AREsp 2192422 - DECISAO
Conheceu-se do agravo e deu-se parcial provimento ao recurso especial: não se reconheceu nulidade pela ausência de intimação da defesa, porquanto o descumprimento do acordo justificou a rescisão e a comunicação ao juízo cabe ao Ministério Público; entretanto, aplicou-se o privilégio do art. 155, § 2º do Código Penal em razão da primariedade, do pequeno valor dos bens subtraídos e da inexistência de qualificadoras que impedissem a redução, fixando-se a pena definitiva em 8 meses de reclusão e 6 dias-multa, substituída por pena restritiva de direitos consistente em prestação pecuniária equivalente a um salário mínimo, a ser determinada pelo juízo da execução.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 23 December 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Conhecimento E Julgamento Do Recurso Especial
- Outcome
- Conheço do agravo e dou parcial provimento ao recurso especial para aplicar o art. 155, § 2º, do Código Penal, fixando a pena definitiva em 8 meses de reclusão e 6 dias-multa, substituída por pena restritiva de direitos consistente em prestação pecuniária equivalente a um salário mínimo.
- Legal Topics
- Furto, Acordo De Não Persecução Penal, Revogação Da Suspensão Condicional Do Processo, Privilégio Do Art. 155, § 2º Do Código Penal, Intimação Da Defesa, Prequestionamento, Súmulas
Case Brief
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Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Conhecimento E Julgamento Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 nulidade da decisão que revogou o acordo de não persecução penal por ausência de pedido ministerial e de prévia intimação da defesa
- 2 aplicação do privilégio previsto no art. 155, § 2º, do Código Penal
- 3 necessidade ou não de intimação pessoal do beneficiário/defensor em casos de revogação obrigatória vs. facultativa
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo e deu-se parcial provimento ao recurso especial: não se reconheceu nulidade pela ausência de intimação da defesa, porquanto o descumprimento do acordo justificou a rescisão e a comunicação ao juízo cabe ao Ministério Público; entretanto, aplicou-se o privilégio do art. 155, § 2º do Código Penal em razão da primariedade, do pequeno valor dos bens subtraídos e da inexistência de qualificadoras que impedissem a redução, fixando-se a pena definitiva em 8 meses de reclusão e 6 dias-multa, substituída por pena restritiva de direitos consistente em prestação pecuniária equivalente a um salário mínimo, a ser determinada pelo juízo da execução.
Court Disposition
Conheço do agravo e dou parcial provimento ao recurso especial para aplicar o art. 155, § 2º, do Código Penal, fixando a pena definitiva em 8 meses de reclusão e 6 dias-multa, substituída por pena restritiva de direitos consistente em prestação pecuniária equivalente a um salário mínimo.
Orders
- Fixar a pena definitiva em 8 (oito) meses de reclusão e 6 (seis) dias-multa.
- Substituir a pena privativa de liberdade por pena restritiva de direitos consistente em prestação pecuniária no valor equivalente a um salário mínimo, a ser determinada pelo juízo da execução.
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