AREsp 2747240 - DECISAO
O STJ conheceu do agravo e deu parcial provimento ao recurso especial porque a aplicação do princípio da insignificância ao furto da aliança de prata não se sustenta no caso: o valor da coisa subtraída (R$ 140,00) ultrapassou o critério jurisprudencial de 10% do salário mínimo vigente (R$ 1.212,00) e a conduta integrou uma cadeia de furtos qualificados mediante concurso e fraude, de modo que a atipicidade material não se justifica; preservou-se, ademais, a impossibilidade de reexaminar o conjunto fático-probatório sobre continuidade delitiva em face da Súmula n. 7/STJ, procedendo-se à readequação da dosimetria para 5 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão e 15 dias-multa.
- Parties
- Agravante: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS; Agravado: LUCAS RIAN DOMINGOS DA SILVA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 04 April 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Do Agravo Em Recurso Especial No Superior Tribunal De Justiça Decisão De Mérito (conhecimento E Provimento Parcial)
- Legal Topics
- Furto Qualificado, Princípio Da Insignificância, Continuidade Delitiva, Dosimetria, Recurso Especial, Súmula 7/stj, Súmula 568/stj
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Agravante
LUCAS RIAN DOMINGOS DA SILVA
Agravado
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Do Agravo Em Recurso Especial No Superior Tribunal De Justiça Decisão De Mérito (conhecimento E Provimento Parcial)
Legal Issues
- 1 Aplicabilidade do art. 155, § 4º, II e IV, do Código Penal ao furto da aliança de prata
- 2 Aplicabilidade do princípio da insignificância em contexto de reiteração delitiva
- 3 Reconhecimento da continuidade delitiva nos termos do art. 71 do CP
Ratio Decidendi
O STJ conheceu do agravo e deu parcial provimento ao recurso especial porque a aplicação do princípio da insignificância ao furto da aliança de prata não se sustenta no caso: o valor da coisa subtraída (R$ 140,00) ultrapassou o critério jurisprudencial de 10% do salário mínimo vigente (R$ 1.212,00) e a conduta integrou uma cadeia de furtos qualificados mediante concurso e fraude, de modo que a atipicidade material não se justifica; preservou-se, ademais, a impossibilidade de reexaminar o conjunto fático-probatório sobre continuidade delitiva em face da Súmula n. 7/STJ, procedendo-se à readequação da dosimetria para 5 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão e 15 dias-multa.
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment