AREsp 2650618 - ACORDAO
O agravo interno foi desprovido porque não apresentou argumentos hábeis para alterar os fundamentos da decisão agravada, a qual corretamente reconheceu a legitimidade da União e assinalou que eventual modificação exigiria reexame de matéria fático-probatória, atraindo a incidência da Súmula 7 do STJ.
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: UNIÃO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 March 2025
- Procedural Posture
- Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Colegiado Pela Segunda Turma (decisão Negando Provimento)
- Outcome
- Agravo interno desprovido
- Legal Topics
- Fundamentação Genérica, Legitimidade Passiva Da União, Responsabilidade Civil Da União, Súmula 7 Do STJ
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Summary, issues, holding and outcome
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Parties
UNIÃO
Agravante
Procedural Posture
Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Colegiado Pela Segunda Turma (decisão Negando Provimento)
Legal Issues
- 1 legitimidade da UNIÃO para figurar no polo passivo da demanda
- 2 aplicabilidade da Súmula 7 do STJ à hipótese de reexame de matéria fático-probatória
- 3 suficiência da fundamentação do agravo interno
Ratio Decidendi
O agravo interno foi desprovido porque não apresentou argumentos hábeis para alterar os fundamentos da decisão agravada, a qual corretamente reconheceu a legitimidade da União e assinalou que eventual modificação exigiria reexame de matéria fático-probatória, atraindo a incidência da Súmula 7 do STJ.
Court Disposition
Agravo interno desprovido
Orders
- Agravo interno desprovido
- Negou provimento ao recurso
Full Case Text
Judgment text and source record
2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEGUNDA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 20/02/2025 a 26/02/2025, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Francisco Falcão, Maria Thereza de Assis Moura, Marco Aurélio Bellizze e Teodoro Silva Santos votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Afrânio Vilela. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AGRAVO INTERNO CONTRA DECISÃO QUE CONHECEU DO AGRAVO E CONHECEU PARCIALMENTE DO RECURSO ESPECIAL. FUNDAMENTAÇÃO GENÉRICA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. A ausência de argumentos hábeis para alterar os fundamentos da decisão ora agravada torna incólume o entendimento nela firmado. 2. Agravo interno desprovido.
RELATÓRIO MINISTRO AFRÂNIO VILELA: Em análise, agravo interno interposto pela UNIÃO contra decisão que conheceu do agravo para conhecer parcialmente do recurso especial e, nessa extensão, negar-lhe provimento. Sustenta a parte recorrente, em suma, que: a) "não teve qualquer participação no ato lesivo que eventualmente foi o causador dos danos supostamente sofridos" (fl. 1.064); b) "caberia à parte autora ajuizar a demanda vertente tão somente em face da citada autarquia fundacional, cuja responsabilidade é primária, apenas respondendo a União Federal em caso de não possuir a FUNASA meios efetivos para reparar os danos causados, o que não é o caso" (fl. 1.065). Devidamente intimada, a parte agravada não apresentou contraminuta (fl. 1.073). É o relatório. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AGRAVO INTERNO CONTRA DECISÃO QUE CONHECEU DO AGRAVO E CONHECEU PARCIALMENTE DO RECURSO ESPECIAL. FUNDAMENTAÇÃO GENÉRICA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. A ausência de argumentos hábeis para alterar os fundamentos da decisão ora agravada torna incólume o entendimento nela firmado. 2. Agravo interno desprovido. VOTO MINISTRO AFRÂNIO VILELA (Relator): Conheço do recurso, porquanto presentes os seus pressupostos intrínsecos e extrínsecos de admissibilidade. O agravo interno não merece prosperar, pois a ausência de argumentos hábeis para alterar os fundamentos da decisão ora agravada torna incólume o entendimento nela firmado. Com efeito, em que pese as alegações da parte recorrente, a decisão agravada expôs, de forma clara, entendimento no sentido de que a UNIÃO é parte legítima para figurar no polo passivo da demanda, conforme orientação pacífica desta Corte. Ainda, apontou que eventual alteração da conclusão do Tribunal de origem, acerca da responsabilidade civil da UNIÃO pelos danos relacionados à exposição de agente tóxico, ensejaria o necessário reexame da matéria fático-probatória dos autos, atraindo, por conseguinte, a incidência da Súmula 7 do STJ. Isso posto, nego provimento ao recurso.