AREsp 2635021 - DECISAO
Negou-se provimento ao recurso porque o acórdão recorrido estava suficientemente fundamentado quanto às matérias suscitadas (art. 1.022, II, CPC) e porque as provas indicaram que o banco não adotou diligências adequadas ao bloquear operação discrepante do perfil da autora (compra de R$ 6.499,99 em estabelecimento no RJ), caracterizando falha no dever de segurança e justificando o reconhecimento da inexigibilidade do débito; excluiu-se, contudo, a indenização por dano moral por entender que a negativa de estorno não ultrapassou o mero aborrecimento. Foi majorado em 10% o valor arbitrado a título de honorários em favor da parte recorrida, nos termos do art. 85, §11, do CPC/15.
- Parties
- Autora: CRISTINA YURI KAMINICE; Recorrente (réu): BANCO ITAUCARD S.A.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 11 December 2024
- Procedural Posture
- Ação Declaratória De Inexigibilidade De Cobrança C/c Indenização Por Danos Morais / Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial
- Outcome
- negou provimento ao recurso interposto por BANCO ITAUCARD S.A.
- Legal Topics
- Golpe Da Troca De Cartões, Inexigibilidade De Débito, Dano Moral, Dever De Segurança Das Instituições Financeiras, Fundamentação Judicial (omissão), Honorários Advocatícios
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
CRISTINA YURI KAMINICE
Autora
BANCO ITAUCARD S.A.
Recorrente (réu)
Procedural Posture
Ação Declaratória De Inexigibilidade De Cobrança C/c Indenização Por Danos Morais / Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial
Legal Issues
- 1 alegada omissão do acórdão recorrente quanto ao art. 1.022, II, do CPC
- 2 responsabilidade da instituição financeira por falha no dever de segurança em face de fraude com cartão
- 3 caracterização de dano moral em caso de negativa de estorno
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao recurso porque o acórdão recorrido estava suficientemente fundamentado quanto às matérias suscitadas (art. 1.022, II, CPC) e porque as provas indicaram que o banco não adotou diligências adequadas ao bloquear operação discrepante do perfil da autora (compra de R$ 6.499,99 em estabelecimento no RJ), caracterizando falha no dever de segurança e justificando o reconhecimento da inexigibilidade do débito; excluiu-se, contudo, a indenização por dano moral por entender que a negativa de estorno não ultrapassou o mero aborrecimento. Foi majorado em 10% o valor arbitrado a título de honorários em favor da parte recorrida, nos termos do art. 85, §11, do CPC/15.
Court Disposition
negou provimento ao recurso interposto por BANCO ITAUCARD S.A.
Orders
- Nego provimento ao recurso.
- Majoro em 10% a quantia já arbitrada a título de honorários em favor da parte recorrida, nos termos do art. 85, §11, do CPC/15, observados os limites dos §§2º e 3º do mesmo artigo, com exigibilidade suspensa em caso de justiça gratuita.
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment