REsp 1992754 - DECISAO
Por ausência de prequestionamento da tese recursal no acórdão recorrido, não há identidade entre os arestos confrontados, não sendo possível demonstrar divergência jurisprudencial exigida pelo art. 105, III, alínea "c", da CF/88; assim, conheceu-se do agravo para não conhecer do recurso especial.
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- Parties
- Agravante: VALDEMIR APARECIDO DONIZETI DOMINGUES
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 10 September 2021
- Procedural Posture
- Agravo / Decisão Sobre Agravo Para Não Conhecimento Do Recurso Especial
- Outcome
- Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial
- Legal Topics
- Fungibilidade Recursal, Instrumentalidade Do Recurso, Prequestionamento, Divergência Jurisprudencial, Art. 1.010 Do CPC
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Parties
VALDEMIR APARECIDO DONIZETI DOMINGUES
Agravante
Procedural Posture
Agravo / Decisão Sobre Agravo Para Não Conhecimento Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 Aplicabilidade do princípio da fungibilidade e da instrumentalidade recursal quando a apelação é equivocadamente denominada recurso inominado (art. 1.010 do CPC)
- 2 Exigência do prequestionamento e identidade entre arestos para configuração de divergência jurisprudencial apta ao conhecimento do recurso especial (art. 105, III, alínea "c", CF/88)
Ratio Decidendi
Por ausência de prequestionamento da tese recursal no acórdão recorrido, não há identidade entre os arestos confrontados, não sendo possível demonstrar divergência jurisprudencial exigida pelo art. 105, III, alínea "c", da CF/88; assim, conheceu-se do agravo para não conhecer do recurso especial.
Court Disposition
Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de agravo apresentado por VALDEMIR APARECIDO DONIZETI DOMINGUES contra a decisão que não admitiu seu recurso especial, fundamentado no artigo 105, inciso III, alínea "c", da CF/88, que visa reformar acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO, assim resumido: RECURSO INOMINADO INTERPOSIÇÃO CONTRA SENTENÇA PROFERIDA EM AÇÃO PROCESSADA SOB O RITO ORDINÁRIO IMPOSSIBILIDADE INADMISSIBILIDADE RECURSAL MANIFESTA ERRO GROSSEIRO INAPLICABILIDADE DO PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE RECURSAL PACÍFICA JURISPRUDÊNCIA DESTA CORTE DE JUSTIÇA ESTADUAL RECURSO NÃO CONHECIDO. Quanto à controvérsia, aponta dissídio jurisprudencial sobre a interpretação do art. 1.010 do CPC, no que concerne à aplicabilidade do princípio da instrumentalidade e da fungibilidade recursal em razão do preenchimento de todos os requisitos do recurso de apelação em sua peça identificada como recurso inominado, trazendo o(s) seguinte(s) argumento(s): Aqui também, destarte, a divergência de entendimentos entre o v. acórdão recorrido e o paradigma é manifesta, pois, enquanto aquele, partindo de idêntico fundamento, qual seja: inaplicabilidade do princípio da fungibilidade recursal aos casos em que a apelação é equivocadamente nomeada como recurso inominado, o precedente apontado demonstra, em sentido oposto, que, se o a parte houve nomeado, por um lapso, a apelação como recurso inominado, não há que se falar em não conhecimento por erro grosseiro, desde que preenchidos os pressupostos de admissibilidade próprios do apelo - art. 1.010 do Código de Processo Civil (fl. 204). É, no essencial, o relatório. Decido. Na espécie, verifica-se que a tese recursal que serve de base para o dissídio jurisprudencial não foi examinada pela Corte de origem sob o viés pretendido pela parte recorrente. Dessa forma, reconhecida a ausência de prequestionamento da tese recursal objeto da divergência, inviável a demonstração do referido dissenso em razão da inexistência de identidade entre os arestos confrontados, requisito indispensável ao conhecimento do recurso especial pela alínea "c" do permissivo constitucional. Nesse sentido: "A ausência de debate, no acórdão recorrido, acerca da tese recursal, também inviabiliza o conhecimento do recurso especial pela divergência jurisprudencial, pois, sem discussão prévia pela instância pretérita, fica inviabilizada a demonstração de que houve adoção de interpretação diversa". (AgRg no AREsp n. 1.800.432/DF, relatora Ministra Laurita Vaz, Sexta Turma, DJe de 25/03/2021.) Sobre o tema, confira-se ainda o seguinte julgado: AgInt no AREsp n. 1.516.702/BA, Rel. Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, DJe de 17/12/2020. Ante o exposto, com base no art. 21-E, V, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, conheço do agravo para não conhecer do recurso especial. Publique-se. Intimem-se.