REsp 2151488 - DECISAO
O recurso especial foi desprovido porque o Tribunal de origem concluiu, com fundamento probatório, que o uso de força policial foi necessário e não contaminou as provas; o princípio da insignificância não se aplica (valor da res furtiva superior a 10% do salário mínimo e conduta subsequente danosa/ofensiva); os maus antecedentes foram corretamente valorados, pois as condenações consideradas foram extintas há menos de 10 anos, alinhando-se ao Tema 150 do STF; a exasperação da pena-base em 1/6 apresentou fundamentação adequada; a atenuante do art. 66 do CP não se justifica; e o regime inicial foi fixado com fundamentação idônea, sendo a detração matéria do juízo da execução penal.
- Parties
- Recorrente: MAISON JOSE VENTURA MOSQUINI; Manifestante/parte: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 August 2024
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento (decisão De Conhecimento Parcial E Mérito)
- Outcome
- conheço parcialmente e, nessa parte, nego provimento ao recurso especial
- Legal Topics
- Furto, Dano Qualificado (contra Patrimônio Público), Desacato, Prisão Em Flagrante, Nulidade Das Provas, Princípio Da Insignificância, Dosimetria Da Pena, Maus Antecedentes, Direito Ao Esquecimento, Atenuante Inominada (art. 66 Cp), Regime Inicial De Cumprimento Da Pena, Detração Penal, Revisão Fático Probatória (súmula 7/stj)
Case Brief
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Parties
MAISON JOSE VENTURA MOSQUINI
Recorrente
Ministério Público Federal
Manifestante/parte
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento (decisão De Conhecimento Parcial E Mérito)
Legal Issues
- 1 uso de força policial e nulidade da prisão em flagrante
- 2 aplicação do princípio da insignificância ao furto
- 3 valoração de maus antecedentes e alcance do período depurador
Ratio Decidendi
O recurso especial foi desprovido porque o Tribunal de origem concluiu, com fundamento probatório, que o uso de força policial foi necessário e não contaminou as provas; o princípio da insignificância não se aplica (valor da res furtiva superior a 10% do salário mínimo e conduta subsequente danosa/ofensiva); os maus antecedentes foram corretamente valorados, pois as condenações consideradas foram extintas há menos de 10 anos, alinhando-se ao Tema 150 do STF; a exasperação da pena-base em 1/6 apresentou fundamentação adequada; a atenuante do art. 66 do CP não se justifica; e o regime inicial foi fixado com fundamentação idônea, sendo a detração matéria do juízo da execução penal.
Court Disposition
conheço parcialmente e, nessa parte, nego provimento ao recurso especial
Orders
- Intimem-se.
Full Case Text
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