REsp 1915922 - DECISAO
O STJ entendeu que, no caso concreto, a incidência do princípio da insignificância não é aplicável ao furto de cabos de energia, dadas as consequências potenciais para a coletividade e o entendimento jurisprudencial em casos similares, sendo devida a atividade punitiva estatal; contudo, a reprimenda imposta em primeiro grau era desproporcional ao mínimo legal e sem adequada fundamentação, motivo pelo qual se restabeleceu a condenação e, de ofício, procedeu-se à readequação da pena para o mínimo legal (1 ano de reclusão e 12 dias-multa) em regime aberto, com determinação de substituição por pena restritiva de direitos a ser fixada pelo magistrado de primeiro grau.
- Parties
- Recorrente: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO; Recorrido: réu/recorrido
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 09 March 2021
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Decisão
- Outcome
- Provimento do recurso especial para restabelecer a sentença condenatória; de ofício, readequação da pena para 1 ano de reclusão e 12 dias-multa, em regime aberto, a ser substituída por pena restritiva de direitos a ser estabelecida pelo Magistrado de primeiro grau.
- Legal Topics
- Furto, Princípio Da Insignificância, Tipicidade Material, Dosimetria Da Pena
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Recorrente
réu/recorrido
Recorrido
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão
Legal Issues
- 1 Incidência do princípio da insignificância no furto de cabos de energia
- 2 Violação do art. 155, caput, do Código Penal
- 3 Adequação da pena e regime prisional
Ratio Decidendi
O STJ entendeu que, no caso concreto, a incidência do princípio da insignificância não é aplicável ao furto de cabos de energia, dadas as consequências potenciais para a coletividade e o entendimento jurisprudencial em casos similares, sendo devida a atividade punitiva estatal; contudo, a reprimenda imposta em primeiro grau era desproporcional ao mínimo legal e sem adequada fundamentação, motivo pelo qual se restabeleceu a condenação e, de ofício, procedeu-se à readequação da pena para o mínimo legal (1 ano de reclusão e 12 dias-multa) em regime aberto, com determinação de substituição por pena restritiva de direitos a ser fixada pelo magistrado de primeiro grau.
Court Disposition
Provimento do recurso especial para restabelecer a sentença condenatória; de ofício, readequação da pena para 1 ano de reclusão e 12 dias-multa, em regime aberto, a ser substituída por pena restritiva de direitos a ser estabelecida pelo Magistrado de primeiro grau.
Orders
- Dar provimento ao recurso especial
- Restabelecer a sentença condenatória
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment