AREsp 3158292 - DECISAO
O Tribunal manteve o valor de R$ 10.000,00 a título de danos morais porque as provas demonstraram que o autor foi impedido de desembarcar apesar de ter direito à gratuidade, configurando violação ao princípio da dignidade humana e aos direitos da pessoa com deficiência, ensejando ato ilícito. O montante foi considerado proporcional e razoável diante da gravidade do fato, sua repercussão e os parâmetros jurisprudenciais; ademais, a revisão do quantum pelo STJ implicaria reexame de fatos e provas vedado pela Súmula 7/STJ. Assim, negou-se provimento ao agravo e manteve-se a condenação, impondo-se honorários recursais de 20% conforme art. 85, §11, CPC.
- Parties
- Agravante: Empresa de Navegação Santa Catarina Ltda.; Autor: autor (criança com autismo, representada por sua genitora)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 29 May 2026
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Negar Provimento Ao Agravo
- Outcome
- nego provimento ao agravo
- Legal Topics
- Gratuidade No Transporte, Direitos Da Pessoa Com Deficiência, Danos Morais, Quantum Indenizatório, Princípio Da Dignidade Da Pessoa Humana, Súmula 7/stj
Case Brief
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Parties
Empresa de Navegação Santa Catarina Ltda.
Agravante
autor (criança com autismo, representada por sua genitora)
Autor
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Negar Provimento Ao Agravo
Legal Issues
- 1 Houve violação do direito à gratuidade no transporte aquaviário prevista na legislação estadual ao autor, criança com autismo, e sua acompanhante?
- 2 A conduta da empresa ré configura ato ilícito ensejador de indenização por danos morais e o valor arbitrado é proporcional?
Ratio Decidendi
O Tribunal manteve o valor de R$ 10.000,00 a título de danos morais porque as provas demonstraram que o autor foi impedido de desembarcar apesar de ter direito à gratuidade, configurando violação ao princípio da dignidade humana e aos direitos da pessoa com deficiência, ensejando ato ilícito. O montante foi considerado proporcional e razoável diante da gravidade do fato, sua repercussão e os parâmetros jurisprudenciais; ademais, a revisão do quantum pelo STJ implicaria reexame de fatos e provas vedado pela Súmula 7/STJ. Assim, negou-se provimento ao agravo e manteve-se a condenação, impondo-se honorários recursais de 20% conforme art. 85, §11, CPC.
Court Disposition
nego provimento ao agravo
Orders
- Imposição à parte recorrente do pagamento de honorários advocatícios equivalentes a 20% do valor fixado no processo (art. 85, § 11, do CPC)
Full Case Text
Judgment text and source record
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