REsp 2233441 - DECISAO
O Tribunal entendeu que a formação de grupo econômico entre PREFAB e CONSID já havia sido reconhecida em agravo de instrumento com trânsito em julgado, o que gera preclusão consumativa e impede o reexame da ilegitimidade passiva e da prescrição intercorrente. Além disso, as alegações de violação de dispositivos do...
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- Parties
- Recorrente/embargante: PREFAB CONSTRUÇÕES PREFABRICADAS LTDA.; Exequente/autor: INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS; Parte Relacionada (empresa Integrante Do Grupo Econômico): CONSID CONSTRUÇÕES PREFABRICADAS LTDA.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 24 September 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial (execução Fiscal/embargos À Execução) / Decisão Monocrática De Conhecimento Parcial E Negação De Provimento (conhecimento Em Parte E Negação De Provimento)
- Outcome
- Conheço em parte do Recurso Especial e, nessa extensão, nego-lhe provimento.
- Legal Topics
- Grupo Econômico, Ilegitimidade Passiva, Prescrição Intercorrente, Preclusão Consumativa, Coisa Julgada, Embargos De Declaração, Honorários Advocatícios, Recurso Especial, Súmula 7 STJ, Súmula 284 STF
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Parties
PREFAB CONSTRUÇÕES PREFABRICADAS LTDA.
Recorrente/embargante
INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
Exequente/autor
CONSID CONSTRUÇÕES PREFABRICADAS LTDA.
Parte Relacionada (empresa Integrante Do Grupo Econômico)
Procedural Posture
Recurso Especial (execução Fiscal/embargos À Execução) / Decisão Monocrática De Conhecimento Parcial E Negação De Provimento (conhecimento Em Parte E Negação De Provimento)
Legal Issues
- 1 reconhecimento prévio de formação de grupo econômico e seus efeitos (preclusão consumativa)
- 2 alegada omissão/contradição do acórdão quanto à ilegitimidade passiva e prescrição intercorrente
- 3 uso de fundamentação de outro processo para justificar decisão
Ratio Decidendi
O Tribunal entendeu que a formação de grupo econômico entre PREFAB e CONSID já havia sido reconhecida em agravo de instrumento com trânsito em julgado, o que gera preclusão consumativa e impede o reexame da ilegitimidade passiva e da prescrição intercorrente. Além disso, as alegações de violação de dispositivos do CPC foram genéricas e não demonstraram contrariedade normativa apta a autorizar o conhecimento do recurso especial; por fim, o reexame de matéria fática é vedado em recurso especial (Súmula 7), razão pela qual o recurso foi conhecido em parte e, nessa extensão, negado provimento.
Court Disposition
Conheço em parte do Recurso Especial e, nessa extensão, nego-lhe provimento.
Orders
- Publique-se e intimem-se.
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1 paragraphs
DECISÃO Vistos. Trata-se de Recurso Especial interposto por PREFAB CONSTRUÇÕES PREFABRICADAS LTDA. contra acórdão prolatado, por unanimidade, pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região no julgamento de apelação e remessa necessária, assim ementado (fls. 663/664e): EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL - TRIBUTÁRIO - GRUPO ECONÔMICO - MATÉRIA JÁ DECIDIDA EM AGRAVO DE INSTRUMENTO - PRECLUSÃO CONSUMATIVA - EXTINÇÃO SEM EXAME DE MÉRITO, NESTE FLANCO - PROVIMENTO À APELAÇÃO FAZENDÁRIA E À REMESSA OFICIAL. 1 - Esta C. Corte já apreciou o presente "meritum causae", onde foi reconhecida a formação de grupo econômico em relação ao aqui embargante, autos 0002720-27.2014.4.03.0000, que lá figurara como recorrente. Precedente. 2 - Os presentes embargos de devedor foram tirados da execução fiscal 0559247-79.1998.403.6182, a mesma que ensejou o manejo do AI 0002720-27.2014.4.03.0000, onde expressamente assentada a formação de grupo econômico, frente à provocação lançada pelo polo executado/aqui embargante. 3 - Descabe ao polo executado, por mais de uma vez, debater o mesmo tema, sob pena de decisões conflitantes e vulneração da segurança jurídica, significando dizer estar configurada preclusão consumativa sobre a matéria, que desde aquele 2014 já foi decidida meritoriamente por esta C. Corte, demanda aquela já transitada em julgado. Precedente. 4 - Impende seja ressaltado se extrair "da jurisprudência do STJ o entendimento de que, a despeito da prescrição ser matéria de ordem pública, e, via de regra, não ser sua análise obstada pela preclusão, nos casos em que a pretensão de ver declarada a prescrição repousa sobre circunstância fática já articulada em momento anterior e devidamente solvida por decisão judicial com trânsito em julgado, é de se reconhecer a preclusão, obstando-se o debate do tema, a fim de se preservar a eficácia da coisa julgada material (AgRg no AREsp 685.886/RS, Rel. Min. ASSUSETE MAGALHÃES, DJe 19.11.2015; AgRg no REsp. 1.526.696/PE, Rel. Min. HUMBERTO MARTINS, DJe 29.5.2015; AgRg no Ag 1.392.923/RN, Rel. Min. ARNALDO ESTEVES LIMA, DJe 25.6.2014)" AgInt no AREsp 572.707/RS, Rel. Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, Primeira Turma, julgado em 25/11/2019, DJe 27/11/2019. 5 - Ainda que assim não fosse, esta C. Corte, em outra execução fiscal, também já reconheceu a formação de grupo econômico entre as empresas CONSID e Prefab, portanto, de todo o modo, o mesmo direito seria aplicado ("ubi eadem ratio ibi eadem jus"). Precedente. 6 - Verba honorária invertida, pois, ao tempo dos fatos, ajuizada a execução pelo INSS, assim impresente a cobrança do encargo legal, ID 158296926 - Pág. 69. 7 - Ausentes honorários recursais, frente ao sucesso do apelo, EDcl no AgInt no REsp 1573573/RJ, Rel. Ministro Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, julgado em 04/04/2017, DJe 08/05/2017. 8 - Provimento à apelação e à remessa oficial, reformada a r. sentença, para julgamento de improcedência aos embargos, quanto ao tema irrecorrido prescrição ao redirecionamento, bem como devem os embargos ser extintos, sem exame de mérito, por falta de interesse de agir, na modalidade adequação, frente à preclusão ao debate, quanto ao tema ilegitimidade passiva (formação de grupo econômico), tudo na forma retro estatuída. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados (fls. 820/821e). Com amparo no art. 105, III, a, da Constituição da República, aponta-se ofensa a dispositivos legais, alegando-se, em síntese, que: - Arts. 489, § 1º, IV, e 1.022, parágrafo único, II, do Código de Processo Civil - contradições no acórdão, como a inexistência de decisão sobre ilegitimidade passiva e prescrição intercorrente no AI nº 0002720-27.2014.4.03.0000, além de sustentar que os motivos de uma decisão não fazem coisa julgada, conforme o art. 504, I, do CPC. Também alegou que o acórdão aplicou entendimento de outro processo (AI nº 5018640-14.2018.4.03.0000) para justificar a existência de grupo econômico, sem enfrentar decisões favoráveis à recorrente que afastaram tal grupo (fls. 843/844e); e - Arts. 492 e 504, I, do Código de Processo Civil - o acórdão recorrido utilizou motivos de outro processo (AI nº 5018640-14.2018.4.03.0000) para justificar a existência de grupo econômico, configurando julgamento extra petita (fls. 848/849e). Afirma que os motivos de uma decisão judicial não fazem coisa julgada, conforme o art. 504, I, do CPC, e que no AI nº 0002720-27.2014.4.03.0000 não houve decisão sobre ilegitimidade passiva ou prescrição intercorrente (fls. 846/848e). Com contrarrazões (fls. 876/882e), o recurso foi inadmitido (fls. 901/902e), tendo sido interposto Agravo, posteriormente convertido em Recurso Especial (fls. 901/923e). Feito breve relato, decido. Nos termos do art. 932, III, IV e V, do Código de Processo Civil de 2015, combinados com os arts. 34, XVIII, b e c, e 255, I e II, do Regimento Interno desta Corte, o Relator está autorizado, por meio de decisão monocrática, respectivamente, a: i) não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida; (manter o parágrafo) ii) negar provimento a recurso ou pedido contrário à tese fixada em julgamento de recurso repetitivo ou de repercussão geral (arts. 1.036 a 1.041), a entendimento firmado em incidente de assunção de competência (art. 947), à súmula do Supremo Tribunal Federal ou desta Corte ou, ainda, à jurisprudência dominante acerca do tema, consoante Enunciado da Súmula n. 568/STJ; e iii) dar provimento a recurso se o acórdão recorrido for contrário à tese fixada em julgamento de recurso repetitivo ou de repercussão geral (arts. 1.036 a 1.041), a entendimento firmado em incidente de assunção de competência (art. 947), à súmula do Supremo Tribunal Federal ou desta Corte ou, ainda, à jurisprudência dominante acerca do tema, consoante Enunciado da Súmula n. 568/STJ: "O Relator, monocraticamente e no Superior Tribunal de Justiça, poderá dar ou negar provimento ao recurso quando houver entendimento dominante acerca do tema". - Da alegação de ofensa ao art. 1.022 do CPC A recorrente aponta contradições no acórdão, como a inexistência de decisão sobre ilegitimidade passiva e prescrição intercorrente no AI nº 0002720-27.2014.4.03.0000, além de sustentar que os motivos de uma decisão não fazem coisa julgada, conforme o art. 504, I, do CPC (fls. 843/844e). Também alegou que o acórdão aplicou entendimento de outro processo (AI nº 5018640-14.2018.4.03.0000) para justificar a existência de grupo econômico, sem enfrentar decisões favoráveis à recorrente que afastaram tal grupo (fls. 843/844e). Consoante o art. 1.022 do Código de Processo Civil de 2015, cabe a oposição de embargos de declaração para: i) esclarecer obscuridade ou eliminar contradição; ii) suprir omissão de ponto ou questão sobre o qual devia se pronunciar o juiz de ofício ou a requerimento; e, iii) corrigir erro material. A omissão, definida expressamente pela lei, ocorre na hipótese de a decisão deixar de se manifestar sobre tese firmada em julgamento de casos repetitivos ou em incidente de assunção de competência aplicável ao caso sob julgamento. O Código de Processo Civil considera, ainda, omissa, a decisão que incorra em qualquer uma das condutas descritas em seu art. 489, § 1º, no sentido de não se considerar fundamentada a decisão que: i) se limita à reprodução ou à paráfrase de ato normativo, sem explicar sua relação com a causa ou a questão decidida; ii) emprega conceitos jurídicos indeterminados; iii) invoca motivos que se prestariam a justificar qualquer outra decisão; iv) não enfrenta todos os argumentos deduzidos no processo capazes de, em tese, infirmar a conclusão adotada pelo julgador; v) invoca precedente ou enunciado de súmula, sem identificar seus fundamentos determinantes, nem demonstrar que o caso sob julgamento se ajusta àqueles fundamentos; e, vi) deixa de seguir enunciado de súmula, jurisprudência ou precedente invocado pela parte, sem demonstrar a existência de distinção no caso em julgamento ou a superação do entendimento. Sobreleva notar que o inciso IV do art. 489 do Código de Processo Civil de 2015 impõe a necessidade de enfrentamento, pelo julgador, dos argumentos que possuam aptidão, em tese, para infirmar a fundamentação do julgado embargado. Esposando tal entendimento, o precedente da Primeira Seção desta Corte: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM MANDADO DE SEGURANÇA ORIGINÁRIO. INDEFERIMENTO DA INICIAL. OMISSÃO, CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE, ERRO MATERIAL. AUSÊNCIA. 1. Os embargos de declaração, conforme dispõe o art. 1.022 do CPC, destinam-se a suprir omissão, afastar obscuridade, eliminar contradição ou corrigir erro material existente no julgado, o que não ocorre na hipótese em apreço. 2. O julgador não está obrigado a responder a todas as questões suscitadas pelas partes, quando já tenha encontrado motivo suficiente para proferir a decisão. A prescrição trazida pelo art.489 do CPC/2015 veio confirmar a jurisprudência já sedimentada pelo Colendo Superior Tribunal de Justiça, sendo dever do julgador apenas enfrentar as questões capazes de infirmar a conclusão adotada na decisão recorrida. 3. No caso, entendeu-se pela ocorrência de litispendência entre o presente mandamus e a ação ordinária n. 0027812-80.2013.4.01.3400, com base em jurisprudência desta Corte Superior acerca da possibilidade de litispendência entre Mandado de Segurança e Ação Ordinária, na ocasião em que as ações intentadas objetivam, ao final, o mesmo resultado, ainda que o polo passivo seja constituído de pessoas distintas. 4. Percebe-se, pois, que o embargante maneja os presentes aclaratórios em virtude, tão somente, de seu inconformismo com a decisão ora atacada, não se divisando, na hipótese, quaisquer dos vícios previstos no art. 1.022 do Código de Processo Civil, a inquinar tal decisum. 5. Embargos de declaração rejeitados. (EDcl no MS 21.315/DF, Rel. Ministra DIVA MALERBI - DESEMBARGADORA CONVOCADA TRF 3ª REGIÃO -, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 08/06/2016, DJe 15/06/2016). A omissão sobre a a inexistência de decisão sobre ilegitimidade passiva e prescrição intercorrente no AI nº 0002720-27.2014.4.03.0000 é afastada uma vez que a Corte de origem reconheceu a formação de grupo econômico entre as empresas CONSID Construções Prefabricadas Ltda. e PREFAB Construções Prefabricadas Ltda. com base no agravo referido que transitou em julgado (fls. 659/660e). E depreende-se da leitura do acórdão integrativo que a controvérsia foi examinada de forma satisfatória, mediante apreciação da disciplina normativa e cotejo ao firme posicionamento jurisprudencial aplicável ao caso. O procedimento encontra amparo em reiteradas decisões no âmbito desta Corte Superior, de cujo teor merece destaque a rejeição dos embargos declaratórios uma vez ausentes os vícios do art. 1.022 do Código de Processo Civil de 2015 (v.g. Corte Especial, EDcl no AgRg nos EREsp 1431157/PB, Rel. Min. João Otávio de Noronha, DJe de 29.06.2016; 1ª Turma, EDcl no AgRg no AgRg no REsp 11041181/SP, Rel. Min. Napoleão Nunes, DJe de 29.06.2016; e 2ª Turma, EDcl nos EDcl no REsp 1334203/PR, Rel. Min. Assusete Magalhães, DJe de 24.06.2016). No tocante à contradição, é firme o posicionamento desta Corte, segundo o qual a contradição sanável por embargos de declaração é aquela interna ao julgado embargado, a exemplo da grave desarmonia entre a fundamentação e as conclusões da própria decisão, capaz de evidenciar uma ausência de logicidade no raciocínio desenvolvido pelo julgador. Considerada tal premissa, indene de dúvida que o vício alegado não se encontra presente no acórdão embargado. No caso em análise, a alegação de que o acórdão aplicou entendimento de outro processo (AI nº 5018640-14.2018.4.03.0000) sem enfrentar decisões favoráveis à recorrente que afastaram o grupo econômico não configura contradição interna. O recurso integrativo não se presta a corrigir contradição externa entre o decisum impugnado e o entendimento da parte, ou entre este e outras decisões deste Tribunal, bem como não se revela instrumento processual vocacionado para sanar eventual error in judicando. Nessa linha: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO ESPECIAL. CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 1973. APLICABILIDADE. OMISSÃO E CONTRADIÇÃO. AUSÊNCIA DE VÍCIOS. .. III - A contradição sanável por embargos de declaração é aquela interna ao julgado embargado, a exemplo da grave desarmonia entre a fundamentação e as conclusões da própria decisão, capaz de evidenciar uma ausência de logicidade no raciocínio desenvolvido pelo julgador, ou seja, o recurso integrativo não se presta a corrigir contradição externa, bem como não se revela instrumento processual vocacionado para sanar eventual error in judicando. .. (EDcl no REsp 1388682/RS, Rel. Ministra REGINA HELENA COSTA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 16/05/2017, DJe 22/05/2017). PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. CONTRADIÇÃO. INOCORRÊNCIA. 1. "Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/1973 (relativos a decisões publicadas até 17 de março de 2016) devem ser exigidos os requisitos de admissibilidade na forma nele prevista, com as interpretações dadas até então pela jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça" (Enunciado Administrativo n. 2 do Plenário do STJ). 2. Os embargos de declaração têm por escopo sanar decisão judicial eivada de obscuridade, contradição, omissão ou erro material (art. 535 do CPC/1973). 3. O vício que autoriza os embargos de declaração é a contradição interna do julgado, não a contradição entre este e o entendimento da parte, nem menos entre este e o que ficara decidido na instância a quo, ou entre ele e outras decisões do STJ. (EDcl no AgRg nos EAREsp 252.613/MG, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, CORTE ESPECIAL, julgado em 05/08/2015, DJe 14/08/2015). 4. Embargos de declaração rejeitados. (EDcl no AgRg no REsp 1221142/PR, Rel. Ministro GURGEL DE FARIA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 10/10/2017, DJe 14/12/2017) No caso, não verifico omissão acerca de questão essencial ao deslinde da controvérsia e oportunamente suscitada, tampouco de outro vício a impor a revisão do julgado. A controvérsia foi examinada de forma satisfatória, mediante apreciação da disciplina normativa e cotejo ao firme posicionamento jurisprudencial aplicável ao caso. - Da legitimidade passiva e do redirecionamento da execução O acórdão entendeu que a formação de grupo econômico já havia sido reconhecida no âmbito do Agravo de Instrumento nº 0002720-27.2014.4.03.0000, com trânsito em julgado, e que a matéria estava acobertada pela preclusão consumativa (fls. 660/661e). Assim, o Tribunal afastou a alegação de prescrição intercorrente, considerando que a inclusão da PREFAB no polo passivo era válida e que a questão já havia sido decidida: Impende seja ressaltado se extrair "da jurisprudência do STJ o entendimento de que, a despeito da prescrição ser matéria de ordem pública, e, via de regra, não ser sua análise obstada pela preclusão, nos casos em que a pretensão de ver declarada a prescrição repousa sobre circunstância fática já articulada em momento anterior e devidamente solvida por decisão judicial com trânsito em julgado, é de se reconhecer a preclusão, obstando-se o debate do tema, a fim de se preservar a eficácia da coisa julgada material .. " (fl. 661e). Por conseguinte, em âmbito de prequestionamento, refutados se põem os demais ditames legais invocados em polo vencido, que objetivamente a não socorrerem, com seu teor e consoante este julgamento, ao mencionado polo (artigo 93, IX, CF) (fl. 662e). Ante o exposto, pelo provimento à apelação e à remessa oficial, reformada a r. sentença, para julgamento de improcedência aos embargos, quanto ao tema irrecorrido prescrição ao redirecionamento, bem como devem os embargos ser extintos, sem exame de mérito, por falta de interesse de agir, na modalidade adequação, frente à preclusão ao debate, quanto ao tema ilegitimidade passiva (formação de grupo econômico), tudo na forma retro estatuída (fl. 663e). In casu, rever tal entendimento, com o objetivo de acolher a pretensão recursal de que não houve decisão sobre ilegitimidade passiva ou prescrição intercorrente, demanda necessário revolvimento de matéria fática, o que é inviável em sede de recurso especial, à luz do óbice contido na Súmula n. 7 desta Corte, assim enunciada: "a pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial". No mais, a recorrente sustenta violação aos arts. 492 e 504, I, CPC alegando genericamente que o acórdão recorrido utilizou motivos de outro processo (AI nº 5018640-14.2018.4.03.0000) para justificar a existência de grupo econômico, configurando julgamento extra petita, bem como que os motivos de uma decisão judicial não fazem coisa julgada Verifico a ausência de demonstração precisa de como a alegada violação a esses dispositivos teriam ocorrido, o que impede o conhecimento do recurso especial, nesse ponto. O recurso especial possui natureza vinculada e por objetivo a aplicação ou interpretação adequada de comando de lei federal, de modo que compete à parte a indicação de forma clara e pormenorizada do dispositivo legal que entende ofendido, não sendo suficiente a mera citação no corpo das razões recursais. (1ª T., AgInt no REsp n. 1.930.411/RS, Rel. Min. Gurgel de Faria, j. 4.9.2023, DJe de 6.9.2023) Em consonância com o entendimento desta Corte, nos casos em que a arguição de ofensa ao dispositivo de lei federal é genérica, sem demonstração efetiva da contrariedade, aplica-se ao recurso especial, por analogia, o entendimento da Súmula 284, do Colendo Supremo Tribunal Federal, in verbis: É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia. Ressalte-se, o dispositivo legal apontado deve possuir comando normativo que sustenta a tese recursal, não se enquadrando nessas hipóteses aqueles que disciplinam relação jurídica diversa ou os de comando genérico, destituídos de norma capaz de enfrentar a fundamentação do julgado impugnado. É firme o posicionamento desta Corte segundo o qual se revela incabível conhecer do recurso especial quando o dispositivo de lei federal tido por violado não possui comando normativo capaz de impugnar os fundamentos do acórdão recorrido, incidindo, por analogia, a orientação contida na Súmula n. 284, do Supremo Tribunal Federal, segundo a qual "É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia". Nesse sentido: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. PESSOA JURÍDICA. QUALIFICAÇÃO COMO AGROINDÚSTRIA. ART. 489 DO CPC/2015. VIOLAÇÃO. INEXISTÊNCIA. REENQUADRAMENTO DA EMPRESA. EXAME DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. CONSULTA. FISCALIZAÇÃO IN LOCO. SITUAÇÃO FÁTICA DIVERSA. SÚMULA 284 DO STF. INCIDÊNCIA. LANÇAMENTO FISCAL. MULTA ISOLADA E DE OFÍCIO. RETROATIVIDADE DA LEGISLAÇÃO MAIS BENÉFICA. SÚMULA 283 DO STF. CARÁTER CONFISCATÓRIO. DIVERGÊNCIA NÃO DEMONSTRADA. SIMILITUDE FÁTICA ENTRE OS JULGADOS CONFRONTADOS. AUSÊNCIA. HONORÁRIOS RECURSAIS. CABIMENTO. .. 4. O art. 100 do CTN não possui comando normativo suficiente para infirmar o entendimento da Corte Regional de que as soluções de consulta não vinculam o Fisco na hipótese da ocorrência de fiscalização tributária in loco, na qual se verifica situação fática diversa daquela apresentada pelo consulente, incidindo no ponto o óbice da Súmula 284 do STF. .. (AgInt nos EDcl no AREsp 1.343.527/RS, Rel. Ministro GURGEL DE FARIA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 19/11/2019, DJe 03/12/2019). TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. MANDADO DE SEGURANÇA VISANDO A EXCLUSÃO DO ICMS DA BASE DE CÁLCULO DO PIS E DA COFINS. SEGURANÇA CONCEDIDA, COM LIMITAÇÃO TEMPORAL DOS EFEITOS DO JULGADO A 31/12/2014, EM FACE DA LEI 12.973/2014. ALEGADA VIOLAÇÃO AOS ARTS. 1.039, CAPUT, E 1.040, III, DO CPC/2015. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 211/STJ. ART. 1.025 DO CPC/2015. INAPLICABILIDADE, NO CASO. DISPOSITIVOS PROCESSUAIS APONTADOS QUE, ADEMAIS, NÃO POSSUEM COMANDO NORMATIVO APTO A SUSTENTAR A TESE DA RECORRENTE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284/STF, POR ANALOGIA. IMPOSSIBILIDADE, AINDA, DE ANÁLISE, EM RECURSO ESPECIAL, DA ADEQUAÇÃO DA DECISÃO PROFERIDA PELO TRIBUNAL DE ORIGEM, EM JUÍZO DE RETRATAÇÃO, COM A TESE FIRMADA PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA, SOB PENA DE ANÁLISE, POR VIA REFLEXA, DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. .. VII. De todo modo, em relação à alegada violação aos arts. 1.039, caput, e 1.040, III, do CPC/2015, os referidos dispositivos legais não possuem comando normativo apto a infirmar a conclusão, tal como posta no acórdão recorrido, em relação à limitação temporal dos efeitos do julgado a 31/12/2014, de forma a atrair, no ponto, a aplicação analógica da Súmula 284/STF ("É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia"). .. (AgInt no AREsp 1.510.210/SC, Rel. Ministra ASSUSETE MAGALHÃES, SEGUNDA TURMA, julgado em 21/11/2019, DJe 29/11/2019). Por fim, no que tange aos honorários advocatícios, da conjugação dos enunciados administrativos ns. 3 e 7, editados em 09.03.2016 pelo Plenário desta Corte, depreende-se que as novas regras relativas ao tema, previstas no art. 85 do Código de Processo Civil de 2015, serão aplicadas apenas aos recursos sujeitos à novel legislação, tanto nas hipóteses em que o novo julgamento da lide gerar a necessidade de fixação ou modificação dos ônus da sucumbência anteriormente distribuídos, quanto em relação aos honorários recursais (§ 11). Ademais, vislumbrando o nítido propósito de desestimular a interposição de recurso infundado pela parte vencida, entendo que a fixação de honorários recursais, em favor do patrono da parte recorrida, está adstrita às hipóteses de não conhecimento ou improvimento do recurso. Quanto ao momento em que deva ocorrer o arbitramento dos honorários recursais (art. 85, § 11, do CPC/15), afigura-se-me acertado o entendimento segundo o qual incidem apenas quando esta Corte julga, pela vez primeira, o recurso, sujeito ao Código de Processo Civil de 2015, que inaugure o grau recursal, revelando-se indevida sua fixação em agravo interno e embargos de declaração. Registre-se que a possibilidade de fixação de honorários recursais está condicionada à existência de imposição de verba honorária pelas instâncias ordinárias, revelando-se vedada aquela quando esta não houver sido imposta. Posto isso, com fundamento nos arts. 932, III e IV, do Código de Processo Civil de 2015 e 34, XVIII, a e b, e 255, I e II, do RISTJ, CONHEÇO EM PARTE do Recurso Especial, e, nessa extensão, NEGO-LHE PROVIMENTO. Publique-se e intimem-se. EMENTA