RHC 147672 - DECISAO
Negar seguimento ao recurso em habeas corpus porque se trata de reiteração de processo já impetrado perante esta Corte (pedido igual ao deduzido no HC 647.589/PE), com pleito liminar já indeferido anteriormente, autorizando a negativa de seguimento.
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- Parties
- Paciente: LUCIANO NASCIMENTO DA SILVA; Paciente: BRUNO ROGER DE ARAUJO SILVA; Órgão Prolator Do Acórdão: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 20 May 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Negado Seguimento
- Outcome
- Nego seguimento ao recurso em habeas corpus
- Legal Topics
- Furto Qualificado (art. 155, § 4º, I E IV, Cp), Conversão De Flagrante Em Prisão Preventiva, Prisão Preventiva, Decretação De Prisão De Ofício, Art. 311 Do CPP, Art. 312 Do CPP, Medidas Cautelares Do Art. 319 Do CPP, Reiteração De Habeas Corpus
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Parties
LUCIANO NASCIMENTO DA SILVA
Paciente
BRUNO ROGER DE ARAUJO SILVA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Órgão Prolator Do Acórdão
Procedural Posture
Habeas Corpus / Negado Seguimento
Legal Issues
- 1 legalidade da conversão ex officio do flagrante em prisão preventiva
- 2 competência do magistrado para decretar prisão preventiva de ofício após Lei 13.926/2019 (art. 311 do CPP)
- 3 falta de fundamentação concreta do decreto prisional
Ratio Decidendi
Negar seguimento ao recurso em habeas corpus porque se trata de reiteração de processo já impetrado perante esta Corte (pedido igual ao deduzido no HC 647.589/PE), com pleito liminar já indeferido anteriormente, autorizando a negativa de seguimento.
Court Disposition
Nego seguimento ao recurso em habeas corpus
Orders
- Nego seguimento ao recurso em habeas corpus
- Publique-se
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de recurso em habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de LUCIANO NASCIMENTO DA SILVA e BRUNO ROGER DE ARAUJO SILVA, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Consta dos autos que os pacientes foram presos em flagrante, em 15/11/2020, pela suposta prática do delito descrito no art. 155, § 4º, I e IV, do Código Penal, tendo sua custódia sido convertida em prisão preventiva (e-STJ, fls. 15-18). Impetrado o habeas corpus originário, o Tribunal Estadual denegou a ordem, em aresto assim ementado: "HABEAS CORPUS - Furto qualificado (arts. 155, § 4º, incisos I e IV, por duas vezes, c.c. 70 e 61, II, "j", do Código Penal) - Conversão ex officio da prisão em flagrante em preventiva superada pela decisão proferida pelo C. STJ nos autos do habeas corpus nº 633.387-SP, que anulou o decisum sem prejuízo de nova decretação da prisão, bem como pela decisão que indeferiu o pedido de revogação da medida extrema, baseada em manifestação do Ministério Público - Pleito de revogação da prisão preventiva. Pressupostos da segregação cautelar presentes - Paciente multirreincidente específico. Inócuas outras medidas do artigo 319 do CPP - Constrangimento ilegal não caracterizado - Ordem parcialmente prejudicada e, no mais, denegada." (e-STJ, fl. 76). Neste recurso, a defesa sustenta, em síntese, que tendo a defesa impetrado habeas corpus perante este Superior Tribunal de Justiça - HC 633.387/SP - foi reconhecida a ilegalidade da conversão ex officio do flagrante em preventiva. Contudo, o juiz singular "ciente de que não poderia realizar a decretação da prisão sem manifestação, fez uma interpretação extensiva e com o viés de in dubio pro societa, de que os requisitos do art. 312 do CPP, estavam presentes, motivo qual decretou a prisão" (e-STJ, fl. 93), apesar de não haver requerimento para tanto. Reitera que a segregação preventiva não pode ser decretada de ofício, uma vez que o artigo 311 do CPP, em face da nova redação da Lei 13.926/2019, retirou do magistrado tal direito, consoante entendimento recente firmado por este Superior Tribunal de Justiça. Aduz, ainda, a falta de fundamentação concreta do decreto prisional. Pleiteia, em liminar e no mérito, que seja expedido alvará de soltura aos pacientes. É o relatório. Decido. Em consulta à base de dados processuais desta Corte, verifica-se que este recurso em habeas corpus traz pedido igual ao deduzido no HC 647.589/PE e se insurge contra o mesmo acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco (HC 2288067-25.2020.8.26.0000). O referido writ, inclusive, já teve o pleito liminar apreciado e indeferido em 25/2/2021, estando pendente o julgamento do mérito. Desse modo, tratando-se de reiteração de processo anteriormente impetrado perante esta Corte, nego seguimento ao recurso em habeas corpus. Publique-se. Intimem-se