REsp 2255758 - DECISAO

REsp 2255758 - DECISAO

Negou-se a aplicação do princípio da insignificância em razão do concurso de agentes e do emprego de escalada, qualificadoras que aumentam a reprovabilidade; reconheceu-se o furto privilegiado porque estavam presentes a tecnicidade de primariedade (condenação anterior com trânsito em julgado posterior ao delito novo) e o pequeno valor da coisa (R$ 100,00), sendo as qualificadoras de ordem objetiva, o que autorizou a redução mínima de 1/3 da pena, fixando-a em 1 ano e 4 meses de reclusão e 7 dias-multa, mantido o regime aberto, e determinou-se a substituição da pena privativa por duas restritivas de direitos a serem especificadas pelo Juízo da Execução.

Parties
Recorrente: EDSON FERNANDO GONÇALVES; Recorrido: Ministério Público do Estado de São Paulo; Interveniente: Ministério Público Federal
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
08 June 2026
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão
Outcome
Conheço parcialmente do recurso especial e, nesta extensão, dou-lhe provimento para reconhecer o privilégio previsto no art. 155, § 2º, do Código Penal, tornando a pena definitiva em 1 ano e 4 meses de reclusão e 7 dias-multa, mantido o regime inicial aberto, e para substituir a pena privativa de liberdade por duas...
Legal Topics
Furto, Furto Privilegiado, Princípio Da Insignificância, Substituição Da Pena, Art. 155 Do Código Penal, Art. 44 Do Código Penal

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Parties

EDSON FERNANDO GONÇALVES

Recorrente

Ministério Público do Estado de São Paulo

Recorrido

Ministério Público Federal

Interveniente

Procedural Posture

Recurso Especial / Decisão

  1. 1 aplicabilidade do princípio da insignificância
  2. 2 reconhecimento do furto privilegiado (art. 155, § 2º, CP)
  3. 3 substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos (art. 44, CP)

Ratio Decidendi

Negou-se a aplicação do princípio da insignificância em razão do concurso de agentes e do emprego de escalada, qualificadoras que aumentam a reprovabilidade; reconheceu-se o furto privilegiado porque estavam presentes a tecnicidade de primariedade (condenação anterior com trânsito em julgado posterior ao delito novo) e o pequeno valor da coisa (R$ 100,00), sendo as qualificadoras de ordem objetiva, o que autorizou a redução mínima de 1/3 da pena, fixando-a em 1 ano e 4 meses de reclusão e 7 dias-multa, mantido o regime aberto, e determinou-se a substituição da pena privativa por duas restritivas de direitos a serem especificadas pelo Juízo da Execução.

Court Disposition

Conheço parcialmente do recurso especial e, nesta extensão, dou-lhe provimento para reconhecer o privilégio previsto no art. 155, § 2º, do Código Penal, tornando a pena definitiva em 1 ano e 4 meses de reclusão e 7 dias-multa, mantido o regime inicial aberto, e para substituir a pena privativa de liberdade por duas...

Orders

  • Reconhecer o privilégio previsto no art. 155, § 2º, do Código Penal.
  • Tornar a pena definitiva em 1 (um) ano e 4 (quatro) meses de reclusão e 7 (sete) dias-multa.