HC 624257 - DECISAO
O habeas corpus não foi conhecido por ser substitutivo de recurso especial, e, no mérito subsidiário, não se identificou ilegalidade a ser sanada: a Corte de origem fundamentou adequadamente a aplicação do furto privilegiado na fração de 1/3 em razão do valor do bem (R$220, equivalente a cerca de 25% do salário mínimo à época) e da existência de várias ações penais em curso, e justificou a não conversão exclusiva da pena em multa pela hipossuficiência do paciente assistido pela Defensoria Pública, razão pela qual não há fundamento para substituir ou majorar a fração de redução pretendida pela impetrante.
- Parties
- Paciente: ROGE RIO DE RAMOS; Órgão Julgador: Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina; Impetrante/assistente: Defensoria Pública do Estado de Santa Catarina; Manifestante: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 February 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento Pelo STJ
- Outcome
- não conheço do habeas corpus (com fulcro no art. 34, XX do RISTJ)
- Legal Topics
- Furto Simples (art. 155, Caput), Furto Privilegiado (art. 155, §2º), Dosimetria, Substituição Da Pena Por Multa, Hipossuficiência Financeira, Princípio Da Insignificância
Case Brief
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Parties
ROGE RIO DE RAMOS
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina
Órgão Julgador
Defensoria Pública do Estado de Santa Catarina
Impetrante/assistente
Ministério Público Federal
Manifestante
Procedural Posture
Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento Pelo STJ
Legal Issues
- 1 Aplicação do furto privilegiado e definição da fração de redução da pena
- 2 Possibilidade de substituir exclusivamente a pena privativa de liberdade por multa em razão da hipossuficiência
- 3 Validade da motivação para fixação da fração de redução diante de ações penais em curso
Ratio Decidendi
O habeas corpus não foi conhecido por ser substitutivo de recurso especial, e, no mérito subsidiário, não se identificou ilegalidade a ser sanada: a Corte de origem fundamentou adequadamente a aplicação do furto privilegiado na fração de 1/3 em razão do valor do bem (R$220, equivalente a cerca de 25% do salário mínimo à época) e da existência de várias ações penais em curso, e justificou a não conversão exclusiva da pena em multa pela hipossuficiência do paciente assistido pela Defensoria Pública, razão pela qual não há fundamento para substituir ou majorar a fração de redução pretendida pela impetrante.
Court Disposition
não conheço do habeas corpus (com fulcro no art. 34, XX do RISTJ)
Orders
- Intimem-se.
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