REsp 2149990 - DECISAO
Não conheço do recurso especial porque o pedido recursal exige reexame do acervo fático-probatório sobre a existência de grupo econômico e legitimidade da parte autora, matéria vedada em recurso especial pela Súmula 7/STJ; o Tribunal de origem motivou adequadamente o reconhecimento da legitimidade com base em...
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- Parties
- Autor: BANCO ITAÚ UNIBANCO HOLDING S/A; Recorrente: ANDRESSA RODRIGUES
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 04 December 2024
- Procedural Posture
- Ação De Busca E Apreensão / Recurso Especial Não Conhecido
- Outcome
- Recurso especial não conhecido
- Legal Topics
- Grupo Econômico, Legitimidade Passiva, Reexame De Fatos E Provas, Súmula 7/stj, Gratuidade Da Justiça
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Parties
BANCO ITAÚ UNIBANCO HOLDING S/A
Autor
ANDRESSA RODRIGUES
Recorrente
Procedural Posture
Ação De Busca E Apreensão / Recurso Especial Não Conhecido
Legal Issues
- 1 Reconhecimento de legitimidade ativa/legitimidade passiva em razão de grupo econômico
- 2 Vedação ao reexame de fatos e provas em recurso especial (Súmula 7/STJ)
- 3 Alegação de dissídio jurisprudencial e violação aos arts. 17 e 18 do CPC
Ratio Decidendi
Não conheço do recurso especial porque o pedido recursal exige reexame do acervo fático-probatório sobre a existência de grupo econômico e legitimidade da parte autora, matéria vedada em recurso especial pela Súmula 7/STJ; o Tribunal de origem motivou adequadamente o reconhecimento da legitimidade com base em documentos dos autos, razão pela qual o recurso não pode prosperar.
Court Disposition
Recurso especial não conhecido
Orders
- Recurso especial não conhecido
- Majoração dos honorários advocatícios para 18% sobre o valor da causa, observada a concessão da gratuidade de justiça
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Examina-se recurso especial interposto por ANDRESSA RODRIGUES, fundamentado nas alíneas "a" e "c" do permissivo constitucional. Recurso especial interposto em: 1º/12/2023. Concluso ao gabinete em: 12/6/2024. Ação: de busca e apreensão, ajuizada por BANCO ITAÚ UNIBANCO HOLDING S/A em face de ANDRESSA RODRIGUES. Sentença: julgou procedente a pretensão autoral. Acórdão: negou provimento à apelação interposta por ANDRESSA, nos termos da seguinte ementa: EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO. GRATUIDADE DA JUSTIÇA EM SEDE R E C U R S A L . C O M P R O V A D A A N E C E S S I D A D E . L E G I T I M I D A D E A T I V A . G R U P O E C O N Ô M I C O . SENTENÇA MANTIDA. I - Ante a exegese do artigo 5º, inciso LXXIV, da Constituição Federal e em conformidade com a Súmula n.º 25 do egrégio Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, impõe-se o deferimento do pedido de concessão dos benefícios da gratuidade da justiça ao postulante que comprovar, de forma inequívoca, a sua necessidade. II - Demonstrado que o BANCO ITAÚ UNIBANCO S. A. é integrante do mesmo conglomerado financeiro da parte autora ITAÚ UNIBANCO HOLDING S. A., deve ser reconhecida a legitimidade da segunda sociedade empresária para figurar no polo ativo da presente ação, ainda que o contrato tenha sido celebrado com a primeira. APELAÇÃO CÍVEL CONHECIDA E DESPROVIDA. (e-STJ fls. 171) Recurso especial: alega violação aos arts. 17 e 18 do CPC, bem como dissídio jurisprudencial. Aduz que a petição inicial " d a presente ação foi proposta por: Itaú Unibanco Holding S/A CNPJ: 60.872.504/0001-23, contudo, por uma rápida análise do contrato é possível identificar que o negócio jurídico foi firmado entre a recorrente e o banco Itaucard S. A. CNPJ: 17.192.451/0001-70" (e-STJ fl. 183). Refere que não há solidariedade entre as empresas que fazem parte do mesmo grupo econômico. Requer, em síntese, a reforma do decisum a fim de reconhecer a ilegitimidade da contraparte. Juízo prévio de admissibilidade: o TJ/GO inadmitiu o recurso, dando azo à interposição do AREsp 2578620/GO, provido para determinar a conversão em especial (e-STJ fl. 271). RELATADO O PROCESSO, DECIDE-SE. - Do reexame de fatos e provas O acórdão recorrido decidiu pela legitimidade do recorrido para figurar no polo ativo da ação de busca e apreensão com amparo no acervo fático-probatório da lide. Confira-se, pois pertinentes, os seguintes trechos do decisum: "Adianto, desde já, que o pleito recursal não prospera. Segundo a apelada, o contrato objeto da lide foi firmado com o Banco Itaúcard S. A. e não com o Banco Itaú Unibanco Holding S. A. e que essas pessoas jurídicas, ainda que pertencentes ao mesmo grupo econômico, são pessoas distintas que não se confundem. Verifica-se dos autos que o contrato foi celebrado com BANCO ITAÚ UNIBANCO S. A., sociedade empresária que foi incorporada à apelada ITAÚ UNIBANCO HOLDING S. A., conforme se verifica na ata colacionada à exordial (mov. 1, arquivo 4). Fica caracterizada a existência de grupo econômico, sendo a ITAÚ UNIBANCO HOLDING S. A a empresa-mãe, havendo, por isso, identidade de seu representante legal, além da relação de coordenação entre seus integrantes e a afinidade dos fins e objetivos sociais dirigida a alcançar o mesmo objetivo, por se tratarem de instituições financeiras, uma voltada ao fornecimento de crédito financeiro e a outra, ora apelada, destinada a gestão de suas subsidiárias. Ademais, depreende-se do instrumento de procuração da apelada referência a outras 5 (cinco) instituições financeiras integrantes do grupo econômico Banco Itaú, incluindo, a empresa que firmou o contrato com a autora (mov. 1, arquivo 2), deixando evidente a existência de grupo econômico. Ainda, nas razões da inicial (mov. 1, arquivo 1), também se constata no timbre/cabeçalho da logomarca do Itaú Unibanco S. A.. Embora não se desconheça que se tratam de pessoas jurídicas distintas, resulta induvidoso que a empresa apontada como credora pertence ao grupo econômico da apelada, o que afasta a agitada tese de ilegitimidade passiva." (e-STJ fl. 177) No ponto, alterar o decidido no acórdão impugnado exige o reexame de fatos e provas, o que é vedado em recurso especial pela Súmula 7/STJ. No mesmo sentido, veja-se: PROCESSO CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. NÃO OCORRÊNCIA. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. NÃO COMPROVADA. SÚMULA N. 7/STJ. GRUPO ECONÔMICO. CARACTERIZADO. IMPOSSIBILIDADE DE REVISÃO. SÚMULA N. 7/STJ. MULTA ASTREINTE. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO. SÚMULA N. 284/STF, POR ANALOGIA. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL. FALTA DE SIMILITUDE FÁTICA. PREJUDICADO PELA SÚMULA N. 7/STJ. AGRAVO INTERNO NÃO PROVIDO. 1. Não se configurou ofensa ao art. 1.022 do Código de Processo Civil, uma vez que o Tribunal a quo julgou integralmente a lide e solucionou, de maneira amplamente fundamentada, a controvérsia, em conformidade com o que lhe foi apresentado. 2. Esta Corte Superior tem entendimento pacífico de que o reconhecimento da prescrição intercorrente exige a comprovação da inércia e desídia do exequente. 3. No caso, o Tribunal estadual concluiu que não houve desídia por parte do credor e, portanto, não ocorreu a prescrição intercorrente. Logo, alterar o entendimento demandaria reexame fático, o que é inviável em sede de recurso especial, nos termos da Súmula n. 7/STJ. 4. As instâncias de origem concluíram que a agravada era parte legítima para figurar no polo passivo da demanda, com base no acervo fático-probatório da lide. Incidência Súmula n. 7/STJ. 5. Quanto ao fundamento da multa astreinte, a matéria não foi devidamente impugnada, o que faz incidir a Súmula n. 284/STF, por analogia. 6. A incidência da Súmula n. 7/STJ torna inviável a análise do dissídio jurisprudencial, o que impede o conhecimento do recurso pela alínea c do permissivo constitucional. 7. Agravo interno não provido. (AgInt no AREsp n. 2.369.551/SP, Terceira Turma, julgado em 19/8/2024, DJe de 22/8/2024.) "AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO INDENIZATÓRIA. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ART. 535 DO CPC. NÃO OCORRÊNCIA. LEGITIMIDADE PASSIVA. GRUPO ECONÔMICO. VERIFICAÇÃO. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA Nº 7/STJ. 1. Não há falar em negativa de prestação jurisdicional se o tribunal de origem motiva adequadamente sua decisão, solucionando a controvérsia com a aplicação do direito que entende cabível à hipótese, apenas não no sentido pretendido pela parte. 2. O provimento do especial, para reconhecer a inexistência de grupo econômico, requer nova incursão fático-probatória o que é inviável em recurso especial por força da Súmula nº 7 do Superior Tribunal de Justiça. 3. Agravo regimental não provido. (AgRg no AgRg no REsp n. 1.358.921/RJ, Terceira Turma, julgado em 17/11/2015, DJe de 23/11/2015.) AGRAVO INTERNO. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. LEGITIMIDADE PASSIVA. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. GRUPO ECONÔMICO. VIOLAÇÃO AOS ARTIGOS 489 E 1.022 DO ESTATUTO PROCESSUAL CIVIL DE 2015. NÃO OCORRÊNCIA. DECISÃO SINGULAR RECONSIDERADA. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA N. 7/STJ. CULPA CONCORRENTE CONSTATADA. DANOS MATERIAIS. OMISSÃO CONFIGURADA. VIOLAÇÃO DO ART. 1.022, II, DO CPC. RETORNO DOS AUTOS AO TRIBUNAL DE ORIGEM. 1. Consoante orientação do Superior Tribunal de Justiça, "tendo o Tribunal de origem concluído que as empresas pertencem ao mesmo conglomerado econômico, deve ser reconhecida a aplicação da Teoria da Aparência, a qual é amplamente aceita nesta Corte" (AgInt no AREsp 1.698.883/RS, Rel. Ministro Luis Felipe Salomão, Quarta Turma, julgado em 27/10/2020, DJe 17/11/2020). 2. As instâncias de origem concluíram que a agravada era parte legítima para figurar no polo passivo da demanda, com base no acervo fático-probatório da lide. Não cabe, em recurso especial, reexaminar matéria fático-probatória (Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça). 3. Há ofensa ao art. 1.022 do CPC/2015 quando o Tribunal de origem não se manifesta sobre questão relevante ao deslinde da controvérsia, apesar de a parte ter oposto os competentes embargos de declaração. 4. Agravo interno parcialmente provido. (AgInt no AREsp n. 2.169.370/GO, Quarta Turma, julgado em 25/9/2023, DJe de 28/9/2023.) CONSUMIDOR, CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE RESOLUÇÃO DE CONTRATO DE COMPRA E VENDA DE IMÓVEL C/C PEDIDO DE RESTITUIÇÃO DAS QUANTIAS PAGAS E COMPENSAÇÃO POR DANOS MORAIS. NÃO OCORRÊNCIA DE DANOS MORAIS. REEXAME DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 7/STJ. LEGITIMIDADE PASSIVA. CONFIGURAÇÃO. SOCIEDADE EMPRESÁRIA QUE INTEGRA O MESMO GRUPO ECONÔMICO DAS CORRÉS. INCORPORAÇÃO IMOBILIÁRIA. HIPOTECA FIRMADA ENTRE INCORPORADORA E AGENTE FINANCEIRO. GARANTIA DE EMPRÉSTIMO PARA A CONSTRUÇÃO DA OBRA. POSTERIOR CELEBRAÇÃO DE CONTRATO COM O CONSUMIDOR. OFERTA DE PAGAMENTO POR MEIO DE FINANCIAMENTO. FRUSTRAÇÃO PELO NÃO PAGAMENTO PELA INCORPORADORA DO VALOR MÍNIMO DE DESLIGAMENTO (VMD) DA HIPOTECA EXIGIDO PELA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA. INADIMPLEMENTO CONTRATUAL. CARACTERIZAÇÃO. BOA-FÉ OBJETIVA E DEVER DE INFORMAÇÃO. RESTITUIÇÃO INTEGRAL DO VALOR PAGO. SÚMULA 543/STJ. INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA. CONFIGURAÇÃO. HIPOSSUFICIÊNCIA DO CONSUMIDOR. 1. Ação de resolução de contrato de compra e venda de imóvel c/c pedido de restituição das quantias pagas e compensação por danos morais, ajuizada em 9/6/2020, da qual foi extraído o presente recurso especial, interposto em 14/10/2021 e concluso ao gabinete em 24/3/2022. 2. O propósito recursal é decidir se (I) a recorrida ROSSI RESIDENCIAL SA tem legitimidade para integrar o polo passivo da ação; (II) ficou caracterizada a culpa das recorridas pela resolução contratual, a justificar a restituição integral do valor pago pelo recorrente; e (III) há o dever de indenizar por danos morais na hipótese em julgamento. 3. Na espécie, alterar o acórdão recorrido quanto à não ocorrência de danos morais demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, inviável por força da Súmula 7/STJ. 4. Segundo a jurisprudência desta Corte, tratando-se de relação de consumo, com base na teoria da aparência, tem legitimidade passiva para a causa (ad causam) a sociedade empresária que pertence ao mesmo grupo econômico das sociedades corrés que celebraram o contrato com o consumidor. 5. No particular, além de a recorrida ROSSI RESIDENCIAL SA integrar o mesmo grupo econômico com a incorporadora (ABADIR) e a proprietária e promitente vendedora (LIEPAJA), a sua marca foi estampada no contrato firmado com o recorrente e o próprio empreendimento imobiliário em exame leva o seu nome (Rossi Mais Santos). 6. Em contrato de promessa de compra e venda de unidade imobiliária, sobre a qual foi firmada hipoteca entre a incorporadora e o agente financeiro como garantia ao empréstimo tomado para a construção do empreendimento, a culpa pela resolução contratual deve ser atribuída à incorporadora, quando ela informa, no contrato com o consumidor, a possibilidade financiar o saldo devedor, induzindo-o à celebração pelas facilidades ofertadas, mas adota conduta contraditória, inviabilizando a obtenção do financiamento, por não pagar o valor mínimo de desligamento (VMD) da hipoteca exigido pela instituição financeira. Trata-se de inadimplemento por violação aos deveres anexos à boa-fé objetiva, dentre eles o dever de informação (art. 6º, III, do CDC), a justificar a resolução do contrato com restituição integral das parcelas pagas pelo adquirente (Súmula 543/STJ). 7. Na respectiva ação de resolução contratual ajuizada pelo consumidor com esse fundamento, cabe à incorporadora comprovar que realizou o pagamento do VMD ou que não assumiu esse débito com a instituição financeira, mediante, por exemplo, a juntada do contrato do financiamento obtido para a construção do empreendimento com o agente financeiro, em razão do qual foi constituída a hipoteca da unidade imobiliária prometida ao adquirente. 8. A inversão do ônus da prova (art. 6º, VIII, do CDC), nesse contexto, se justifica pela hipossuficiência do consumidor em relação à incorporadora, que (I) detém o conhecimento da dinâmica da incorporação imobiliária, especialmente do empreendimento desenvolvido por ela; (II) foi quem constituiu a hipoteca na unidade imobiliária ofertada, para garantir uma dívida sua com a instituição financeira; e (III) é detentora de toda a documentação, notadamente do contrato de financiamento firmado com o agente financeiro, do qual decorreu a hipoteca e, por consequência, o valor exigido para o desligamento da garantia, cujo não pagamento inviabilizou a concessão do financiamento ao consumidor. 9. Hipótese em que o recorrente comprovou a relação contratual com as recorridas, bem como a existência de hipoteca constituída por elas com a CEF, mesma instituição financeira que recusou a concessão de financiamento pelo não pagamento do valor mínimo de desligamento (VMD) do ônus hipotecário pelas recorridas, enquanto estas não comprovaram o pagamento, nem eventual negociação com a CEF a demonstrar a ausência dessa dívida, limitando-se a afirmar que o pedido de resolução decorreu por impossibilidade financeira do recorrente. 10. Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa extensão, provido, para, reformando o acórdão recorrido, (I) reconhecer a legitimidade passiva da recorrida ROSSI RESIDENCIAL SA; e (II) declarar a resolução do contrato, por inadimplemento das recorridas, determinando, por consequência, o retorno das partes ao estado anterior, inclusive com a restituição integral, de forma solidária pelas recorridas ao recorrente, dos valores pagos por este em razão da avença. (REsp n. 1.987.240/SP, Terceira Turma, julgado em 23/5/2023, DJe de 26/5/2023.) - Da divergência jurisprudencial A incidência da Súmula 7 desta Corte acerca do tema que se supõe divergente impede o conhecimento da insurgência veiculada pela alínea "c" do art. 105, III, da Constituição da República. Confira-se: AgInt no AREsp 821337/SP, 3ª Turma, DJe de 13/03/2017 e AgInt no AREsp 1215736/SP, 4ª Turma, DJe de 15/10/2018. Forte nessas razões, com fundamento no art. 932, III, do CPC, NÃO CONHEÇO do recurso especial. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC, considerando o trabalho adicional imposto ao advogado da parte recorrida em virtude da interposição deste recurso, majoro os honorários, fixados anteriormente em 15% sobre o valor da causa (e-STJ fl. 179), para 18%, observada a concessão da gratuidade de justiça. Previno as partes que a interposição de recurso contra esta decisão, se declarado manifestamente inadmissível, protelatório ou improcedente, poderá acarretar a condenação às penalidades fixadas nos arts. 1.021, § 4º, e 1.026, § 2º, do CPC. Publique-se. Intimem-se. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO. GRUPO ECONÔMICO. LEGITIMIDADE RECONHECIDA PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. REEXAME DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 7/STJ. 1. Ação de busca e apreensão. 2. O reexame de fatos e provas em recurso especial é inadmissível. 3. Recurso especial não conhecido.