REsp 1933848 - DECISAO
O recurso especial não foi conhecido por ausência de prequestionamento e pelo óbice da Súmula 284 do STF quanto a embargos de declaração opostos na origem sob o CPC/2015, além de as alegações sobre omissão serem genéricas, nos termos do art. 255, §4º, I, do RISTJ.
Source-derived case information.
- Parties
- Recorrente: ESTADO DO RIO DE JANEIRO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 11 May 2021
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Não Conhecimento Do Recurso Especial
- Outcome
- Não conheço do recurso especial.
- Legal Topics
- Gratificação Especial De Atividade (geat), Gratuidade De Justiça, Honorários Sucumbenciais, Prequestionamento, Embargos De Declaração, Súmula 284 Do STF, Súmula 282 Do STF
Source-derived case record
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Recorrente
Procedural Posture
Recurso Especial / Não Conhecimento Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 alegada ofensa aos arts. 85, §11, e 1.022 do CPC/2015
- 2 aplicação da Súmula 284 do STF a embargos opostos sob o CPC/2015
- 3 exigência de prequestionamento para conhecimento do recurso especial
Ratio Decidendi
O recurso especial não foi conhecido por ausência de prequestionamento e pelo óbice da Súmula 284 do STF quanto a embargos de declaração opostos na origem sob o CPC/2015, além de as alegações sobre omissão serem genéricas, nos termos do art. 255, §4º, I, do RISTJ.
Court Disposition
Não conheço do recurso especial.
Orders
- Não conheço do recurso especial.
- Caso exista nos autos prévia fixação de honorários sucumbenciais pelas instâncias de origem, majoro, em desfavor da parte recorrente, em 10% (dez por cento) o valor já arbitrado, nos termos do art. 85, §11, do CPC/2015, observados, caso aplicáveis, os limites percentuais previstos nos §§2º e 3º do referido...
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de recurso especial interposto pelo ESTADO DO RIO DE JANEIRO, com respaldo naalínea"a" do permissivo constitucional, contra acórdão do Tribunal de Justiça daquela unidade da Federaçãoassim ementado (e-STJ fl. 200): ADMINISTRATIVO - POLICIAL MILITAR - GRATIFICAÇÃO ESPECIAL DE ATIVIDADE (GEAT) - ALEGADA NULIDADE DA R. SENTENÇA NÃO CONFIGURADA - QUESTÃO SUPERADA DIANTE DO DESPROVIMENTO, PELO EGRÉGIO ÓRGÃO ESPECIAL, DO AGRAVO INTERNO INTERPOSTO CONTRA A R. DECISÃO QUE INADMITIRA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO ENTÃO MANEJADO CONTRA O V. ACÓRDÃO PROFERIDO NO MENCIONADO IRDR, ALÉM DE PROLATADA A R. SENTENÇA EM DATA POSTERIOR À DO JULGAMENTO DO AGRAVO DE INSTRUMENTO - AUTOR QUE NÃO COMPROVA ALTERAÇÃO EM SUA SITUAÇÃO FINANCEIRA, A JUSTIFICAR A PRETENDIDA GRATUIDADE DE JUSTIÇA - DESPROVIMENTO DO RECURSO. Rejeitados os aclaratórios (e-STJ fls. 213/215). Nas suas razões, a parte recorrente aponta violação dos arts. 85, §11, e 1.022do CPC/2015,sustentando negativa de prestação jurisdicional, bem como a necessidade de fixação dehonorários recursais. Contrarrazões às e-STJ fls. 232/234. Juízo positivo de admissibilidade pelo Tribunal de origem às e-STJ fls. 241/242. Passo a decidir. A irresignação recursal não merece prosperar. No pertinente ao art. 535 do CPC/1973, a irresignação esbarra na Súmula 284 do STF, uma vez que os embargos de declaração foram opostos na origem sob a égide do CPC/2015. Em relação ao art. 1.022 do CPC/2015, esta Corte tem entendido que se aplica o óbice da Súmula 284 do STF quando a alegação de ofensa se faz de forma genérica, sem a demonstração exata dos pontos pelos quais o acórdão se fez omisso, contraditório ou obscuro (AgRg no AREsp 719.983/PE, rel. Ministro SÉRGIO KUKINA, Primeira Turma, julgado em 19/04/2016, DJe 26/04/2016, e AgRg no AREsp 811.706/PR, rel. Ministra DIVA MALERBI (desembargadora convocada do TRF da 3a Região), Segunda Turma, julgado em 07/04/2016, DJe 15/04/2016). No que toca às demais alegações,registre-se que o presente apelo nobre carece do requisito constitucional do prequestionamento. Conquanto não seja exigida a menção expressa do dispositivo de lei federal, a admissibilidade do recurso na instância excepcional pressupõe que a Corte de origem tenha se manifestado sobre a tese jurídica apontada pelo recorrente. Esse é o entendimento pretoriano consagrado na edição da Súmula 282 do STF, in verbis: "É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada." Ante o exposto, com base no art. 255, § 4º, I, do RISTJ, NÃO CONHEÇO do recurso especial. Caso exista nos autos prévia fixação de honorários sucumbenciais pelas instâncias de origem, majoro, em desfavor da parte recorrente, em 10% (dez por cento) o valor já arbitrado (na origem), nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, observados, caso aplicáveis, os limites percentuais previstos nos §§ 2º e 3º do referido dispositivo, bem como os termos do art. 98, § 3º, do mesmo diploma legal. Publique-se. Intimem-se.