QO no Ag n. 791.292/PE). Confira-se, por oportuno, a ementa do acórdão: Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3º e 4º). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O a rt. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral. (AI 791.292 QO-RG, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, julgado em 23/06/2010, REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJe-149 DIVULG 12-08-2010 PUBLIC 13-08-2010 EMENT VOL-02410-06 PP-01289 RDECTRAB v. 18, n. 203, 2011, pp. 113-118) Na espécie, da leitura do julgado questionado, constata-se que foram declinadas as razões pelas quais o colegiado negou provimento ao agravo regimental, valendo destacar o seguinte excerto (e-STJ fls. 757/758): .. Conforme destacado, não se verifica a alegada violação do arts. 619 e 620, ambos do CPP, na medida em que o acórdão proferido pelo Tribunal de origem enfrentou os pontos apresentados pela defesa nas razões do apelo, que não buscou revisar a pena quanto à majorante prevista no art. 12, I, da Lei 8.137/90, tampouco reconhecer a prescrição. Ora, é cabível a oposição de embargos de declaração quando houver ambiguidade, obscuridade, contradição ou omissão, não cabendo aclaratórios para apreciar tese sequer ventilada nas razões do apelo, como caso. Nesse contexto, não houve o prequestionamento das teses concernentes a alegada violação dos arts. 110, § 2º, do CP, 61 e 93, ambos do CPP e 12, I, da Lei n. 8.137/90, incidindo o óbice da Súmula 282/STJ. Por outro lado, não há falar em prescrição da pretensão punitiva, uma vez que, nos termos da Súmula Vinculante n. 24, "O termo inicial da prescrição dos crimes materiais tributários é a data do lançamento definitivo, após o encerramento do procedimento administrativo-fiscal, visto que, somente a partir daí, consoante entendimento do Supremo Tribunal Federal, está caracterizado o elemento normativo do tipo penal e preenchida a condição objetiva de punibilidade" (AgRg no REsp 1430892/PB, Rel. Ministro ROGERIO SCHIETTI CRUZ, SEXTA TURMA, julgado em 15/03/2018, DJe 27/03/2018). No caso, o lapso prescricional é de 8 anos, nos termos do art. 109, IV, do Código Penal, considerando a pena aplicada em 3 anos de reclusão, desconsiderado o aumento pela continuidade delitiva (art. 119 do CP). Assim, não se verifica o transcurso do prazo prescricional entre o lançamento definitivo do crédito tributário (4/5/2010), o recebimento da denúncia (8/9/2011) e a publicação da sentença condenatória (19/5/2017). Ante o exposto, voto por negar provimento ao agravo regimental. E, da fundamentação dos aclaratórios, extrai-se o seguinte trecho (e-STJ fls. 808/809): .. Nos termos do art. 619 do Código de Processo Penal, é cabível a oposição de embargos de declaração quando houver ambiguidade, obscuridade, contradição ou omissão. No caso, não há falar em vício no acórdão embargado, pois a matéria foi decidida com a devida e clara fundamentação. Do excerto, observa-se fundamentação de não conhecimento dos apelo nobre no tocante à apontada violação dos arts. 110, § 2º, do CP, 61 e 93, ambos do CPP e 12, I, da Lei n. 8.137/90, em razão do óbice da Súmula n. 282 do STF, uma vez que as teses relativas à prescrição da pretensão punitiva e à redução da reprimenda não foram devidamente prequestionadas. De todo modo, foi afastado o reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva no caso vertente, porquanto, levando em consideração o disposto na Súmula Vinculante 24, que considera como data dos fatos o lançamento definitivo do crédito tributário, não houve o transcurso do prazo prescricional superior a 8 anos entre a data do lançamento definitivo do crédito tributário em 4/5/2010, do recebimento da denúncia em 8/9/2011 e da publicação da sentença condenatória em 19/5/2017. Ora, o fato de a decisão ser contrária ao entendimento do embargante não configura omissão ou qualquer outro vício passível de exame em embargos de declaração. Observa-se, portanto, que se pretende apenas a rediscussão da matéria, visando alterar a conclusão que resultou desfavorável, o que é incabível na via eleita. Ante o exposto, voto por rejeitar os embargos de declaração. Destaque-se, também, a fundamentação dos segundos embargos de declaração (e-STJ fls. 862/863): Inicialmente, como bem observado pelo Ministério Público Estadual em sua impugnação, o pleito absolutório, calcado na suposta ausência de comprovação do dolo específico, e o pleito alternativo de reconhecimento de crime único são teses defensivas inteiramente novas, não tendo sido suscitadas ou debatidas em quaisquer das decisões proferidas ao longo do caderno processual (fl. 843), o que constitui notória inovação recursal, e de onde não há que se falar em omissão. Ademais, como já assinalado na decisão embargada, não há falar em omissão, porquanto presente fundamentação idônea no acórdão objurgado, no sentido da inexistência de vícios no acórdão embargado, revelando nítida pretensão de rediscussão da matéria, visando alterar a conclusão que lhe resultou desfavorável, incabível na via dos aclaratórios. Novamente, vem o embargante opor novos embargos com o mesmo propósito, com base na mesma alegação de omissão, já afastada nos julgamentos anteriores. Assim, a reiterada insistência dos recorrentes evidencia nítido caráter protelatório do recurso, configurando abuso do direito de defesa. Ante o exposto, voto por rejeitar os embargos de declaração. Conclui-se, portanto, que o acórdão encontra-se em consonância com a jurisprudência fixada pela Suprema Corte em repercussão geral, no Tema 339/STF. Nesse sentido: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO INTERNO. (..) FUNDAMENTAÇÃO SUFICIENTE. QUESTÃO DE ORDEM NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 791.292 - TEMA 339. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. (..) 5. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é pacífica no sentido de que cumpre a regra do art. 93, IX, da CF a decisão judicial que seja fundamentada, ainda que de modo sucinto, sendo desnecessário o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas dos autos (AI 791.292 - Tema 339 da sistemática da repercussão geral). (..) 7. Agravo a que se nega provimento. (Rcl 41510 ED, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 18/08/2020, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-218 DIVULG 31-08-2020 PUBLIC 01- 09-2020.) No mesmo diapasão: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. TEMA 339 DA REPERCUSSÃO GERAL. DECISÃO RECORRIDA EM CONFORMIDADE COM A JURISPRUDÊNCIA DO STF. 1. No julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339), o Supremo Tribunal Federal assentou que o inciso IX do art. 93 da CF/1988 exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente. 2. Decisão recorrida em conformidade com a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 3. Agravo interno a que se nega provimento. Na forma do art. 1.021, §§ 4º e 5º, do Código de Processo Civil de 2015, em caso de votação unânime, fica condenado o agravante a pagar ao agravado multa de um por cento do valor atualizado da causa, cujo depósito prévio passa a ser condição para a interposição de qualquer outro recurso (à exceção da Fazenda Pública e do beneficiário de gratuidade da justiça, que farão o pagamento ao final). (ARE 1266033 AgR, Relator(a): Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, julgado em 05/08/2020, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-204 DIVULG 14-08-2020 PUBLIC 17-08-2020.) Finalmente, observa-se que o acórdão objeto do recurso extraordinário negou provimento ao agravo regimental, pois quanto à alegada violação ao art. 110, § 2º, do CP, arts. 61 e 93, ambos do CPP e 12, I, da Lei n. 8.137/90, aplicou o enunciado da Súmula 282/STF, em razão da ausência de prequestionamento das teses. E, no que diz respeito ao pleito absolutório e o reconhecimento de crime único, esta Corte Superior entendeu que constituiria inovação recursal, o que impediu, por consequência, a análise do mérito recursal nesses pontos. No RE n. 598.365 RG/MG, julgado na sistemática da repercussão geral, definiu-se que "a questão do preenchimento dos pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros Tribunais tem natureza infraconstitucional e a ela são atribuídos os efeitos da ausência de repercussão geral" (Tema 181/STF). A propósito: PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. A questão alusiva ao cabimento de recursos da competência de outros Tribunais se restringe ao âmbito infraconstitucional. Precedentes. Não havendo, em rigor, questão constitucional a ser apreciada por esta nossa Corte, falta ao caso "elemento de configuração da própria repercussão geral", conforme salientou a ministra Ellen Gracie, no julgamento da Repercussão Geral no RE 584.608. (RE 598.365 RG, Relator(a): Min. AYRES BRITTO, julgado em 14/08/2009, DJe-055 DIVULG 25-03-2010 PUBLIC 26-03-2010 EMENT VOL-02395-06 PP-01480 RDECTRAB v. 17, n. 195, 2010, pp. 213-218) No mesmo diapasão: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. OBJETO RECURSAL REJEITADO PELO STF. RE 598.365-RG/MG (TEMA 181). QUESTÃO CONSTITUCIONAL IMPUGNADA ORIGINARIAMENTE. NÃO OCORRÊNCIA. PRECLUSÃO. 1. O objeto deste recurso diz respeito a tema cuja existência de repercussão geral foi rejeitada por esta Corte na análise do RE 598.365-RG/MG, Rel. Min. AYRES BRITTO, tema 181, por se tratar de questão infraconstitucional. 2. Esta Corte firmou entendimento no sentido de que a questão constitucional que serviu de fundamento ao acórdão do juízo de segundo grau deve ser atacada em momento próprio, sob pena de preclusão, apenas sendo admissível recurso extraordinário de acórdão de recurso especial quando, no julgamento deste, originar-se a matéria constitucional impugnada. Precedentes. 3. Agravo interno a que se nega provimento. (ARE 768.691 ED, Relator(a): Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, julgado em 15/06/2018, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-153 DIVULG 31-07-2018 PUBLIC 01-08-2018) Com igual orientação: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENHORA. BEM DE FAMÍLIA. SÚMULA 279 DO STF. REQUISITO DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO DE CORTE DIVERSA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. É inadmissível o recurso extraordinário quando para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, seja necessário o reexame das provas dos autos. Incidência da Súmula 279 do STF. 2. Carece de repercussão geral a discussão acerca dos pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de cortes diversas (Tema 181, RE 598.365). 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC. Verba honorária majorada em (um quarto), nos termos do art. 85, § 11, devendo ser observados os §§ 2º e 3º, CPC. (ARE 1.015.880 AgR, Relator(a): Min. EDSON FACHIN, Segunda Turma, julgado em 29/09/2017, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-247 DIVULG 26-10-2017 PUBLIC 27-10-2017) Por conseguinte, não tendo o acórdão recorrido ultrapassado o juízo de admissibilidade, não há repercussão geral, consoante o Tema 181/STF, sendo inviável a análise da violação dos artigos da Constituição Federal aventada no recurso extraordinário. Ante o exposto, nega-se provimento ao agravo regimental. É o voto.